Foto: Ascom SMPM

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), destaca o Banco Lilás como um importante símbolo de enfrentamento à violência contra a mulher e de memória às vítimas de feminicídio. Distribuídos em todas as regiões da cidade, os bancos formam uma rede de alerta permanente, aproximando a mensagem de conscientização do cotidiano da população.

A iniciativa integra as ações da Campanha Municipal de Combate ao Feminicídio – 21 Dias de Ativismo: Vozes que Quebram o Silêncio, realizada ao longo do mês de novembro. O Banco Lilás homenageia todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência — mulheres que jamais serão esquecidas — e reforça o compromisso coletivo com a prevenção e a proteção.

Símbolo de memória, alerta e mobilização

Ao serem instalados em bairros de todas as zonas da cidade, os Bancos Lilás se tornam pontos de reflexão acessíveis a todas as mulheres e comunidades. Eles convidam quem passa a lembrar que a violência contra a mulher é uma violação de direitos humanos que deve ser combatida diariamente.

A presença do banco no espaço público busca ainda incentivar que mulheres em situação de violência procurem ajuda, e que familiares, vizinhos e toda a sociedade reconheçam sinais de agressão e denunciem.

Parte da Campanha Municipal de Combate ao Feminicídio

Durante o mês de novembro, a SMPM desenvolve ações educativas, rodas de conversa, mobilizações e atividades comunitárias dentro da campanha “Vozes que Quebram o Silêncio”, reforçando que romper o ciclo da violência exige apoio, informação e acesso à rede de proteção.

Rede municipal de proteção às mulheres

A Prefeitura de Teresina disponibiliza serviços especializados para acolhimento e orientação:

📍 Casa da Mulher Brasileira (CMB)

Atendimento 24h com serviços integrados de proteção.
Endereço: Av. Roraima, Bairro Aeroporto

📍 Centro de Referência Esperança Garcia (CREG)

Acolhimento psicossocial, orientação jurídica e atendimento especializado.
Endereço:Av. Roraima, Bairro Aeroporto

 📞 Canais de denúncia:

  • 180 – Central de Atendimento à Mulher
  • 190 – Polícia Militar
  • 153 – Patrulha Maria da Penha / Guarda Municipal

Compromisso com a vida das mulheres

Ao espalhar Bancos Lilás por toda a cidade, Teresina reforça que a luta contra a violência é coletiva e que o silêncio não pode ser uma opção.
A iniciativa fortalece o cuidado, a memória e o chamado à denúncia.

Romper o silêncio salva vidas.
Vamos juntas pelo fim do feminicídio.

Foto: Ascom SMPM

SMPM realiza rodas de conversa e ações de saúde em alusão ao Outubro Rosa

Conscientização e acolhimento marcam a programação do mês

Durante todo o mês de outubro, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) tem promovido uma série de atividades em alusão ao Outubro Rosa, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

As ações visam sensibilizar as mulheres sobre o autocuidado e fortalecer o acesso às políticas públicas de saúde, por meio de momentos de diálogo, escuta e partilha de experiências.

Rodas de conversa nos Serviços Florescer

Entre as iniciativas, foram realizadas rodas de conversa nos Serviços Florescer Norte II, Sul, Sudeste e Salobro, reunindo mulheres atendidas pelos programas da Secretaria.

Durante os encontros, as participantes tiveram a oportunidade de compartilhar vivências e refletir sobre temas como autocuidado, autoestima, saúde emocional e o papel da prevenção.

Esses espaços de convivência reforçam a importância do vínculo comunitário e do apoio entre mulheres, fortalecendo a rede de cuidado e acolhimento.

“O Outubro Rosa é um momento de ação”, destaca a secretária

A secretária Rosa Neide Lopes ressaltou que o trabalho da SMPM vai além da conscientização, promovendo também ações práticas que aproximam os serviços públicos das mulheres.

“O Outubro Rosa é um momento de conscientização, mas também de ação. Queremos garantir que as mulheres tenham acesso às informações e aos serviços de forma acolhedora e acessível”, destacou.

