#TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19

A violência de gênero é uma violação dos direitos humanos que diz respeito a toda a sociedade e que a cada ano tira a vida de milhares de mulheres em todo o mundo. Em tempos de isolamento social e intensificação do convívio familiar, mulheres e meninas encontram-se mais vulneráveis à violência doméstica e familiar. A gravidade da violência contra mulheres e meninas em período de emergência humanitária causada pelo COVID-19 torna-se mais evidente quando se registra o aumento na busca pelos serviços da rede de enfrentamento à violência e garantia de direitos em Teresina. O município registrou aumento exponencial nas situações relatadas de violência de gênero. Nesse contexto, é fundamental compreender como as mudanças na dinâmica cotidiana acentuam as relações de gênero desiguais, no espaço domiciliar, considerando os principais fatores de risco e de proteção e, assim, repensar as estratégias possíveis e cabíveis para este período.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina, como órgão competente para preservar a integridade das mulheres e promover ferramentas que garantam uma vida livre de violência, está atuando de forma estratégica conforme os seguintes eixos de atuação:

  • Divulgação de orientações às mulheres através de diferentes meios de comunicação;
  • Execução de serviços direcionados ao enfrentamento à violência de gênero;
  • Articulação intersetorial e transversalidade

Com bases nesses eixos, são propostas uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, conforme descritos a seguir:

1.      Ampla divulgação dos canais de comunicação junto aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e de informações direcionadas sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica; saúde mental e cuidados na pandemia; o isolamento social e o aumento da violência doméstica contra a mulher, dentre outros. Para tal, utiliza-se de conteúdo diferente de acordo com o veículo de comunicação, a saber:

 a) Redes Sociais: Canal de comunicação para divulgar posts e vídeos, informativos, preventivos, interativos e de Divulgação de palestras realizadas ao vivo nas redes sociais, uma vez por semana, para dialogar sobre temáticas relacionadas a gênero, os canais de denúncias às mulheres vítimas de violência doméstica, além do fortalecimento para a prática da denúncia. Cada vídeo contará com a participação de um órgão da rede de atendimento à mulher em situação de violência, tais como, Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia da Mulher e Centro de Referência Esperança Garcia.

b) Whatsapp: aplicativo utilizado com o objetivo de repasse rápido posts, mensagens e áudios informativos relacionados com o momento atual e com ações desenvolvidas pela secretaria, tais como o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica.

c) Site e aplicativo Colab: Ferramentas utilizadas para divulgar ações, atividades e dados relacionados à secretaria, ambos desenvolvidos durante o período de isolamento através de releases e assim pautar a imprensa.

d) Rádio: utilizada para divulgação de áudios informativos realizados por profissionais da SMPM e da rede de atendimento à mulher em situação de violência e demais públicos.

e) TV: Espaço de divulgação em massa das ações da Secretaria desenvolvidas no período de isolamento social

2.      Ações diretas de enfrentamento à violência:

 a) Oferta de Atendimento Psicossocial e Jurídico, com a realização de escuta especializada, encaminhamentos e orientações para as mulheres em situação de violência por meio de teleatendimento realizado pela equipe de multiprofissionais do Centro de Referência a Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (86 99416-9451);

b) Desenvolvimento da Campanha #emdefesadelas, direcionada para a divulgação do canal de comunicação do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia, junto aos estabelecimentos e serviços considerados essenciais;

c) Desenvolvimento do Projeto Dialogando, por meio das redes sociais, debatendo os temas relativos à masculinidade, relações humanas, empatia, cuidado familiar entre outros temas que promovam a reflexão sobre equidade entre homens e mulheres;

d) Fomento junto às unidades dos Serviços de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, a criação de áudio e vídeo com contação de histórias e brincadeiras para as mulheres e crianças;

e) Promoção da ação “Elas se cuidam”, por meio de vídeos, ensinando exercício e técnicas para o bem-estar das mulheres;

f) Articulação junto à rede de garantia de direitos para seguimento de acompanhamentos e orientações às mulheres sobre a situação de funcionamento dos mesmos (Tribunal de Justiça, Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público).

