Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres -SMPM realiza oficina de capacitação para o Observatório da Mulher

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou, na manhã desta terça-feira (9), uma oficina de capacitação para a implantação do Observatório da Mulher em Teresina. O projeto, realizado em parceria com o Senado Federal, tem como objetivo monitorar as políticas públicas de enfrentamento a violência contra a mulher em âmbito local, assim como verificar a efetividade da lei Maria da Penha.

A oficina, que iniciou hoje (09), no auditório do Procon, zona Leste da cidade, segue até esta quarta (10), e está sendo ministrada pelo coordenador do observatório da mulher do Senado Federal, Henrique Marques.

Segundo Henrique, a oficina de capacitação do observatório é uma nova perspectiva de se alcançar a efetividade de políticas públicas voltadas para as mulheres. “Em primeiro lugar, eu vejo como uma oportunidade de perceber como se pode ajudar a montar a estrutura de um observatório em municípios ou estados. A partir disso, nós podemos fazer uma análise mais profunda sobre a violência contra a mulher, além de orientar melhor a atuação do poder público, executivo, legislativo e judiciário. É uma esperança que com essa oficina a gente dê um primeiro passo para um trabalho mais efetivo na luta de enfrentamento à violência contra as mulheres” afirmou.

O principal objetivo da oficina é aprimorar a capacidade de monitorar e avaliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres em âmbito municipal, mediante produção, sistematização e análise de dados.

A estudante de Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Indira Pimentel, participou da oficina. Segundo ela, é muito importante discutir o enfrentamento a violência contra a mulher em todos os aspectos.

“Está sendo muito importante participar da oficina, porque estão reunidas todas as secretarias, todos os órgãos de atendimento e enfrentamento a violência contra a mulher para uma construção coletiva desse observatório. Isso é ótimo porque se cria um diálogo entre toda a rede para que as informações e análises tenham um impacto real sobre a vida das mulheres teresinenses”, comentou.

Ana Régia é analista em gestão pública na SMPM. De acordo com ela, a oficina é uma grade oportunidade. “É uma ocasião que ajuda a analisar o fluxo de informações. A partir daí nós veremos quais dessas informações devem ser capitadas para o observatório. Então, começamos a sistematizar melhor esses dados e tornar pública também para ser fonte de informação para outros órgãos”, disse.

Na programação de hoje, foi realizado um estudo sobre o fluxo de informações que visa a compreensão dos dados referentes às políticas públicas das mulheres, a partir de um modelo lógico, ou seja, uma metodologia mais clara de como fazer esse estudo.

A oficina do observatório terá continuidade nesta quarta-feira (10), das 8h às 12h, no auditório do Procon. De acordo com Henrique Marques, após a oficina, “o trabalho será voltado para que a gente possa sentar e discutir o que foi produzido aqui para depois começar a desenhar o observatório, ver como é que ele vai atuar que tipo de analise será feito e como a gente vai utilizar essa análise para sensibilizar as autoridades políticas e a população sobre o problema e como essas análises vão se transformar em melhores políticas públicas” finalizou.

SMPM leva discussão sobre assédio e violência ao Piauí Cartoon

A arte ainda é a melhor forma de comunicação para alertar sobre problemas sociais. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres participou, na noite desta sexta-feira (28), do 4º Piauí Cartoon 2019 com a campanha “Não Te Dei Liberdade”, conversando com as pessoas sobre a importância do enfrentamento ao assédio.

O jornalista Pablo Cavalcante passou pelo stand da SMPM e levou para casa material informativo sobre a campanha e sobre o Centro de Referência Esperança Garcia. “É muito importante que todos saibam que existem vários tipos de assédio e que as mulheres possuem um centro especializado para casos de violência. É responsabilidade de todos, homens e mulheres, disseminar esse tipo de informação e enfrentar a violência em suas diversas formas”, declarou.