Informação e cuidado salvam vidas

As participantes também receberam materiais informativos e orientações sobre a rede municipal de atendimento à mulher, fortalecendo o conhecimento sobre os direitos e os serviços disponíveis.

O Outubro Rosa é um movimento internacional que busca alertar sobre o câncer de mama e o câncer do colo do útero, reforçando que a informação e o cuidado salvam vidas.

💗 As ações seguem acontecendo nos serviços da SMPM ao longo do mês, reafirmando o compromisso da gestão com a promoção da saúde, o bem-estar e o fortalecimento das mulheres.

 

O peso do fator gênero em tempos de pandemia

Para iniciarmos nossas reflexões gostaria de situar você no que entendemos como gênero, de forma simplista, gênero é a maneira que as diferenças entre homens e mulheres assumem nas diferentes sociedades no transcorrer da história. Deste modo, o fator gênero é construção cultural que pode ser moldada e sofrer variações dependendo do tempo, local, cultura em que o ser humano está inserido.

O fato é que a maneira de ser homem e mulher em nossa sociedade foi CONSTRUíDA  em estruturas historicamente patriarcais, que distribuem PODER entre homens e mulheres de forma desigual, destinando papéis sociais, características, funções, maneiras de ser inferiores ou subalternas, existem vários estudos sobre isso.

Essas desigualdades se tornaram preocupação do Estado em diferentes momentos da história à depender do país analisado, entretanto há alguns pontos em comum no mundo que provocaram a chamada da questão para a necessidade da intervenção do poder público, à exemplo da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948; o surgimento do movimento feminista, na década de 60; a conquista ao acesso à educação e outros avanços em direção a maior equidade entre os sexos.

É importante destacar que essas DESIGUALDADES acomete as mulheres de modo diferente pois estão correlacionadas a outros marcadores de desigualdade como raça e etnia, classe social, orientação sexual e território, fator este denominado pelas autoras feministas de interseccionlidade de gênero.

O momento atual em que enfrentamos o avanço da crise sanitária provocada pelo Covid-19 e a quarentena imposta como alternativa de barrar o avanço do vírus, não é diferente, estudiosos da temática já tem apresentado publicações alertando sobre o aumento dessa desigualdade de gênero em tempos de pandemia, destaco o estudo realizado pela antropóloga PASINI (2020) no qual ela analisa um série de reportagens nacionais e internacionais sobre a temática, que aqui condenso em 05 grandes pesos do fator gênero em tempo de pandemia.  SÃO ELES:

  • O primeiro e certamente mais visível é a sobrecarga das mulheres com o acúmulo de tarefas domésticas, cuidados com os filhos e outros dependentes. O fato é que devido as medidas de isolamento social toda família está confinada no ambiente doméstico, entretanto as tarefas para manutenção desse ambiente e das crianças, não entraram de quarentena, ao contrário, houve um aumento das funções a serem desenvolvidas no lar e como já era de se esperar, a execução dessa tarefa recai em grande parte as mulheres, reflexo dos papeis de gênero estabelecidos historicamente.
  • O segundo fator é o crescente índice de violência doméstica nesse período verificada em vários países, as medidas de confinamento propiciaram um maior contato entre os membros da família, muitas mulheres estão em quarentena com seus agressores, que associadas ao estresse, dificuldades econômicas e uso abusivo de álcool comum nesse período, potencializam a ocorrência de violências contra as mulheres e demais membros vulneráveis da família, como crianças e idosos.
  • O terceiro peso do fator gênero destacado é que o mercado de trabalho em saúde é fortemente marcado por papeis de gênero, profissões como enfermagem, técnicos e auxiliares de saúde, categorias estas que estão em maior contato com os pacientes, são historicamente desempenhadas pelas mulheres, logo elas são a maioria das profissionais de saúde da linha de frente de combate ao Covid-19, estando, portanto, mais sujeitas a contaminação.
  • A quarta observação diz respeito aos impactos econômicos gerados em tempos de crise, que também são desiguais para homens e mulheres, visto que estas estão em sua maioria em trabalhos informais e precarizados e que grande parte delas desistiram dos empregos para cuidar da casa e dos filhos durante a quarentena.
  • O quinto fator, ainda não estudado no Brasil, mas já observado em outros países que é o possível aumento da taxa de mortalidade materna e infantil devido à falta de acompanhamento de pré-natal, parto e puerpério, visto que os esforços atuais da saúde estão direcionados para o combate ao COVID-19.