3.      Articulação intersetorial e transversalidade:

a) Promoção da autonomia econômica com a articulação para a realização de curso online para mulheres;

b) Articulação com as empresas promotoras de igualdade de gênero de Teresina que foram certificadas com o selo Dona Saló para divulgação de mídias digitais com a campanha #emdefesadelas;

c) Articulação com as Secretarias Municipais que fazem parte da Câmara Técnica de Gestão, para identificar as ações que estão sendo executadas neste período de quarentena a fim de fomentar a divulgação das mesmas;

d) Articulação com as entidades do Projeto Balançando a Rede para verificar como está sendo feito o atendimento e acolhimento das mulheres que vivem em situação de violência, divulgando o fluxo de atendimento de cada órgão no período do isolamento;

e) Realização de diálogos junto à rede de atendimento à mulher em situação violência nas redes sociais através de vídeos ao vivo;

f) Articulação com o Conselho Municipal de Direitos Das Mulheres (CMDM), para análise e planejamento de ações que podem ser desempenhadas pelas OG´s e ONG’s visando à proteção dos direitos das mulheres neste período de isolamento

Diante dessas ações e de outras que podem surgir, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres reforça o seu compromisso contra todo tipo de violação aos direitos humanos junto às mulheres e meninas, considerando a diversidade de suas vivências de acordo com marcadores sociais de raça/etnia, classe, geração, identidade de gênero, orientação sexual, moradia, religiosidade, dentre outros. Fortalecemos o compromisso de que, seja em dias comuns ou em situação de isolamento social, as mulheres não estão sozinhas em sua luta diária contra as desigualdades nas relações de gênero. A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina está à disposição para lhes ouvir e acolher para que possamos passar por esse período juntas. Assim, seguiremos em defesa delas, de todas nós!

 

 

Violência doméstica será debatida em live promovida pela Secretaria da Mulher na sexta (17)

“Atendimento à mulher em situação de violência no período de isolamento social”. Este será o tema da live realizada no instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina) na sexta-feira (17), a partir das 11h. A live contará com a participação da secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Macilane Gomes, e da defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo.

O diálogo virtual faz parte de um plano de ação do projeto “Balançando a rede”, desenvolvido pela SMPM e que busca articular o atendimento e acolhimento de mulheres que estão em situação de violência nesse período de isolamento.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, no bate-papo serão destacados os serviços de atendimento às mulheres em situação de violência, como o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), e também o trabalho desempenhado pela Defensoria Pública do Piauí, evidenciando a metodologia de trabalho realizada pelos dois órgãos durante esse momento de pandemia.

“Além falar do serviço realizado pelo CREG neste momento de isolamento social, vamos trazer também a contribuição da Defensoria Pública, que é um órgão extremamente eficaz e que montou uma estratégia muito interessante para esse trabalho de enfrentamento à violência”, esclarece a secretária.

Ainda de acordo com Macilane, a live é uma forma de colocar a temática em discussão e destacar o trabalho que vem sendo realizado pela rede de atendimento à mulher em situação de violência. “Com isso, buscamos desnaturalizar a violência sofrida pelas mulheres e mostrar que existem serviços disponíveis para atendê-las”, pontua.

Para a defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo, a atividade de transmissão virtual pretende ser um canal de informação para todas as mulheres, sobretudo, para as que atuam na rede de atendimento para acolher este público no período de isolamento.

“É muito importante que a gente faça chegar a todas as mulheres, que apesar de ter havido uma mudança na prestação desses serviços, eles continuam funcionando. Temos que chamar a atenção da população, enfatizar que além do problema sério que estamos vivendo, de saúde pública, também estamos enfrentando um aumento na violência que ocorre na convivência doméstica, atingindo principalmente as mulheres”, finaliza a defensora.

Profissionais debaterão em live hoje (13) isolamento social e violência doméstica

Nesta segunda-feira (13), a partir das 19h, será realizada uma live, que será transmitida de forma conjunta no Instagram @smpmteresina e @posgraduacaofar, para debater “o isolamento social e o aumento da violência doméstica”. O diálogo virtual contará com a participação da assistente social do Tribunal de Justiça do Piauí, Fernanda Ferreira, que também é professora de pós- graduação, e da gerente de enfrentamento à violência da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Lidiane Oliveira.

“Será uma oportunidade de discutir e levantar a temática para mais pessoas. Sabemos que o isolamento social acaba causando esse aumento da violência doméstica. Vamos debater sobre gênero, e é importante abordar essa temática para as pessoas entenderem porque a violência existe”, pontua Lidiane.

Ainda segundo a gerente, essa será também uma oportunidade para ressaltar como as duas instituições, Tribunal de Justiça e Secretaria da Mulher, estão desenvolvendo suas atividades nesse processo de isolamento social e como as mulheres podem acessar esses serviços.

