Secretaria da Mulher promove live sobre atuação de organização com meninas em Teresina nesta terça (19)

Nesta terça-feira (19), às 17h, será realizada mais uma live do projeto #TeresinaParaElas no Instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina). A live de hoje é uma parceria com a Plan International Brasil e vai abordar a atuação da organização com meninas em Teresina. O debate virtual terá a participação da técnica da SMPM, Lannusy Almeida, e da gerente técnica da Plan International Brasil, Nicole Campos.

Segundo Lannusy Almeida, a Plan atua em parceria com a SMPM desde 2014, quando o órgão ainda era Coordenadoria. O objetivo é trazer metodologias ativas e interventivas para as meninas da zona rural de Teresina.

“Esse parceria vem sendo desenvolvida com muita maestria. É muito importante pensar o empoderamento de meninas e a defesa de seus direitos. E nesse momento precisamos discutir essas ações dentro desse contexto de pandemia”, explica Lannusy.

Para a gerente técnica da Plan International, Nicole Campos, a live será uma oportunidade de debater sobre a atuação da Plan em relação à proteção infantil durante a crise causada pela pandemia, pensando nas necessidades específicas das meninas.

“Temos que ter um olhar mais aguçado e pensar nas necessidades específicas dessas meninas. Refletindo sobre isso, queremos trazer também temáticas importantes para contribuir com o debate, como o tema da menstruação, que diz respeito à saúde e higiene delas. Esse é um tema carregado de tabus e preconceitos, mas é importante e se faz necessário debater sobre isso também”, conclui a gerente.

A Plan International é uma Organização Não Governamental que defende os direitos das crianças, adolescentes e jovens com foco na promoção da igualdade de gênero.

O peso do fator gênero em tempos de pandemia

Para iniciarmos nossas reflexões gostaria de situar você no que entendemos como gênero, de forma simplista, gênero é a maneira que as diferenças entre homens e mulheres assumem nas diferentes sociedades no transcorrer da história. Deste modo, o fator gênero é construção cultural que pode ser moldada e sofrer variações dependendo do tempo, local, cultura em que o ser humano está inserido.

O fato é que a maneira de ser homem e mulher em nossa sociedade foi CONSTRUíDA  em estruturas historicamente patriarcais, que distribuem PODER entre homens e mulheres de forma desigual, destinando papéis sociais, características, funções, maneiras de ser inferiores ou subalternas, existem vários estudos sobre isso.

Essas desigualdades se tornaram preocupação do Estado em diferentes momentos da história à depender do país analisado, entretanto há alguns pontos em comum no mundo que provocaram a chamada da questão para a necessidade da intervenção do poder público, à exemplo da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948; o surgimento do movimento feminista, na década de 60; a conquista ao acesso à educação e outros avanços em direção a maior equidade entre os sexos.

É importante destacar que essas DESIGUALDADES acomete as mulheres de modo diferente pois estão correlacionadas a outros marcadores de desigualdade como raça e etnia, classe social, orientação sexual e território, fator este denominado pelas autoras feministas de interseccionlidade de gênero.

O momento atual em que enfrentamos o avanço da crise sanitária provocada pelo Covid-19 e a quarentena imposta como alternativa de barrar o avanço do vírus, não é diferente, estudiosos da temática já tem apresentado publicações alertando sobre o aumento dessa desigualdade de gênero em tempos de pandemia, destaco o estudo realizado pela antropóloga PASINI (2020) no qual ela analisa um série de reportagens nacionais e internacionais sobre a temática, que aqui condenso em 05 grandes pesos do fator gênero em tempo de pandemia.  SÃO ELES:

  • O primeiro e certamente mais visível é a sobrecarga das mulheres com o acúmulo de tarefas domésticas, cuidados com os filhos e outros dependentes. O fato é que devido as medidas de isolamento social toda família está confinada no ambiente doméstico, entretanto as tarefas para manutenção desse ambiente e das crianças, não entraram de quarentena, ao contrário, houve um aumento das funções a serem desenvolvidas no lar e como já era de se esperar, a execução dessa tarefa recai em grande parte as mulheres, reflexo dos papeis de gênero estabelecidos historicamente.
  • O segundo fator é o crescente índice de violência doméstica nesse período verificada em vários países, as medidas de confinamento propiciaram um maior contato entre os membros da família, muitas mulheres estão em quarentena com seus agressores, que associadas ao estresse, dificuldades econômicas e uso abusivo de álcool comum nesse período, potencializam a ocorrência de violências contra as mulheres e demais membros vulneráveis da família, como crianças e idosos.
  • O terceiro peso do fator gênero destacado é que o mercado de trabalho em saúde é fortemente marcado por papeis de gênero, profissões como enfermagem, técnicos e auxiliares de saúde, categorias estas que estão em maior contato com os pacientes, são historicamente desempenhadas pelas mulheres, logo elas são a maioria das profissionais de saúde da linha de frente de combate ao Covid-19, estando, portanto, mais sujeitas a contaminação.
  • A quarta observação diz respeito aos impactos econômicos gerados em tempos de crise, que também são desiguais para homens e mulheres, visto que estas estão em sua maioria em trabalhos informais e precarizados e que grande parte delas desistiram dos empregos para cuidar da casa e dos filhos durante a quarentena.
  • O quinto fator, ainda não estudado no Brasil, mas já observado em outros países que é o possível aumento da taxa de mortalidade materna e infantil devido à falta de acompanhamento de pré-natal, parto e puerpério, visto que os esforços atuais da saúde estão direcionados para o combate ao COVID-19.

Diante deste cenário tão desafiante para toda humanidade, em especial para as mulheres, os governos têm lançado estratégias para combater essas desigualdades e assegurar proteção as mulheres no isolamento social. Como exemplo, no Brasil foi lançado um auxílio emergencial, o qual tem caráter financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19. O auxílio faz o recorte de gênero quando o valor do auxílio dobra para mulheres responsáveis pelo sustento financeiro de sua família (BRASIL, 2020).

Em Teresina, visando abrandar os danos causados à mulher no cenário atual e dar continuidade aos seus atendimentos em tempos de isolamento, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) elaborou O #TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19, esse plano de ação denominado tem  os seguintes eixos de atuação: comunicação; enfrentamento à violência e articulação. O documento propõe uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, em que pese a situação da pandemia do Covid -19. O documento na integra está disponível no site institucional da SMPM. Informe-se, proteja-se e apoie mulheres. Juntas somos mais fortes!

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Decreto Nº 10.316, de 7 de Abril de 2020.

PISANI, M da S. O enfrentamento e a sobrevivência ao Coronavírus também precisa ser uma questão feminista!. Boletim n.12 – Ciências Sociais e coronavírus, 03/04/2020. Disponivel em: http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2323-boletim-n-12-o-enfrentamento-e-a-sobrevivencia-ao-coronavirus-tambem-precisa-ser-uma-questao-feminista. Acesso em: 04/05/2020 às 22 horas.

TERESINA. Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. #Teresina para elas: Estratégias para o enfrentamento à violência contra a mulher no período de Pandemia Covid-19. ORG:SMPM, 2020.

 

Caroline Leal – Assistente Social da Gerencia de Enfrentamento à Violência contra Mulher da Secretaria de Políticas Públicas para mulheres de Teresina e Assistente Social do Centro de Atenção Psicossocial II Sul Teresina

Órgãos de proteção à mulher em situação de violência participam de live nesta terça-feira (12)

Atendimento do Centro de Referência da mulher em situação de violência Esperança Garcia e da Delegacia da Mulher em tempos de pandemia. Este será o tema discutido na live promovida pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres que acontece nesta terça-feira (12), no instagram @smpmteresina, a partir das 17h.

Para compor a discussão virtual, foram convidadas a Coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), Roberta Mara, e a Delegada de Polícia Civil e Diretora do Departamento Estadual de proteção à Mulher, Bruna Fontenele.

“Convidamos todas e todos que participem da nossa live, para tomar ciência de como está o atendimento nesse período de distanciamento social. Principalmente no sentido de sensibilizar a população acerca do atendimento e da própria orientação à mulher que procura esse atendimento nas instituições competentes”, explica a coordenadora Roberta Mara.

A Delegada de Polícia Civil, Bruna Fontenele, destacou que vai abordar a atuação do setor de segurança nesse momento de pandemia e como as pessoas podem acessar o site da Polícia Civil para fazer denúncias.