Diante deste cenário tão desafiante para toda humanidade, em especial para as mulheres, os governos têm lançado estratégias para combater essas desigualdades e assegurar proteção as mulheres no isolamento social. Como exemplo, no Brasil foi lançado um auxílio emergencial, o qual tem caráter financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19. O auxílio faz o recorte de gênero quando o valor do auxílio dobra para mulheres responsáveis pelo sustento financeiro de sua família (BRASIL, 2020).

Em Teresina, visando abrandar os danos causados à mulher no cenário atual e dar continuidade aos seus atendimentos em tempos de isolamento, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) elaborou O #TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19, esse plano de ação denominado tem  os seguintes eixos de atuação: comunicação; enfrentamento à violência e articulação. O documento propõe uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, em que pese a situação da pandemia do Covid -19. O documento na integra está disponível no site institucional da SMPM. Informe-se, proteja-se e apoie mulheres. Juntas somos mais fortes!

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Decreto Nº 10.316, de 7 de Abril de 2020.

PISANI, M da S. O enfrentamento e a sobrevivência ao Coronavírus também precisa ser uma questão feminista!. Boletim n.12 – Ciências Sociais e coronavírus, 03/04/2020. Disponivel em: http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2323-boletim-n-12-o-enfrentamento-e-a-sobrevivencia-ao-coronavirus-tambem-precisa-ser-uma-questao-feminista. Acesso em: 04/05/2020 às 22 horas.

TERESINA. Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. #Teresina para elas: Estratégias para o enfrentamento à violência contra a mulher no período de Pandemia Covid-19. ORG:SMPM, 2020.

 

Caroline Leal – Assistente Social da Gerencia de Enfrentamento à Violência contra Mulher da Secretaria de Políticas Públicas para mulheres de Teresina e Assistente Social do Centro de Atenção Psicossocial II Sul Teresina

#TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19

A violência de gênero é uma violação dos direitos humanos que diz respeito a toda a sociedade e que a cada ano tira a vida de milhares de mulheres em todo o mundo. Em tempos de isolamento social e intensificação do convívio familiar, mulheres e meninas encontram-se mais vulneráveis à violência doméstica e familiar. A gravidade da violência contra mulheres e meninas em período de emergência humanitária causada pelo COVID-19 torna-se mais evidente quando se registra o aumento na busca pelos serviços da rede de enfrentamento à violência e garantia de direitos em Teresina. O município registrou aumento exponencial nas situações relatadas de violência de gênero. Nesse contexto, é fundamental compreender como as mudanças na dinâmica cotidiana acentuam as relações de gênero desiguais, no espaço domiciliar, considerando os principais fatores de risco e de proteção e, assim, repensar as estratégias possíveis e cabíveis para este período.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina, como órgão competente para preservar a integridade das mulheres e promover ferramentas que garantam uma vida livre de violência, está atuando de forma estratégica conforme os seguintes eixos de atuação:

  • Divulgação de orientações às mulheres através de diferentes meios de comunicação;
  • Execução de serviços direcionados ao enfrentamento à violência de gênero;
  • Articulação intersetorial e transversalidade

Com bases nesses eixos, são propostas uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, conforme descritos a seguir:

1.      Ampla divulgação dos canais de comunicação junto aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e de informações direcionadas sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica; saúde mental e cuidados na pandemia; o isolamento social e o aumento da violência doméstica contra a mulher, dentre outros. Para tal, utiliza-se de conteúdo diferente de acordo com o veículo de comunicação, a saber:

 a) Redes Sociais: Canal de comunicação para divulgar posts e vídeos, informativos, preventivos, interativos e de Divulgação de palestras realizadas ao vivo nas redes sociais, uma vez por semana, para dialogar sobre temáticas relacionadas a gênero, os canais de denúncias às mulheres vítimas de violência doméstica, além do fortalecimento para a prática da denúncia. Cada vídeo contará com a participação de um órgão da rede de atendimento à mulher em situação de violência, tais como, Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia da Mulher e Centro de Referência Esperança Garcia.