Feminicídio em Teresina

No último fim de semana a médica Caroline Naiane Brito, de 33 anos, foi morta pelo ex-marido, caracterizando o crime de feminicídio, que é quando a mulher morre por razões da condição de sexo feminino ou em menosprezo à condição de mulher, ou ainda em situação de violência doméstica ou familiar.

“Foi um crime bárbaro. Talvez ele tenha dado alguns sinais antes, por isso é importante falar desses sinais, reconhecer que a violência existe. Sabemos que muitas vezes as mulheres silenciam esse processo de violência. Isso não pode acontecer, temos que encorajá-las a falar, a não deixar que isso chegue em situações irreversíveis”, finaliza a gerente.

Mulheres acompanhadas pelo Amor de Tia são beneficiadas com cestas básicas

Mais de 30 mulheres acompanhadas pelos serviços do Amor de Tia Norte e Sudeste, unidades vinculadas à Secretaria Municipal de Política Públicas para Mulheres (SMPM), receberam proteção social por meio de cestas básicas, através de programas da Prefeitura de Teresina. As unidades estão com o atendimento suspenso desde o mês de março por conta de medidas adotadas pela Prefeitura de Teresina em combate ao coronavírus.

“Essas mulheres estão sendo acompanhadas pelos nossos profissionais via telefone ou whatsapp, onde recebem orientações diversas, além de serem incentivadas também a participarem de cursos virtuais ofertados por nossos parceiros de forma gratuita. Nossa principal intenção é que essas elas sejam assistidas de acordo com o seu grau de vulnerabilidade por diversas ações”, explica a secretária da SMPM, Macilane Gomes.

Para garantir o benefício do programa às mães das unidades, as coordenadoras dos dois centros realizam o trabalho de articulação, mobilizando essas mulheres para a realização inicialmente de cadastros. Após esta etapa, já foram realizadas a entrega de 20 cestas para mulheres do Amor de Tia Norte e 11 cestas para as mulheres do Amor de Tia Sudeste.

“Além das que já receberam, mais mulheres devem ser contempladas. Estamos acompanhando pelo telefone quais já receberam e quais as que fizeram o cadastro e ainda não receberam.  O objetivo é garantir que a grande maioria tenha acesso a esse benefício, porque faz muita diferença”, disse a coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira.

Segundo a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, a situação de paralisação tem um grande impacto na vida das crianças e mães atendidas pelo serviço, pois as crianças tinham refeições importantes que eram garantidas.

“Tudo isso fazia muita diferença na vida dessas mães, elas tinham a garantia que os filhos estavam bem alimentados e bem cuidados. Por isso, nesse momento de paralisação, estamos unindo todos os esforços para que elas consigam essas cestas básicas, e que fiquem por dentro de todos os benefícios que têm direito. Estamos esclarecendo todas as dúvidas, atendendo todas elas e fazendo esse trabalho de mobilização”, disse Maria de Lourdes Mendes.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), são unidades que ofertam auxílio à mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, e suas crianças.

Centro de Referência oferece orientação às mulheres em situação de violência durante período de isolamento

Os profissionais do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), continuam atendendo e oferecendo orientação às mulheres em situação de violência na cidade de Teresina via telefone durante o período de isolamento social. Em duas semanas de isolamento para contenção do coronavírus foram registrados seis atendimentos para casos de violência doméstica.

Os dois casos mais recentes, que estabeleceram contato nessa última semana, foram feitos para obter informações sobre denúncia. Em um deles, sendo necessária uma primeira orientação, articulação com três órgão de proteção à mulher, além do atendimento jurídico.

Dos casos mais antigos, em dois deles foram realizadas articulações com os profissionais do CRAS (Centro de Referência e Assistência Social). Os outros três receberam orientações sobre benefícios e assistências básicas.

Segundo a Gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o período de isolamento social pode trazer momentos de estresse, dificultando a adaptação cotidiana, que pode ocasionar situações de violência.
“Para as mulheres que vivem em situação de violência, o lar não é um espaço de segurança. Promover o atendimento às mulheres em período de distanciamento social consiste em proporcionar um canal de atendimento para que elas possam receber orientações de como proceder, na busca de ajuda. Precisamos alertar que nesse momento de distanciamento elas não estão sozinhas”, afirma Lidiane.

Ainda, segundo a Gerente, é importante frisar que o Centro de Referência  é uma unidade de assistência às mulheres em situação de violência, que presta orientações psicossociais e jurídicas, não se configurando como um canal de denúncia. “Para notificações formais de violência, é necessário recorrer ao número 180, telefone da Central de Atendimento à mulher”, finaliza.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via whatsapp pelo telefone: (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta, das 8h às 14h.

Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência atende 04 casos em período de isolamento

O isolamento social neste período para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) faz com que as pessoas passem mais tempo juntas em casa, o que pode ser positivo, porém, para mulheres que já vivem em um ambiente de violência a redução do convívio social pode agravar essa situação.

Para a contenção desta problemática, o Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia vem disponibilizando profissionais no serviço de teleatendimento para orientações em caso de violência doméstica e durante essa primeira semana já foram atendidos quatro casos.

Do total de casos registrados, dois foram por violência doméstica em flagrante, enviados para orientações e participações em atividades. Outro caso, enviado pelo Ministério Público, recebeu orientação psicológica e posteriormente foi encaminhado para o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). No último caso, foram realizadas demais orientações e assistências básicas.

A Secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, alertou sobre a importância de enfrentamento à violência durante o período de isolamento social, enfatizando o dever de todos contribuírem nessa luta também.

“Neste momento, infelizmente, além de enfrentar a pandemia, temos que enfrentar também a violência contra as mulheres. Temos recebido denúncias pelo CREG durante o período de isolamento. Nosso Centro tem esse papel de escuta, oferecendo assistência às mulheres, seja psicológica, social ou jurídica, articulando uma rede de atendimentos. Nosso apelo é que as pessoas que presenciarem alguma situação de violência, ou até mesmo as mulheres que estão passando por isso, que por favor acionem nosso serviço”, destacou Macilane.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência psicossocial e de assessoria jurídica. Durante o período de isolamento social, a unidade está realizando atendimentos via WhatsApp ou por ligações, pelo número (86) 99416 94511,de segunda a sexta, das 8h às 14h.

Secretaria da Mulher suspende atendimentos e atende demandas por telefone ou email

Os serviços internos da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), e de unidades vinculadas como Amor de Tia e Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), foram suspensos nesta segunda-feira (23) como medida preventiva à disseminação do coronavírus. Os atendimentos e demandas solicitadas à SMPM ao longo desses 15 dias devem ser enviados pelo e-mail: smpm.gabinete@gmail.com, ou pelo telefone: (86) 99470-8798.

Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, são extremamente necessárias as medidas de isolamento social que estão sendo adotadas nesse momento de crise, se tornando um ato de consciência de preservação da própria vida e do outro.

“É uma chamada importante, um ato de consciência, uma atitude radical de isolamento social. Mesmo com as medidas adotadas, sabemos também da importância de alguns serviços estarem funcionando, como o CREG, que atende mulheres em situação de violência. Por isso, estamos disponibilizando todos os contatos para qualquer demanda que possa surgir, não podemos deixar essas mulheres desamparadas”, afirmou a secretária.

Os profissionais que fazem parte do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), espaço que atende mulheres em situação de violência, estarão disponíveis para os atendimento de segunda a sexta, de 8h às 14h. O contato pode ser feito via whatsapp ou ligação, através do número: (86) 994169451.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), Roberta Mara, as mulheres que estão em isolamento social e que sentirem necessidade de qualquer tipo de atendimento ou orientação quanto a violência de gênero, devem imediatamente entrar em contato.

“Sabemos que esse isolamento social pode reforçar ainda mais as ocorrências de violência doméstica. Nosso centro não pode parar, por isso nossos profissionais continuam atendendo e orientando caso haja necessidade”, finalizou Roberta Mara.

Segunda edição do Selo Dona Saló é adiada

Como medida preventiva ao Coronavírus, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) adiou a da 2° Edição do Selo Dona Saló, que aconteceria nesta quarta-feira (18), no Teatro do Boi. O evento que certificaria as empresas privadas em Teresina que desenvolvem programas ou ações em prol da igualdade de gênero será realizado em data a definir. As informações serão divulgadas nas redes sociais da instituição.

A determinação de adiamento veio após reunião realizada com o Prefeito Firmino Filho, que definiu um plano de ação para conter a disseminação do novo Coronavírus em Teresina. Foram adiados também os demais eventos que geram uma maior aglomeração de pessoas.

Segundo a Gerente de Articulação e Transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, todas as empresas que participaram do processo de seleção e concorriam à concessão do Selo foram notificadas do adiamento.

“Estamos seguindo as recomendações que foram enviadas pela Prefeitura de Teresina, suspendendo temporariamente eventos que tenham uma maior aglomeração de pessoas. Agora vamos aguardar novas recomendações para estabelecer um novo agendamento dessas atividades”, explica.