Para Janaína Barros, que trabalha no apoio a Gerência de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da SMPM, é fundamental participar desse tipo de evento. “Pela praça passam pessoas de todos os gêneros e etnias, pessoas com diferentes histórias, que muitas vezes estão passando por uma situação de assédio ou violência doméstica, e não sabe como procurar ajuda. Elas chegam aqui, conversam conosco, e levam a informação para casa, para o trabalho, e atuam como multiplicadores, ajudando ainda mais pessoas”, apontou Janaína.

Diretora executiva da ANDI – Comunicação e Direitos participa de arraial do Amor de Tia

A última sexta-feira (28) foi dia de festa no Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia – Norte. Um lindo arraial com dança e comidas típicas foi idealizado para proporcionar um dia de animação para as crianças e as mães. A festa contou com a presença de Miriam Pragita, formada em Liderança Executiva para o Desenvolvimento da Primeira Infância, secretária executiva da RNPI – Rede Nacional Primeira Infância para o triênio 2018-2020, e Diretora Executiva da ANDI – Comunicação e Direitos.

Miriam Pragita aprovou o ambiente do Amor de Tia e deu dicas valiosas. “Eu vejo que as crianças e as mães aqui são muito bem cuidadas. Dá pra perceber que é um ambiente de cuidado e de amor. Eu sou mãe de três filhos e avó de dois netos, e mesmo assim custei muito para entender a importância da gente brincar com a criança. Leva um tempo para deixar a criança mostrar para a gente o que ela precisa, o que ela gosta, o que ela tem para nos contar. Se dermos espaço para a criança, aprendemos a cuidar dela porque ela nos ensina”, disse Miriam.

Para Macilane Gomes, gestora da SMPM, a festa junina também é lugar para desconstruir estereótipos de gênero. “Estamos em uma festa bonita e animada e vamos aproveitar esse espaço para fazer uma quadrilha sem machismo, com muito respeito e igualdade. As mães aqui sabem que podem contar com o Amor de Tia e com a Secretaria da Mulher. Já evoluímos muito e estamos sempre buscando expandir esse serviço. Esse ano, por exemplo, vamos inaugurar mais uma unidade na zona sul de Teresina”, revelou.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia acolhe crianças de um ano a dois anos e nove meses com atividades lúdico-pedagógicas, enquanto oferece escuta qualificada, cursos profissionalizantes e rodas de conversa para as mães.

SMPM e Ouvidoria do Município fecham parceria para enfrentar assédio

Buscando enfrentar o assédio em Teresina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) fechou uma parceria com a Ouvidoria Geral do Município para criar um fluxo de atendimento a denúncias de assédio a partir do mês de agosto.

“Conhecemos mais da dinâmica da Ouvidoria do Município, o vínculo que tem com o Colab, que é um instrumento de comunicação entre a Prefeitura e a população de Teresina e vamos, através desse instrumento, potencializar o acesso das mulheres com as suas demandas específicas”, informou a Secretária da SMPM, Macilane Gomes.

A SMPM fará uma capacitação com todos os colaboradores da ouvidoria para que as demandas de assédio possam ser atendidas de forma humanizada, conforme informa o coordenador da Ouvidoria do Município de Teresina, Hassan Said. “Queremos criar um fluxo de atendimento. A demanda, as reclamações vão ser recebidas através da Ouvidoria e seremos capacitados pela SMPM para dar um atendimento adequado para essas mulheres que estão sendo agredidas e tenho certeza que será muito positivo para a cidade de Teresina”, afirma.

Meninas da zona rural visitam SMPM em projeto Escola de Liderança

Na manhã desta terça-feira (25), a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu o projeto “Escola de Liderança” da Plan International, que visa dentre várias questões, o empoderamento de jovens entre 15 e 19 anos moradoras da zona rural, por meio do desenvolvimento de habilidades de liderança e de conhecimentos sobre direitos.