b) Whatsapp: aplicativo utilizado com o objetivo de repasse rápido posts, mensagens e áudios informativos relacionados com o momento atual e com ações desenvolvidas pela secretaria, tais como o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica.

c) Site e aplicativo Colab: Ferramentas utilizadas para divulgar ações, atividades e dados relacionados à secretaria, ambos desenvolvidos durante o período de isolamento através de releases e assim pautar a imprensa.

d) Rádio: utilizada para divulgação de áudios informativos realizados por profissionais da SMPM e da rede de atendimento à mulher em situação de violência e demais públicos.

e) TV: Espaço de divulgação em massa das ações da Secretaria desenvolvidas no período de isolamento social

2.      Ações diretas de enfrentamento à violência:

 a) Oferta de Atendimento Psicossocial e Jurídico, com a realização de escuta especializada, encaminhamentos e orientações para as mulheres em situação de violência por meio de teleatendimento realizado pela equipe de multiprofissionais do Centro de Referência a Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (86 99416-9451);

b) Desenvolvimento da Campanha #emdefesadelas, direcionada para a divulgação do canal de comunicação do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia, junto aos estabelecimentos e serviços considerados essenciais;

c) Desenvolvimento do Projeto Dialogando, por meio das redes sociais, debatendo os temas relativos à masculinidade, relações humanas, empatia, cuidado familiar entre outros temas que promovam a reflexão sobre equidade entre homens e mulheres;

d) Fomento junto às unidades dos Serviços de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, a criação de áudio e vídeo com contação de histórias e brincadeiras para as mulheres e crianças;

e) Promoção da ação “Elas se cuidam”, por meio de vídeos, ensinando exercício e técnicas para o bem-estar das mulheres;

f) Articulação junto à rede de garantia de direitos para seguimento de acompanhamentos e orientações às mulheres sobre a situação de funcionamento dos mesmos (Tribunal de Justiça, Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público).

3.      Articulação intersetorial e transversalidade:

a) Promoção da autonomia econômica com a articulação para a realização de curso online para mulheres;

b) Articulação com as empresas promotoras de igualdade de gênero de Teresina que foram certificadas com o selo Dona Saló para divulgação de mídias digitais com a campanha #emdefesadelas;

c) Articulação com as Secretarias Municipais que fazem parte da Câmara Técnica de Gestão, para identificar as ações que estão sendo executadas neste período de quarentena a fim de fomentar a divulgação das mesmas;

d) Articulação com as entidades do Projeto Balançando a Rede para verificar como está sendo feito o atendimento e acolhimento das mulheres que vivem em situação de violência, divulgando o fluxo de atendimento de cada órgão no período do isolamento;

e) Realização de diálogos junto à rede de atendimento à mulher em situação violência nas redes sociais através de vídeos ao vivo;

f) Articulação com o Conselho Municipal de Direitos Das Mulheres (CMDM), para análise e planejamento de ações que podem ser desempenhadas pelas OG´s e ONG’s visando à proteção dos direitos das mulheres neste período de isolamento

Diante dessas ações e de outras que podem surgir, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres reforça o seu compromisso contra todo tipo de violação aos direitos humanos junto às mulheres e meninas, considerando a diversidade de suas vivências de acordo com marcadores sociais de raça/etnia, classe, geração, identidade de gênero, orientação sexual, moradia, religiosidade, dentre outros. Fortalecemos o compromisso de que, seja em dias comuns ou em situação de isolamento social, as mulheres não estão sozinhas em sua luta diária contra as desigualdades nas relações de gênero. A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina está à disposição para lhes ouvir e acolher para que possamos passar por esse período juntas. Assim, seguiremos em defesa delas, de todas nós!

