SMPM promove live sobre serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher

“Serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher”. Este será o tema do bate-papo virtual que contará com a participação da Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Macilane Gomes e da Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), Joseana Leitão. A atividade que acontece, nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, no instagram (@smpmteresina), faz parte da programação do aniversário de Teresina e do “Agosto Lilás”, mês de conscientização e enfrentamento da violência contra à mulher.

Como o ambiente farmacêutico tornou-se um dos serviços essenciais mais utilizados durante o período de isolamento social, foi pensada uma articulação estratégica sobre como esse serviço poderia contribuir como um instrumento de proteção às mulheres que estão passando por alguma situação de violência.

Em parceria com o Conselho Regional de Farmácia, buscou-se divulgar serviços como o “Alô Mulher Teresina”, central telefônica que além de oferecer atendimentos às mulheres em situação de violência e/ou vulnerabilidade na capital, disponibiliza também o serviço de acompanhamento a saúde mental, assistência social e protagonismo feminino. A ideia é que a divulgação aconteça na abordagem dos atendentes e balconistas das redes de farmácia com as mulheres que frequentam o local.

Segundo a Secretária da SMPM, Macilane Gomes, o serviço de farmácia pode se constituir facilmente como um espaço de orientação sobre a rede de atendimento às mulheres, bem como a serviços específicos que elas muitas vezes não possuem conhecimento.

“Nesse contexto de pandemia, em que a violência contra a mulher se potencializou ainda mais, pensamos em serviços essenciais estratégicos que poderiam auxiliar nessa proteção às mulheres. Através desses serviços, a ideia é dar visibilidade para esse problema tão grave, acionando as pessoas que trabalham nesses locais, para que ao ter contato com alguma mulher, e perceber qualquer sinal de violência, oferecer orientação, apoio e acionar a rede”, esclarece a secretária.

Para a Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, Joseana Leitão, as mulheres que se encontram em situação de violência precisam saber que não estão sozinhas, que elas possuem uma rede proteção e amparo.

“As mulheres que estão passando por esse problema, precisam saber que existe essa rede de amparo. Queremos demonstrar que essa situação triste e difícil pode ser superada, e que existem canais como o “Alô Mulher Teresina”, que podem auxiliá-las nesse processo de superação”, finaliza a representante do Conselho Regional de Farmácia.

Projeto Balançando a Rede discute medidas de enfrentamento à violência contra a mulher em reunião virtual

Nesta quinta-feira (04), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) realizou mais uma encontro virtual com a equipe que compões o projeto Balançando a Rede, com o objetivo de traçar medidas de enfrentamento à violência contra a mulher e também otimizar ideias para o aperfeiçoamento daquelas que estão em vigor. Com essa proposta, o projeto realizou seu terceiro encontro no período de isolamento social, desta vez além da participação de representantes municipais e estaduais, contou também com a participação de um representante do Observatório Mulher Nacional.

Entre as pautas discutidas na reunião, foi destacada a construção de um relatório feito a partir de dados da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, que possibilita o acesso ao registro de atendimentos referente a órgãos como: Centro de Referência Esperança Garcia, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, dentre outros.

“O documento, que está em fase inicial, foi feito pela SMPM e deve contar também com a contribuição de outras entidades. Ele pretende organizar o quantitativo de atendimentos realizados por cada órgão para possibilitar uma melhor articulação na realização de estratégias no combate à violência contra a mulher”, pontua a secretaria municipal de Políticas paras as Mulheres, Macilane Gomes.

Para a delegada de Polícia Civil e diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Bruna Fontelene, a maioria dos dados solicitados podem ser facilmente catalogados. “Além da disponibilização dos dados, podemos contribuir com nosso núcleo de estudo, em parceria com instituições públicas e privadas de ensino superior destinadas ao planejamento e execuções de pesquisas sobre violência de gênero no estado. Ele está desativado por conta da pandemia, mas futuramente vamos retomar essa parceria com todos os órgãos e otimizar todas essas informações”, disse a delegada.

Outro ponto de destaque no encontro virtual foi o Observatório Mulher, projeto piloto que está em fase de implantação na SMPM em parceria com o Senado Federal. A ação tem como objetivo desenvolver ferramentas que possam proporcionar uma visão de futuro, projetando políticas públicas para as mulheres em Teresina. O projeto busca desenvolver estudos, assim como métodos e processos de trabalho que venham contribuir para esse desenvolvimento.