A “Escola de liderança” está na segunda turma, atualmente com 20 meninas. Hoje elas vieram conhecer a SMPM e o trabalho de mulheres gestoras. A deputada Lucy Soares e a secretária municipal Macilane Gomes conversaram com as meninas. “Hoje eu consigo perceber quem é a mulher que sou hoje. Em 2013, eu fui convidada a compor uma equipe para construir a política para a mulher, hoje estou aqui como secretária, uma mulher, negra, em um cargo de gestão. Vocês podem conseguir o que vocês quiserem, chegar onde sonharam”, relatou Macilane.

A estudante Auricelia Oliveira, de 16 anos, está participando do projeto. Ela diz estar bastante animada em participar de algo que a estimule a ser uma mulher mais forte. “Eu enxerguei isso como uma oportunidade de ter a minha voz dentro de um lugar, saber me posicionar enquanto mulher, porque, como sabemos, a mulher ainda não tem tanta oportunidade de fala. E o projeto está sendo muito mais do que eu esperava que fosse. Depois que acabar essa primeira etapa, eu pretendo levar isso para outras pessoas, compartilhar minha experiência, para talvez elas participarem do projeto e entenderem o posicionamento delas na sociedade”, afirmou.

Aline Xavier coordena o projeto. Segundo ela, visitar a SMPM faz parte da formação das meninas, dentro do projeto. “Elas visitam outros espaços do sistema de garantia de direitos para saberem como as coisas funcionam e a gente também tem esse papel de levar para essas organizações a bandeira de igualdade de gênero. É importante elas conhecerem a SMPM, por já ser uma secretaria que apoia o projeto desde a primeira turma”, disse.

Aline ainda reforça que a atuação do projeto enquanto uma organização é atender as meninas que moram na zona rural da cidade. “O objetivo é atender essas meninas que têm mais vulnerabilidade, mais carência”, finaliza.

Balançando a Rede reúne instituições para tratar de enfrentamento à violência contra mulher

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) recebeu a Rede de Enfrentamento à Violência por meio do Projeto Balançando a Rede. Diversos órgãos discutiram o seu papel no fluxo de atendimento às mulheres.

O projeto será composto por quatro reuniões. A primeira reunião teve o objetivo de reestruturar e reordenar o fluxo, bem como apresentar aos órgãos e entidades que fazem parte da Rede de Atendimento os serviços do CREG.

Segundo Roberta Mara, coordenadora do CREG, o entendimento do funcionamento da Rede é fundamental para a melhoria dos serviços. “A proposta é que a gente consiga, de fato, fazer com que a Rede funcione através da articulação das instituições que atendem a mulher em situação de violência e das instituições que enfrentam a violência contra a mulher, disse.

O Centro de Referência Esperança Garcia é uma parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e Ação Social Arquidiocesana. Atende mulheres em situação de violência, na Rua Benjamin Constant, 2170, de 8h às 14h.

SMPM divulga campanha contra o assédio no Cidade Junina

Por meio da hashtag #naotedeiliberdade, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) está participando da 25ª edição do Cidade Junina, divulgando a campanha contra o assédio. O evento começou no último sábado (15) e segue até o dia 22 de junho.

A interação com o público através das redes sociais (Facebook e Instagram) é um reforço para a divulgação da campanha. O objetivo é  mulheres entenderem quais as situações de assédio e saber onde buscar apoio. “É muito importante porque é uma forma das mulheres conhecerem os seus direitos. Quando uma mulher recebe um “psiu” na rua, ela está sofrendo importunação sexual, e muitas vezes ela não se dá conta disso. Campanhas como essa, nos ajudam a entender nossos direitos e como agir em situações como essa”, comenta Alexandra Lima, visitante do stand.

A estudante Isabela Alencar ressaltou a relevância da campanha. “No cotidiano várias mulheres são sujeitas a vários tipos de agressão, e essa iniciativa de vocês ajuda as mulheres a saber para onde correr e a buscar seus direitos”, relata.

