Projeto de dança proporciona autoestima e bem-estar a mulheres vítimas de violência

Elevação da autoestima, bem-estar, diversão, relaxamento e alegria. Estes são alguns dos benefícios que o projeto “Elas Dançam” tem proporcionado às mulheres que frequentam o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A atividade, que tem como público mulheres vítimas de violência, acontece nesta sexta-feira (08), das 08h às 09h.

O projeto “Elas Dançam” surgiu em setembro deste ano e acontece uma vez por mês. Atualmente cerca de 10 mulheres participam da atividade, que tem ajudado bastante essas mulheres que se encontram em situação de fragilidade e abalo psicológico.

“A dança proporciona alegria, diversão e bem-estar para quem pratica. A pessoa alegre automaticamente tem uma autoestima elevada e esse fator é bastante importante no convívio social. Tudo isso contribui para o processo da recuperação dessas mulheres. A gente percebeu que a autoestima delas melhorou, elas interagem mais”, relata a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares. O CREG funciona na Rua Benjamin Constant, 2170, de 8h às 14h. Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

 

SMPM destaca políticas públicas no Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher

Nesta quinta-feira (10), é comemorado o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher. A data foi criada em 1980, como desdobramento de um movimento nacional realizado em São Paulo em protesto contra o índice crescente de crimes dessa natureza em todo o país. Para a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina (SMPM), Macilane Gomes, essa é uma data importante para refletirmos sobre a evolução da desnaturalização da violência contra mulher.

“Através de muita luta, manifestações e reflexões, aos poucos, a gente vem desconstruindo essa naturalização da violência contra a mulher. Esta data deve servir para conscientizar cada vez mais sobre os direitos das mulheres. A Prefeitura de Teresina, através da SMPM, tem o compromisso de ampliar cada vez mais as políticas públicas que atendem dessas vítimas”, pontua a secretária.

Caracteriza-se como violência contra a mulher qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico, tanto na esfera pública quanto na privada. Como punição, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) traz a criminalização do ato desde 2006, prevendo maior responsabilização aos agressores, que normalmente estão inseridos no ambiente familiar.

A pesquisa realizada pela Secretaria, denominada” Diagnóstico Sobre a Situação de Violência contra a Mulher” em Teresina, aponta que as delegacias especializadas registraram, entre os anos de 2014 e 2017, o número de 25.105 boletins de ocorrências, onde a maior parte é de ameaças, injúrias e lesões corporais dentro desse contexto.

A SMPM, fazendo valer o artigo 8º da lei, que coibe a violência doméstica e familiar, vem promovendo ações educativas e disponibilizando atendimento especializado através do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que fica localizado na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/norte. O espaço conta com o trabalho de uma equipe multiprofissional e realiza atendimento das 8h às 14h, de segunda à sexta.

“Quando elas chegam ao local, é feito um atendimento e acompanhamento psicológico e social, bem como orientação jurídica, colaborando para a construção de equidade de gênero e enfrentamento das diferentes formas de agressão. Para tanto, o centro ainda busca firmar parcerias com outros serviços, a fim do fortalecimento da autonomia financeira, econômica e produtiva das vítimas.  De 2015 a 2019 o CREG atendeu 610 mulheres, gerando um total de 2.129 atendimentos especializados” destaca Macilane.

A dona de casa, M.G é uma das mulheres acompanhadas pelo centro e considera o espaço de grande importância, pois através dos serviços ofertados conseguiu se fortalecer e denunciar o agressor após anos de sofrimento. “Sofri todos os tipos de violência por dez anos, e através do centro me fortaleci e consegui, além de deixar o agressor, denunciá-lo e registrar o boletim de ocorrência. Hoje tenho uma medida protetiva e ele não pode aproximar-se de mim. O espaço, além de me fortalecer nas decisões, me proporciona capacitações e cursos, que podem me levar a um futuro melhor”, esclarece.

 

Violência contra a mulher é tema de palestra realizada para famílias atendidas pelo CIES

Para propiciar reflexão e levar informação sobre todas as formas de violência contra a mulher seja física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou nesta quarta-feira (11), palestra sobre a temática para famílias com filhos atendidos pelo Centro Integrado de Educação Especial (CIES).