 

 

Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência atende 04 casos em período de isolamento

O isolamento social neste período para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) faz com que as pessoas passem mais tempo juntas em casa, o que pode ser positivo, porém, para mulheres que já vivem em um ambiente de violência a redução do convívio social pode agravar essa situação.

Para a contenção desta problemática, o Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia vem disponibilizando profissionais no serviço de teleatendimento para orientações em caso de violência doméstica e durante essa primeira semana já foram atendidos quatro casos.

Do total de casos registrados, dois foram por violência doméstica em flagrante, enviados para orientações e participações em atividades. Outro caso, enviado pelo Ministério Público, recebeu orientação psicológica e posteriormente foi encaminhado para o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). No último caso, foram realizadas demais orientações e assistências básicas.

A Secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, alertou sobre a importância de enfrentamento à violência durante o período de isolamento social, enfatizando o dever de todos contribuírem nessa luta também.

“Neste momento, infelizmente, além de enfrentar a pandemia, temos que enfrentar também a violência contra as mulheres. Temos recebido denúncias pelo CREG durante o período de isolamento. Nosso Centro tem esse papel de escuta, oferecendo assistência às mulheres, seja psicológica, social ou jurídica, articulando uma rede de atendimentos. Nosso apelo é que as pessoas que presenciarem alguma situação de violência, ou até mesmo as mulheres que estão passando por isso, que por favor acionem nosso serviço”, destacou Macilane.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência psicossocial e de assessoria jurídica. Durante o período de isolamento social, a unidade está realizando atendimentos via WhatsApp ou por ligações, pelo número (86) 99416 94511,de segunda a sexta, das 8h às 14h.

Campanha pelo fim da violência contra a mulher inicia pelas redes sociais em Teresina

Um conjunto de ações e atividades irá compor a agenda dos “16 dias de ativismo” pelo fim da violência contra a mulher, na cidade de Teresina. A campanha, que tem mobilização mundial, inicia na segunda-feira (25), na capital, com o slogan #Viva voz: Sua voz faz a diferença, de forma virtual no instagram. Serão publicados vídeos em que diversas personalidades, gestores municipais e pessoas da comunidade em geral alertam sobre a temática.

Ainda dentro da programação de abertura, às 19h do dia 25, será realizado um bate-papo com uma live ao vivo, também pelo instagram da @smpmteresina e @prefeitura_teresina, com especialistas, como a delegada Eugênia Vila, dentre outros, para tratar da temática da campanha e assuntos relacionados ao enfrentamento da violência de gênero. O bate-papo será mediado pela jornalista, Samantha Cavalca.

“Este ano, além das diversas atividades que vão ser realizadas em várias zonas da cidade, a gente quis marcar um lugar também importante, que é o das redes sociais, considerando a potência e a capacidade de mobilização e de construção de ideias e formas de pensar. Então buscamos pessoas que tenham uma atuação significativa na cidade, homens e mulheres, sejam gestores, comunidade, jornalistas, influenciadores digitais, enfim pessoas que tenham uma opinião forte desenvolver também esse ativismo virtual”, pontua a secretária municipal de Política Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Ainda segundo a gestora, esse será mais um lugar para mobilizar e dizer mais uma vez que o enfrentamento da violência contra a mulher não é só uma responsabilidade institucional pública, mas sim de toda a sociedade.

“É necessária uma mudança de comportamento e o lugar de fala de cada um é importante. Todos e todas devem ter responsabilidade de mudança de comportamento, de mudança de uma sociedade que ainda é marcada por valores machistas e sexistas. E buscamos utilizar a ferramenta da tecnologia para também ser esse canal de voz”, esclarece Macilane.

Em Teresina, a ação dos 16 dias de ativismo é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), que durante a programação estará desenvolvendo rodas de conversa, blitz educativa, capacitação e bate-papo, em diversos pontos da cidade, convocando e estimulando a sociedade a refletir sobre a violência sofrida pelas mulheres.

Conhecido inicialmente como 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a iniciativa foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), localizado nos EUA. Trata-se de uma mobilização educativa e de massa, que luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos Direitos Humanos das mulheres.