Para a analista em Gestão Pública da SMPM e responsável pelo Observatório Mulher Teresina, Helemara Moura, o projeto representa uma grande oportunidade de desenvolvimento para a cidade. “Essa é uma excelente oportunidade de desenvolvermos ferramentas que possam projetar uma visão de futuro, projetando as políticas públicas para mulheres. Para o desenvolvimento de Teresina do amanhã é necessário o desenvolvimento desses pilares a partir de hoje”, conclui.

Segundo o representante do Senado Federal, que está à frente da produção do Observatório no Senado, Henrique Ribeiro, o projeto nasceu da dificuldade de fazer uma análise de dados estatísticos. Ele destacou que o principal objetivo do documento é usá-los para a contribuição do aprimoramento das políticas públicas para as mulheres em situação de violência.

“A gente tem desenvolvido esse trabalho desde 2016 e tem evoluído bastante, mas apesar dos pontos positivos estamos sempre pensando em como ele pode contribuir efetivamente no enfrentamento à violência e se isso está realmente acontecendo. Concluímos que estamos muito longe do que acontece na realidade das pessoas, e por isso essa ideia de pensar como essas coisas acontecem no âmbito municipal”, afirma Henrique Ribeiro.

A reunião contou com a participação de várias representantes de instituições da rede estadual de proteção à mulher no Piauí, como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres, Defensoria Pública, Casa Abrigo, Patrulha Maria da Penha, Delegacia Especializada da Mulher, Conselho da Mulher e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

SMPM promove reunião para traçar medidas de enfrentamento à violência durante pandemia

Nesta sexta-feira (08), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), realizou reunião virtual com o intuito de planejar atuações de enfrentamento à violência contra as mulheres durante o período de isolamento social, juntamente com as instituições de defesa da mulher do município e do estado.

A secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, conduziu a reunião, que teve a participação da coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres, Zenaide Lustosa; delegada de Polícia Civil, Bruna Verena; defensora pública do Piauí, Lia Medeiros; e demais representantes de órgãos como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Conselho Municipal dos Direitos para as Mulheres e Centro de Referência Francisca Trindade, dentre outros.

“Esse encontro faz parte do conjunto de atuações do projeto ‘balançando a rede’, que tem como principal objetivo fortalecer o atendimento às mulheres nesse período de pandemia, além de traçar estratégias para reforçar esse fluxo. O momento serviu também para que as instituições falassem sobre o atendimento realizado em cada espaço e como está sendo essa experiência, mostrando assim o que está acontecendo em cada órgão”, explicou a secretária.

Entre os assuntos discutidos no encontro virtual, o destaque foi o aumento significativo no registro de denúncias e solicitações de atendimento às mulheres vítimas de violência durante o período de isolamento social. Segundo a representante do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar do MP-PI (NUPEVID), Amparo Sousa Paz, houve um aumento de 32% no registro de denúncias do aplicativo Salve Maria, plataforma virtual de denúncias anônimas.

“É um aumento significativo, por isso, a partir dessas denúncias, estamos atuando com agilidade e rapidez para atender essas mulheres. Lançamos a campanha contra o feminicídio em Teresina, justamente tentando chamar atenção sobre a importância das mulheres denunciarem, para que não termine em um feminicídio. É importante trabalhar na divulgação de toda essa rede de combate à violência, Centro de Referência, Delegacia, Salve Maria, temos que trabalhar todos eles”, enfatizou a Promotora de Justiça.

Segundo a Delegada de Polícia Civil, Bruna Verena, durante o período de isolamento social, houve uma redução de 50% no número de registros de Boletins de Ocorrência (BO), que ocorre de forma presencial. Devido as recomendações de isolamento, e considerando que o alerta interferiu diretamente nos registros presenciais, a Polícia Civil decidiu viabilizar as denúncias de forma virtual, que podem ser feitas pelo site: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php.

Foram pontuados também, entre as medidas de enfrentamento à violência adotadas no período de isolamento, a ampliação dos horários de atendimento pelos órgãos competentes, divulgação dos canais de denúncias e atendimento com cartazes em pontos estratégicos como supermercados e farmácias, a ampliação das estratégias de acolhimento às mulheres vítimas de violência no distanciamento social com o agressor.

Ainda durante a reunião virtual, foi marcado um novo encontro com instituições que trabalham no enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí, para a preparação de novas pautas e medidas adotados para o período de pandemia. O próximo encontro virtual deve acontecer na próxima quinta-feira (14), com horário a definir.