Quem está participando ou quer participar, ainda dá tempo. Ao passar pelo Stand da SMPM, é importante tirar uma foto e postar nas redes sociais, Facebook ou Instagram, com o uso da hashtag #naotedeiliberdade.

SMPM apresenta projetos e programas para vereadora

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres esteve em reunião com a vereadora Pollyana Rocha na manhã desta quarta-feira, 12 de junho. A secretária, Macilane Gomes, apresentou os serviços, programas e projetos da secretaria para a vereadora, com o intuito de receber emendas para financiamento das ações da SMPM.

A vereadora Pollyana Rocha ficou contente com a visita. “É excelente estar com a SMPM. É uma equipe técnica muito séria e que visa sempre resgatar e orientar as mulheres da cidade de Teresina. Então é um trabalho muito preciso, consistente e que agrega valor dentro da nossa cidade”, disse.

Além disso, Macilane conversou com a vereadora sobre o projeto Inthegra Mulher – um prédio de 04 andares que irá unir toda a rede de enfrentamento à violência. “A importância do Integra Mulher é também barrar a naturalização da violência e incentivar o empoderamento a essas mulheres para que elas saibam reconhecer a violência que sofrem diariamente”, finalizou a secretária.

Laboratório Maria da Penha tem sua aula inaugural na Assembleia Legislativa

Na manhã desta segunda-feira (12), foi realizada a aula inaugural do Laboratório Maria da Penha, no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí. A palestra abordou o tema “Mulher Negra na Sociedade” e foi ministrada pela professora Luciana Farias, presidente do Conselho dos Direitos da Mulher. Estiveram presentes coordenadores e alunos dos cursos de Enfermagem, Direito e Psicologia. A aula inaugural teve o objetivo de discutir questões sobre a violência que a mulher sofre diariamente.

O Laboratório é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em parceria com o Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID). Tathyana Bernardes, apoio à Gerência de Empoderamento Feminino e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, destacou em sua fala a importância de reconhecer quais fatores estruturais fazem algumas pessoas como mulheres negras, por exemplo, serem socialmente excluídas ou inseridas à margem da sociedade.

“Em que momento nós lemos homens negros e mulheres negras na faculdade? Eu lembro que eu tive um contato com Paulo Freire, em uma ou duas disciplinas, mas o contato é pouco. Então espero que o laboratório instigue vocês e a gente que está dentro de uma política pública a esses questionamentos, e que sirva para posteriormente, quando estivermos no campo de trabalho, refletirmos sobre essa desigualdade social”, ressaltou Tathyana.

De acordo com Francisco de Jesus, promotor de justiça NUPEVID, o projeto acarreta uma importante responsabilidade social para todos os envolvidos. “Como futuros profissionais, temos que saber que curar a dor dessa mulher que sofre violência não é a única solução, mas buscar saber as causas dessa violência e encaminhá-la à rede de proteção é o que realmente importa. Se a cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência, nós enquanto sociedade, família, poder público, temos o poder de fazer afirmativas contra a violência”, afirmou.

Mulheres atendidas pelo Centro Esperança Garcia fazem curso de depilação

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) começaram hoje (10) um curso de depilação, realizado através da parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres com a Fundação Wall Ferraz. Até o dia 26 de junho, as mulheres em situação de violência irão aprender as técnicas da profissão, precificação e atendimento ao público.

Juliana* freqüenta o CREG e já trabalha na área de depilação. “Eu estou fazendo o curso para me aperfeiçoar. Eu quero conhecer novas técnicas e conquistar mais clientes. Além de ser bom para conhecer novas pessoas”, declarou.

“O curso vai propiciar a autonomia financeira, para que essas mulheres possam sair do ciclo de violência. Além do efeito terapêutico de estarem juntas aprendendo uma atividade nova. Todas as mulheres em situação de violência podem procurar o CREG, estamos de portas abertas”, afirmou a coordenadora do Centro, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares. O CREG funciona na Rua Benjamin Constant, 2170, de 8h às 14h. Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.