A Campanha inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

“Dentro da programação de atividades estaremos desenvolvendo também a nossa campanha laço branco, que é voltada para homens, e tem como objetivo estimular a reflexão a respeito dos Direitos Humanos para construção de atitudes em defesa de uma cultura igualitária, democrática e não reprodutora de estereótipos de desigualdade de gênero”, finaliza a Secretária

Doutora em violências de gênero realiza consultoria sobre atendimento a mulheres em Teresina

A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) recebeu, nesta terça (12) e quarta-feira (13), a especialista e doutora em violências de gênero, Wânia Pasinato, para mais uma consultoria com o objetivo de discutir sobre os indicadores e diagnósticos de serviços de atendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina.

A consultoria, financiada pelo Programa Lagoas do Norte, tem como finalidade também fortalecer e aprimorar o serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência, acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) e Serviços de Atendimento Integral à Mulher e suas Crianças: Amor de Tia.

A abordagem no atendimento à mulher em situação de violência, procedimentos necessários, estratégias com base em casos que tiveram a execução da consultoria, foram alguns dos assuntos colocados em pauta. “A proposta da consultoria é justamente consolidar o funcionamento desses serviços naquilo que eles têm de especialização no atendimento às mulheres, como aprimorar o acolhimento e organizar o melhor encaminhamento. Tem sido uma experiência bastante rica, de troca de conhecimento, de poder transformar o conhecimento teórico numa política pública mais efetiva”, destacou Wânia Pasinato.

Ascom/SMPM

Ressaltando a efetividade e sucesso dos projetos de atendimento e as políticas públicas existentes, a secretária municipal da SMPM, Macilane Gomes, trouxe como exemplo o Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia. “Não existe em nenhum outro lugar um serviço que atenda a mulher e a criança. Nesse projeto, as crianças já são abordadas sob uma perspectiva de gênero, que tenta promover a alteração de um modelo de mentalidade de uma geração. Isso é importante porque é o que o torna inovador. Atendemos as mulheres, fortalecendo esse empoderamento, e as crianças, impactando no processo de educação”, contou.

A secretária municipal destacou também a importância em trazer o olhar de uma especialista para análise de todo o projeto de atendimento às mulheres. “Ela traz essa bagagem teórica, técnica, sobre a violência contra a mulher. Com essa visão macro, ela olha para os projetos que a gente vem desenvolvendo. A gente quer saber se eles realmente atendem aos princípios de emancipação da mulher”, finalizou Macilane Gomes.

Wânia Pasinato mora em São Paulo, tem pós-doutorado em Núcleos de Estudos de Gênero e já desenvolveu ações de combate ao feminicídio como coordenadora de Acesso à Justiça no escritório da ONU Mulheres no Brasil. Ela trabalha como Assessora Técnica da ONU Mulheres com foco no enfrentamento à violência e possui diversas publicações científicas sobre temas relacionados à violência de gênero.

Defensora Pública mediará roda de conversa sobre violência de gênero

O número de crimes contra mulheres, dentre eles o feminicídio, é crescente em todo Brasil. Para alertar e informar sobre a temática e os diversos tipos de violência de gênero, será realizada uma roda de conversa no Serviço de atendimento Amor de Tia zona Sudeste. A atividade que acontece nesta sexta-feira (08), às 10h, será mediada pela Defensora Pública Lia Medeiros do Carmo.

“Queremos levar mais conhecimento para as mulheres, que são nosso público alvo. Falar sobre seus direitos, informar os órgãos competentes onde elas possam buscar ajuda, tudo isso é importante”, explica a Coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Lourdes Maria.

Segundo a coordenadora, algumas mulheres que sofrem violência ainda não sabem que têm garantido o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de assistência judiciária gratuita, mediante atendimento específico e humanizado. “Essa é uma das informações que será repassada na roda de conversa com as mulheres da zona Sudeste, pois muitas ainda não têm esse conhecimento. O direito está previsto no art. 28 da lei Maria da Penha, sancionada em 2006. Na oportunidade elas poderão fazer questionamentos a serem esclarecidos pela defensora”, pontua.