Centro atende 24 novos casos de mulheres vítimas de violência durante isolamento

Em meio a intensa crise mundial causada pelo avanço do novo coronavírus, o problema de saúde pública ainda pode trazer maiores agravantes para a população, sobretudo para as mulheres. Devido ao aumento no número de casos de violência nesse período, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que os países investissem “em serviços online e em organizações da sociedade civil” para prevenir e combater a violência de gênero durante a pandemia.

Em Teresina, desde o período de isolamento, que começou ainda no mês de março, o Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atendeu 24 novos casos de mulheres vítimas de violência através do atendimento remoto. Das mulheres que já eram acompanhadas pela unidade, 19 delas também entraram em contato nesse período para pedir orientações e suporte psicológico, chegando assim ao total de 43 atendimentos durante um mês de isolamento.

Entre os casos notificados, foram realizadas orientações no âmbito jurídico para procedimentos de partilha de bens nos casos de separação, atendimento psicológico devido à fragilidade emocional, orientações sobre descumprimento de medida protetiva, informações sobre a rede de atendimento para denúncias, dentre outros.

Também houveram casos de mulheres que buscavam orientações, não se colocando como vítimas, mas sim com o objetivo de ajudar outras mulheres que conheciam, e que segundo elas, estão sofrendo algum tipo de violência.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o número de casos notificados pelo Centro de Referência durante a pandemia reflete o cenário de isolamento que estamos vivendo devido a permanência constante de mulheres no ambiente doméstico.

“Nesse período as mulheres estão em isolamento, então esse ciclo de violência que já existia pode se acentuar ainda mais. E a gente vem percebendo um aumento no número de mulheres que procuram o Centro de Referência, que é um canal de orientação, que está realizando sua função nesse momento, oferecendo todo suporte a essas mulheres”, destacou a gerente.

Para notificações formais de denúncias, as mulheres vítimas de violência devem recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que se configura como principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar a Delegacia da Mulher das regiões Centro Sul, Sudeste e Norte pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, de segunda a sexta, das 08h às 14h.

#TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19

A violência de gênero é uma violação dos direitos humanos que diz respeito a toda a sociedade e que a cada ano tira a vida de milhares de mulheres em todo o mundo. Em tempos de isolamento social e intensificação do convívio familiar, mulheres e meninas encontram-se mais vulneráveis à violência doméstica e familiar. A gravidade da violência contra mulheres e meninas em período de emergência humanitária causada pelo COVID-19 torna-se mais evidente quando se registra o aumento na busca pelos serviços da rede de enfrentamento à violência e garantia de direitos em Teresina. O município registrou aumento exponencial nas situações relatadas de violência de gênero. Nesse contexto, é fundamental compreender como as mudanças na dinâmica cotidiana acentuam as relações de gênero desiguais, no espaço domiciliar, considerando os principais fatores de risco e de proteção e, assim, repensar as estratégias possíveis e cabíveis para este período.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina, como órgão competente para preservar a integridade das mulheres e promover ferramentas que garantam uma vida livre de violência, está atuando de forma estratégica conforme os seguintes eixos de atuação:

  • Divulgação de orientações às mulheres através de diferentes meios de comunicação;
  • Execução de serviços direcionados ao enfrentamento à violência de gênero;
  • Articulação intersetorial e transversalidade

Com bases nesses eixos, são propostas uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, conforme descritos a seguir:

1.      Ampla divulgação dos canais de comunicação junto aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e de informações direcionadas sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica; saúde mental e cuidados na pandemia; o isolamento social e o aumento da violência doméstica contra a mulher, dentre outros. Para tal, utiliza-se de conteúdo diferente de acordo com o veículo de comunicação, a saber:

 a) Redes Sociais: Canal de comunicação para divulgar posts e vídeos, informativos, preventivos, interativos e de Divulgação de palestras realizadas ao vivo nas redes sociais, uma vez por semana, para dialogar sobre temáticas relacionadas a gênero, os canais de denúncias às mulheres vítimas de violência doméstica, além do fortalecimento para a prática da denúncia. Cada vídeo contará com a participação de um órgão da rede de atendimento à mulher em situação de violência, tais como, Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia da Mulher e Centro de Referência Esperança Garcia.

b) Whatsapp: aplicativo utilizado com o objetivo de repasse rápido posts, mensagens e áudios informativos relacionados com o momento atual e com ações desenvolvidas pela secretaria, tais como o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica.