Humilhar, xingar, diminuir a autoestima, oprimir, expor a vida íntima, sacudir e apertar os braços, forçar atos sexuais desconfortáveis, quebrar objetos da mulher, entre outros, fazem parte das agressões que ocorrem na violência doméstica.

“Todos esses atos constituem violência e muitas vezes algumas mulheres passam por isso e não se veem como vítimas. Os esclarecimentos são muito importantes, pois caso isso venha acontecer, ela se sentirá fortalecida para buscar ajuda. O momento também serve para divulgarmos nossa rede de atendimento, como é o caso do Centro de Referência Esperança Garcia”, esclareceu a assistente social da Secretaria da Mulher, Caroline Leal.

Para a psicóloga do Cies, Andricy Linhares, a atividade foi bastante relevante e esclarecedora. “Já tivemos alguns relatos e casos de mulheres agredidas e violentadas pelo companheiro, e muitas ainda não se sentem encorajadas a buscar ajuda. O momento serviu para encorajá-las, além de informar sobre os serviços disponíveis”, destacou.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares. O CREG funciona na Rua Benjamin Constant, 2170, de 8h às 14h. Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

 

Mulheres atendidas pelo CREG rompem o silêncio no III Colóquio Vozes

Promover um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência. Com este objetivo, foi realizado nesta terça-feira (07), o III Colóquio Vozes – Rompendo o silêncio da violência contra mulher. O evento aconteceu no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Na oportunidade, o prefeito Firmino Filho destacou que o Colóquio é uma oportunidade para ouvir as mulheres de Teresina, especialmente aquelas que tiveram seus direitos desrespeitados. “É uma forma de ouvir os gritos de dor e sofrimento das mulheres que são castigadas na nossa cidade, onde ainda existe muito machismo praticado todos os dias”, disse.

Durante a programação, quatro mulheres deram depoimentos de como a violência começou na vida delas, como foram tratadas ao buscar ajuda e como estão tentando romper o ciclo.

A mulher de iniciais L.P.V.N. destacou o apoio recebido no CREG foi fundamental. Ela confessou que chegou destruída psicologicamente, aos prantos, e no local encontrou força e orientação por parte de toda a equipe.

“Sofri com muita violência psicológica durante 17 anos de casada, fui impedida de trabalhar e estudar, eu era totalmente dependente do agressor, até que decidi dar um basta nessa situação. Já estou com três anos que tomei a decisão de denunciá-lo e agradeço toda a equipe pelo apoio e por trabalharem minha autoestima, o que foi muito importante, pois ele fazia eu me sentir sem beleza nenhuma. Hoje estou descobrindo quem eu sou, não sabia do que eu gostava, voltei a estudar e comecei a trabalhar conquistando, assim, a minha independência”, relatou.

Segundo L.P.V.N., a decisão de agir foi pelas filhas, pois diante de tanto sofrimento e fragilidade também tiveram que ser acompanhadas pela equipe de atendimento.  “Fiz isso pelas minhas filhas, para que não vissem tudo acontecer e considerassem como algo normal. Elas também foram acompanhadas pela equipe do CREG, e hoje são mulheres seguras e decididas, e com a dor aprendemos, hoje estamos bem, estamos em paz. Hoje mais do que nunca me amo, e influencio positivamente pessoas por me considerar exemplo de superação”, disse a vendedora.

Para a secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, a denúncia e a busca da ajuda é bastante importante. Segundo ela, a violência é um processo naturalizado em nossa sociedade, e tem a ver com o processo de educação e cultura que necessita ser desconstruído. Para isso, é preciso que a mulher reconheça a violência, denuncie e procure ajuda, tanto para a violência psicológica, física, social e patrimonial.

“No momento que a mulher busca ajuda ela está avançando e rompendo o ciclo da violência. Não aguento, não aceito, reivindico, denuncio, é um grande avanço. E hoje, 07 de agosto, comemoramos 13 anos de lei Maria da Penha, que é um instrumento que serviu para avançar, mas precisamos avançar ainda mais e encorajar algumas mulheres a denunciar e buscar ajuda, porque é um ato muito importante”, afirma a secretária.

O CREG tem como objetivo atender a mulher em situação de violência doméstica, familiar e outras de gênero, por meio do trabalho da equipe multiprofissional: psicóloga, assistente social e assessora jurídica. O Centro atende das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, e fica localizado na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/Norte. O contato para mais informações é 3233-3798.