“Vamos trabalhar todas essas temáticas, como a mulher pode registrar um boletim de ocorrência, solicitar uma medida protetiva, fazer uma denúncia virtual. Nesse momento de pandemia temos que nos cercar de todos os meios possíveis, e o ambiente virtual, que é a plataforma que nos une e nos mantém informados, é muito importante nesse momento”, finalizou a delegada.

SMPM promove reunião para traçar medidas de enfrentamento à violência durante pandemia

Nesta sexta-feira (08), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), realizou reunião virtual com o intuito de planejar atuações de enfrentamento à violência contra as mulheres durante o período de isolamento social, juntamente com as instituições de defesa da mulher do município e do estado.

A secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, conduziu a reunião, que teve a participação da coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres, Zenaide Lustosa; delegada de Polícia Civil, Bruna Verena; defensora pública do Piauí, Lia Medeiros; e demais representantes de órgãos como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Conselho Municipal dos Direitos para as Mulheres e Centro de Referência Francisca Trindade, dentre outros.

“Esse encontro faz parte do conjunto de atuações do projeto ‘balançando a rede’, que tem como principal objetivo fortalecer o atendimento às mulheres nesse período de pandemia, além de traçar estratégias para reforçar esse fluxo. O momento serviu também para que as instituições falassem sobre o atendimento realizado em cada espaço e como está sendo essa experiência, mostrando assim o que está acontecendo em cada órgão”, explicou a secretária.

Entre os assuntos discutidos no encontro virtual, o destaque foi o aumento significativo no registro de denúncias e solicitações de atendimento às mulheres vítimas de violência durante o período de isolamento social. Segundo a representante do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar do MP-PI (NUPEVID), Amparo Sousa Paz, houve um aumento de 32% no registro de denúncias do aplicativo Salve Maria, plataforma virtual de denúncias anônimas.

“É um aumento significativo, por isso, a partir dessas denúncias, estamos atuando com agilidade e rapidez para atender essas mulheres. Lançamos a campanha contra o feminicídio em Teresina, justamente tentando chamar atenção sobre a importância das mulheres denunciarem, para que não termine em um feminicídio. É importante trabalhar na divulgação de toda essa rede de combate à violência, Centro de Referência, Delegacia, Salve Maria, temos que trabalhar todos eles”, enfatizou a Promotora de Justiça.

Segundo a Delegada de Polícia Civil, Bruna Verena, durante o período de isolamento social, houve uma redução de 50% no número de registros de Boletins de Ocorrência (BO), que ocorre de forma presencial. Devido as recomendações de isolamento, e considerando que o alerta interferiu diretamente nos registros presenciais, a Polícia Civil decidiu viabilizar as denúncias de forma virtual, que podem ser feitas pelo site: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php.

Foram pontuados também, entre as medidas de enfrentamento à violência adotadas no período de isolamento, a ampliação dos horários de atendimento pelos órgãos competentes, divulgação dos canais de denúncias e atendimento com cartazes em pontos estratégicos como supermercados e farmácias, a ampliação das estratégias de acolhimento às mulheres vítimas de violência no distanciamento social com o agressor.

Ainda durante a reunião virtual, foi marcado um novo encontro com instituições que trabalham no enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí, para a preparação de novas pautas e medidas adotados para o período de pandemia. O próximo encontro virtual deve acontecer na próxima quinta-feira (14), com horário a definir.

Nota de repúdio ao apresentador Beto Rêgo

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher vem por meio desta nota, expressar profundo repúdio a fala e a postura do jornalista BETO REGO que se utilizando do seu lugar de fala, de formador de opinião, manifestou hoje uma prática nefasta, que caracteriza nossa sociedade, que é o “MACHISMO” de todos os dias, desrespeitando e reduzindo às mulheres a objeto de satisfação masculina, denegrindo, portanto, não só as atuais mulheres, mas toda uma legião de pessoas que há décadas vem lutando pelos direitos femininos e por sua real efetividade.

Saiba que fomos à luta pela liberdade de ser gente, antes mesmo de sermos mulheres. Crescemos tanto que já não cabemos numa cozinha, atrás de panelas. Hoje, ser mulher não é mais seguir a receita da família, e isso assusta os homens. Vivemos num país em que o machismo é estrutural, exemplos temos vários, são cotidianos, dentro das mais diversas instituições, de políticos e cantores famosos a jogadores de futebol.