c) Site e aplicativo Colab: Ferramentas utilizadas para divulgar ações, atividades e dados relacionados à secretaria, ambos desenvolvidos durante o período de isolamento através de releases e assim pautar a imprensa.

d) Rádio: utilizada para divulgação de áudios informativos realizados por profissionais da SMPM e da rede de atendimento à mulher em situação de violência e demais públicos.

e) TV: Espaço de divulgação em massa das ações da Secretaria desenvolvidas no período de isolamento social

2.      Ações diretas de enfrentamento à violência:

 a) Oferta de Atendimento Psicossocial e Jurídico, com a realização de escuta especializada, encaminhamentos e orientações para as mulheres em situação de violência por meio de teleatendimento realizado pela equipe de multiprofissionais do Centro de Referência a Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (86 99416-9451);

b) Desenvolvimento da Campanha #emdefesadelas, direcionada para a divulgação do canal de comunicação do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia, junto aos estabelecimentos e serviços considerados essenciais;

c) Desenvolvimento do Projeto Dialogando, por meio das redes sociais, debatendo os temas relativos à masculinidade, relações humanas, empatia, cuidado familiar entre outros temas que promovam a reflexão sobre equidade entre homens e mulheres;

d) Fomento junto às unidades dos Serviços de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, a criação de áudio e vídeo com contação de histórias e brincadeiras para as mulheres e crianças;

e) Promoção da ação “Elas se cuidam”, por meio de vídeos, ensinando exercício e técnicas para o bem-estar das mulheres;

f) Articulação junto à rede de garantia de direitos para seguimento de acompanhamentos e orientações às mulheres sobre a situação de funcionamento dos mesmos (Tribunal de Justiça, Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público).

3.      Articulação intersetorial e transversalidade:

a) Promoção da autonomia econômica com a articulação para a realização de curso online para mulheres;

b) Articulação com as empresas promotoras de igualdade de gênero de Teresina que foram certificadas com o selo Dona Saló para divulgação de mídias digitais com a campanha #emdefesadelas;

c) Articulação com as Secretarias Municipais que fazem parte da Câmara Técnica de Gestão, para identificar as ações que estão sendo executadas neste período de quarentena a fim de fomentar a divulgação das mesmas;

d) Articulação com as entidades do Projeto Balançando a Rede para verificar como está sendo feito o atendimento e acolhimento das mulheres que vivem em situação de violência, divulgando o fluxo de atendimento de cada órgão no período do isolamento;

e) Realização de diálogos junto à rede de atendimento à mulher em situação violência nas redes sociais através de vídeos ao vivo;

f) Articulação com o Conselho Municipal de Direitos Das Mulheres (CMDM), para análise e planejamento de ações que podem ser desempenhadas pelas OG´s e ONG’s visando à proteção dos direitos das mulheres neste período de isolamento

Diante dessas ações e de outras que podem surgir, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres reforça o seu compromisso contra todo tipo de violação aos direitos humanos junto às mulheres e meninas, considerando a diversidade de suas vivências de acordo com marcadores sociais de raça/etnia, classe, geração, identidade de gênero, orientação sexual, moradia, religiosidade, dentre outros. Fortalecemos o compromisso de que, seja em dias comuns ou em situação de isolamento social, as mulheres não estão sozinhas em sua luta diária contra as desigualdades nas relações de gênero. A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina está à disposição para lhes ouvir e acolher para que possamos passar por esse período juntas. Assim, seguiremos em defesa delas, de todas nós!

 

 

Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência atende 04 casos em período de isolamento

O isolamento social neste período para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) faz com que as pessoas passem mais tempo juntas em casa, o que pode ser positivo, porém, para mulheres que já vivem em um ambiente de violência a redução do convívio social pode agravar essa situação.

Para a contenção desta problemática, o Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia vem disponibilizando profissionais no serviço de teleatendimento para orientações em caso de violência doméstica e durante essa primeira semana já foram atendidos quatro casos.

Do total de casos registrados, dois foram por violência doméstica em flagrante, enviados para orientações e participações em atividades. Outro caso, enviado pelo Ministério Público, recebeu orientação psicológica e posteriormente foi encaminhado para o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). No último caso, foram realizadas demais orientações e assistências básicas.

A Secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, alertou sobre a importância de enfrentamento à violência durante o período de isolamento social, enfatizando o dever de todos contribuírem nessa luta também.