O Selo Dona Saló – Empresa promotora de igualdade de gênero, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Atividades da Agenda Março Mulher são adiadas e Amor de Tia suspende serviços

Em reunião realizada na última segunda-feira (16), o Prefeito Firmino Filho definiu um plano de ação para conter a disseminação do novo Coronavírus em Teresina. Para a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), a determinação é o adiamento das diversas atividades da Agenda Março Mulher e suspensão no funcionamento dos Serviços Amor de Tia Norte e Sudeste por pelo menos 15 dias, a partir desta quinta-feira (19).

De acordo com as ações emergenciais definidas, a Conferência Municipal dos Direitos das Mulheres, que estava prevista para acontecer no dia 31 de março, foi adiada para uma data ainda a ser determinada. Também foram adiados eventos como Selo Dona Saló que aconteceria nesta quarta-feira (18), rodas de conversa, visitas, inauguração do anexo do Amor de Tia Sudeste e demais atividades coletivas que geram uma maior concentração de pessoas.

Já o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que atende mulheres em situação de violência, não teve seu funcionamento suspenso por trabalhar com a dinâmica de atendimentos individuais, sem tantas aglomerações de pessoas.

A Secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, afirmou que todas as medidas adotadas foram feitas sob recomendação dos profissionais de saúde e especialistas.

“Tudo isso foi feito analisando todo o contexto social e o impacto desse vírus que é nosso inimigo invisível. Vamos seguir todas essas recomendações, cumprindo todo esse protocolo, seja de maneira individual ou institucional. Convocamos que todas as mulheres, toda a cidade de Teresina, possa dar um exemplo de como combater esse vírus, que tem a ver com nossas atitudes individuais e coletivas”, enfatizou a secretária.

Segundo a Fundação Municipal de Saúde, a cidade de Teresina ainda não possui nenhum caso confirmado de Coronavírus. No entanto, segundo a Secretária Macilane Gomes, essa informação não pode deixar a população descansada, devendo tomar todos os cuidados na mesma intensidade que as outras capitais.

“A situação exige uma mudança de comportamento, neste momento se faz necessário uma atitude coletiva de bloqueio e prevenção. Temos que mostrar para o mundo toda nossa capacidade. Ainda não tivemos nenhum caso confirmado em Teresina, mas se tivermos, teremos toda a inteligência e habilidade para superar esse problema”, finalizou.

Representantes da SMPM participam de Oficina para construção de diagnóstico sobre perfil da mulher piauiense

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) participaram da Oficina Setorial Qualitativa, atividade que tem como objetivo elaborar o Diagnóstico do Perfil da Mulher Piauiense no contexto atual. A Oficina aconteceu em Teresina, mas deve cumprir agenda em vários municípios do estado.

O documento elaborado durante todas as oficinas também servirá de base para a construção do I Plano Estadual de Políticas Públicas para as mulheres no estado do Piauí. O diagnóstico possui uma dinâmica participativa, buscando dialogar com o poder público local e sociedade civil.

A Oficina tem a finalidade de fortalecer a participação social, expressar novas perspectivas de realidade das mulheres, evidenciando problemas, riscos e causas. Também propõe uma coleta de dados que possa proporcionar uma base para o sistema de avaliação e assim contribuir para a elaboração de novas políticas públicas para as mulheres no Piauí.

Segundo a assessora técnica da SMPM, Ana Patrícia Oliveira, esse é um momento histórico para o estado do Piauí. “O Piauí avança a passos largos na contribuição de políticas públicas para as mulheres e caminha para a elaboração do seu primeiro plano estadual. É com muita satisfação que afirmamos que a SMPM teve a oportunidade de contribuir para esse projeto com suas experiências e proposições de ideias”, declarou.

A consultora do Consórcio CON&SEA/CEALMA/IDESA, organização que está à frente da produção das oficinas juntamente com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as mulheres, destacou a contribuição da SMPM durante as atividades e em como é importante somar forças para elaboração desse documento.

“Queremos um diálogo conjunto, onde todos contribuam para a elaboração desse perfil da mulher piauiense. A SMPM participou ativamente com uma contribuição bastante significativa. É uma secretaria especializada, que tem grandes projetos. A expectativa era realmente essa”, declarou a consultora.

O Diagnóstico será elaborado após o cumprimento de etapas como oficinas, técnicas quanti-qualitativas, entrevistas semiestruturadas e questionários, entre outras metodologias.