O Serviço de Atendimento Integral a Mulher e suas Crianças: Amor de Tia Sudeste, que fica localizado na Rua Santa Luzia, s/n, bairro Alto da Ressurreição, atende mulheres que vivenciam situações de vulnerabilidade social e situações de violência baseadas no gênero, desenvolvendo estratégias de emponderamento feminino e acolhimento e desenvolvimento psicossocial das crianças de 1 ano a 2 anos e 9 meses.

 

SMPM participa de reunião para tratar sobre melhorias no atendimento às mulheres em situação de rua

Membros da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e representantes da equipe do Consultório na Rua estiveram reunidos para tratar de políticas de assistência às mulheres em situação de rua.

O encontro teve como principal objetivo garantir cada vez mais o direito e inclusão desse público, além de tratar de questões que perpassam a política da pessoa em situação de rua. Sitauções como acessos à educação, habitação e saúde também foram colocados em pauta.

A assistente social do Consultório na Rua, Melissa Carvalho, destaca que a reunião foi pensada com o objetivo de traçar estratégias de um melhor acolhimento às mulheres em situação de rua, incluindo-as no plano municipal, projeto em vigor que dá assistência ao público feminino nessas situações. Segundo ela, existem várias questões que precisam ser levantadas nesse contexto.

“Que tipo de atendimento podemos garantir no espaço da rua? Como uma mulher que está na rua pode denunciar uma violência se uma medida protetiva não vale para ela? Como ela vai se proteger dessas situações de violência doméstica, se ela não se enquadra nessa situação doméstica? As gestantes também são uma preocupação, porque apesar da gente garantir o pré-natal, elas não têm uma boa adesão, pois acabam fugindo dos profissionais que fazem esse acompanhamento com receio de perder seus filhos, então é uma problemática muito complexa”, afirmou Melissa.

A partir do processo de análise e observação da situação dessas mulheres, acontecerá uma reunião, com data a definir, com a Câmara Técnica, que é vinculada à SMPM, buscando trazer mais visibilidade para a causa.  As demais secretarias do município serão acionadas e será feita uma investigação de como cada organização pode contribuir para a melhora desse atendimento.

“Após a reunião com a Câmara Técnica será feita uma visita ao espaço da rua para compreendermos, a partir de uma vivência, a condição dessa mulher e, em seguida, elaborarmos um plano de trabalho articulado para garantir cada vez mais o direito e inclusão dessas mulheres”, finalizou a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Representantes da SMPM participam de seminário em Santa Catarina

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) estão em Santa Catarina, no 1º Seminário Estadual de Enfrentamento da Violência contra a Mulher. O evento, que é promovido pelo Tribunal de Justiça, iniciou na quarta-feira (16) e segue até sexta-feira (18).

A atividade tem como tema central “A educação igualdade de gênero” e o “Papel da imprensa no enfrentamento da violência contra as mulheres”. Entre os palestrantes estão desembargadores e juízes, servidores do Poder Judiciário, jornalistas, profissionais da rede de atendimento às mulheres, representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Civil e Polícia Militar.

“Viemos para uma troca de experiências e conhecer as políticas públicas de atendimento à mulher de Santa Catarina. Queremos acompanhar e saber mais sobre os trabalhos realizados com os homens e também do enfrentamento da violência contra a mulher através dos atendimentos”, pontua a Secretária da SMPM, Macilane Gomes.

Nesta quinta-feira (17), estão previstas apresentações de boas práticas realizadas no estado de Santa Catarina, como o Grupo Reflexivo de Gênero e Masculinidade para Autores de Violência contra as Mulheres. A exposição do trabalho será apresentada pelo professor e assistente social do município de Blumenau, Ricardo Bortolia. O momento deve contar ainda, com realização de palestras, oficinas e mostra de pesquisa científica.

Na sexta-feira (18), a atividade inicia com a apresentação do painel das ações em rede para o enfrentamento da violência contra a mulher, ministrado pela assistente social/TJSC, Olindina Maria da Silva Krueger e encerra com a apresentação cultural do Coral Vozes que não Calam, que é composto pela Guarda Municipal de Florianópolis.