“Neste momento, infelizmente, além de enfrentar a pandemia, temos que enfrentar também a violência contra as mulheres. Temos recebido denúncias pelo CREG durante o período de isolamento. Nosso Centro tem esse papel de escuta, oferecendo assistência às mulheres, seja psicológica, social ou jurídica, articulando uma rede de atendimentos. Nosso apelo é que as pessoas que presenciarem alguma situação de violência, ou até mesmo as mulheres que estão passando por isso, que por favor acionem nosso serviço”, destacou Macilane.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência psicossocial e de assessoria jurídica. Durante o período de isolamento social, a unidade está realizando atendimentos via WhatsApp ou por ligações, pelo número (86) 99416 94511,de segunda a sexta, das 8h às 14h.

Guarda Municipal inicia em fevereiro monitoramento com mulheres em situação de violência

Os guardas municipais da Prefeitura de Teresina realizarão, a partir de fevereiro, visitas periódicas para monitorar o cumprimento das medidas protetivas de urgência de 40 mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Projeto Patrulha Maria da Penha atenderá inicialmente as mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

Para implantação do projeto, de iniciativa da Secretaria Municipal de Cidadania assistência social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), os guardas municipais participaram de capacitação no mês de janeiro. Contou ainda com visita técnica, realizada por representante da SMPM, para conhecer a experiência exitosa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde a patrulha já é executada.

Na capital gaúcha, a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, conheceu os protocolos de atendimento da organização, formas de abordagens nas situações de violência apresentadas pelas mulheres e realizou visitas às residências de mulheres que recebem acompanhamento em Porto Alegre.

“A experiência nos possibilitou conhecer como eles trabalham essa proposta de monitoramento com as mulheres. No Projeto, a visita técnica, além de agregar muitos conhecimentos, gerou também fluxos de natureza administrativa para Teresina. Poderemos alinhar alguns pontos do nosso protocolo, a partir da atuação realizada em Porto Alegre”, afirma Lidiane Oliveira.

A Gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, durante visita ao comando da Patrulha Maria da Penha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A gerente esclarece que a ideia não é trabalhar o projeto em Teresina da mesma forma que acontece em Porto Alegre. “Cada espaço tem suas singularidades. Buscamos perceber quais foram as dificuldades enfrentadas inicialmente no processo de implantação na capital gaúcha. A ideia é trazer essas informações para que nosso serviço funcione de forma eficiente”, conclui.

No Brasil, o projeto Patrulha Maria da Penha foi implantado pela primeira vez em Porto Alegre (RS), em 2012. O estado se tornou referência no monitoramento de medidas protetivas contra mulheres vítimas de violência. Atualmente o projeto já presente em Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Paraná.

Mulheres em situação de violência participam de palestra sobre educação

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) vai receber nesta sexta-feira (20), às 9h, uma roda de conversa com o tema: “As mulheres e a educação de jovens e adultos”. A atividade será conduzida pela instrutora Vera Lúcia Novaes, que faz parte do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC).

A atividade tem como finalidade contribuir com as discussões sobre educação inclusiva, níveis de ensino e acesso à oportunidades. “Essas discussões contribuem para a inserção da mulher na educação. Vamos debater vários temas relacionados a essa questão. Queremos sensibilizar aquelas mulheres que deixaram de estudar para que elas voltem a frequentar a sala de aula. Dessa forma, vamos trabalhar a importância da educação formal na vida da mulher, que também é uma forma de empoderamento”, afirma a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

Atualmente, o Centro de Referência Esperança Garcia, que é uma unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, atende cerca de 300 mulheres e oferece serviços especializados como atendimento social, psicológico e jurídico, além de  desenvolver diferentes práticas integrativas complementares.  Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

Campanha pelo fim da violência contra a mulher inicia pelas redes sociais em Teresina

Um conjunto de ações e atividades irá compor a agenda dos “16 dias de ativismo” pelo fim da violência contra a mulher, na cidade de Teresina. A campanha, que tem mobilização mundial, inicia na segunda-feira (25), na capital, com o slogan #Viva voz: Sua voz faz a diferença, de forma virtual no instagram. Serão publicados vídeos em que diversas personalidades, gestores municipais e pessoas da comunidade em geral alertam sobre a temática.

Ainda dentro da programação de abertura, às 19h do dia 25, será realizado um bate-papo com uma live ao vivo, também pelo instagram da @smpmteresina e @prefeitura_teresina, com especialistas, como a delegada Eugênia Vila, dentre outros, para tratar da temática da campanha e assuntos relacionados ao enfrentamento da violência de gênero. O bate-papo será mediado pela jornalista, Samantha Cavalca.

“Este ano, além das diversas atividades que vão ser realizadas em várias zonas da cidade, a gente quis marcar um lugar também importante, que é o das redes sociais, considerando a potência e a capacidade de mobilização e de construção de ideias e formas de pensar. Então buscamos pessoas que tenham uma atuação significativa na cidade, homens e mulheres, sejam gestores, comunidade, jornalistas, influenciadores digitais, enfim pessoas que tenham uma opinião forte desenvolver também esse ativismo virtual”, pontua a secretária municipal de Política Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Ainda segundo a gestora, esse será mais um lugar para mobilizar e dizer mais uma vez que o enfrentamento da violência contra a mulher não é só uma responsabilidade institucional pública, mas sim de toda a sociedade.

“É necessária uma mudança de comportamento e o lugar de fala de cada um é importante. Todos e todas devem ter responsabilidade de mudança de comportamento, de mudança de uma sociedade que ainda é marcada por valores machistas e sexistas. E buscamos utilizar a ferramenta da tecnologia para também ser esse canal de voz”, esclarece Macilane.

Em Teresina, a ação dos 16 dias de ativismo é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), que durante a programação estará desenvolvendo rodas de conversa, blitz educativa, capacitação e bate-papo, em diversos pontos da cidade, convocando e estimulando a sociedade a refletir sobre a violência sofrida pelas mulheres.

Conhecido inicialmente como 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a iniciativa foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), localizado nos EUA. Trata-se de uma mobilização educativa e de massa, que luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos Direitos Humanos das mulheres.

A Campanha inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

“Dentro da programação de atividades estaremos desenvolvendo também a nossa campanha laço branco, que é voltada para homens, e tem como objetivo estimular a reflexão a respeito dos Direitos Humanos para construção de atitudes em defesa de uma cultura igualitária, democrática e não reprodutora de estereótipos de desigualdade de gênero”, finaliza a Secretária

Doutora em violências de gênero realiza consultoria sobre atendimento a mulheres em Teresina

A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) recebeu, nesta terça (12) e quarta-feira (13), a especialista e doutora em violências de gênero, Wânia Pasinato, para mais uma consultoria com o objetivo de discutir sobre os indicadores e diagnósticos de serviços de atendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina.

A consultoria, financiada pelo Programa Lagoas do Norte, tem como finalidade também fortalecer e aprimorar o serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência, acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) e Serviços de Atendimento Integral à Mulher e suas Crianças: Amor de Tia.

A abordagem no atendimento à mulher em situação de violência, procedimentos necessários, estratégias com base em casos que tiveram a execução da consultoria, foram alguns dos assuntos colocados em pauta. “A proposta da consultoria é justamente consolidar o funcionamento desses serviços naquilo que eles têm de especialização no atendimento às mulheres, como aprimorar o acolhimento e organizar o melhor encaminhamento. Tem sido uma experiência bastante rica, de troca de conhecimento, de poder transformar o conhecimento teórico numa política pública mais efetiva”, destacou Wânia Pasinato.

Ascom/SMPM

Ressaltando a efetividade e sucesso dos projetos de atendimento e as políticas públicas existentes, a secretária municipal da SMPM, Macilane Gomes, trouxe como exemplo o Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia. “Não existe em nenhum outro lugar um serviço que atenda a mulher e a criança. Nesse projeto, as crianças já são abordadas sob uma perspectiva de gênero, que tenta promover a alteração de um modelo de mentalidade de uma geração. Isso é importante porque é o que o torna inovador. Atendemos as mulheres, fortalecendo esse empoderamento, e as crianças, impactando no processo de educação”, contou.

A secretária municipal destacou também a importância em trazer o olhar de uma especialista para análise de todo o projeto de atendimento às mulheres. “Ela traz essa bagagem teórica, técnica, sobre a violência contra a mulher. Com essa visão macro, ela olha para os projetos que a gente vem desenvolvendo. A gente quer saber se eles realmente atendem aos princípios de emancipação da mulher”, finalizou Macilane Gomes.

Wânia Pasinato mora em São Paulo, tem pós-doutorado em Núcleos de Estudos de Gênero e já desenvolveu ações de combate ao feminicídio como coordenadora de Acesso à Justiça no escritório da ONU Mulheres no Brasil. Ela trabalha como Assessora Técnica da ONU Mulheres com foco no enfrentamento à violência e possui diversas publicações científicas sobre temas relacionados à violência de gênero.