Chegamos à triste conclusão de que o machismo que constrói essa sociedade e que usa do seu poder para diminuir as mulheres não mudou. Machismo esse que depende da agressividade e da audácia, que muitas vezes se expressa através da força e da violência como forma de resolver conflitos e assegurar sua tal “superioridade” masculina, propagada há séculos pelo patriarcalismo. Estas infelizes colocações, como as de hoje, nos mostram o quanto nosso trabalho é necessário e o quanto ainda temos a fazer, afinal, as mudanças culturais, construções de novas masculinidades e a desnaturalização da violência de gênero contra as mulheres é um sonho ainda distante, mas que nos move e nos dá forças para seguirmos adiante. Por fim, concluímos com uma citação de Chimamanda Adiche (2014) “(…)a cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da cultura, então temos que mudar nossa cultura”.

Desta forma, a secretaria municipal de políticas públicas para mulheres e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher repudiam e rechaçam este tipo de comunicação violenta e ofensiva contra as mulheres e considera o machismo um deprimente instrumento inibidor para que as mulheres alcancem seus espaços sociais e profissionais. Não podemos nos calar! Esperamos tratativa, e respeito!

Ratificamos as demais notas em apoio ao nosso protesto:

É uma cena reprovável de desrespeito e violência contra as mulheres! Um ato machista e que fere os princípios da comunicação.

Em uma sociedade patriarcal e marcada pelas desigualdades de gênero, é lamentável que um canal de televisão reproduza a voz de um apresentador que replica a violência contra as mulheres de forma tão debochada, indo na contra mão da luta dos Direitos Humanos, de forma especial da luta dos movimentos feministas.

Repudiamos veementemente tal postura e esperamos uma posição pública da TV Antena 10 e retratação do apresentador.

Vivenciamos mundialmente um cenário difícil de fragilização da vida humana com o COVID-19, onde o índice de violência contra as mulheres tem aumentado e onde fatos como esses, não nos permite silenciar!

Por uma imprensa livre, sempre. Mas, sobretudo por uma comunicação que cumpra os princípios éticos. Por uma programação que valorize e respeite as mulheres em sua dignidade humana!

#Mexeucomumamexeucomtodas

#MulheresUnidas

#BastadeViolência

 

Empreendedorismo responsável e resiliência em tempos de crise são temas de live que acontece amanhã (08)

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da sociedade. O cenário econômico também foi afetado perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas precisam se reinventar para driblar esse momento difícil.

Para falar mais do assunto, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) promove nesta sexta-feira (08), a partir das 17h, uma live no instagram @smpmteresina com o tema: “Empreendedorismo responsável e resiliência em tempos de crise”. O diálogo virtual contará com a participação da Analista em Gestão Pública, Ana Régia Nolêto e da empreendedora, Drika Borges.

“Na oportunidade estaremos em um diálogo com a Drika Borges, empreendedora da nossa capital, que diante do cenário complicado que estamos passando viu a necessidade de se reinventar para dar continuidade em suas vendas. Ela vai falar também um pouco mais das estratégias adotadas para a efetividade dessas vendas. Queremos assim, mostrar para outras mulheres que mesmo diante do momento difícil que estamos passando é possível resistir”, pontua a Analista.

Drika Borges, como é popularmente conhecida, é formada em artes visuais, é arte educadora, artista, artesã e se define como afroempreendedora. A mesma trabalha há quatro anos com a venda de bonecas de pano negras e costuras criativas.

“Como já trabalho há quatro anos com a venda de bonecas de pano negras e também costuras criativas, percebi que nesse período tive uma baixa nas vendas. Diante disso, senti a necessidade de me reinventar, foi quando pensei, geralmente as crianças têm uma certa dificuldade em usar máscaras, e como um incentivo eu fiz a boneca e junto vão máscaras, que além de ser mais um estímulo para o uso da máscara vai ser também o atrativo durante o dia para essa criança, que está passando a maior parte do tempo em casa. Foi algo que apostei e que tem dado certo”, esclarece a afroempreendedora.

Ainda, segundo ela a sua boneca trabalha também o empoderamento de meninas.  “Muitas das crianças que adquirem essa bonecas, começam a se reconhecer, reconhecer suas características e se aceitar sempre mais o que ajuda em uma autoestima atual e futura ”, finaliza.

SMPM promove live para debater desigualdade de gênero e masculinidade nesta quinta (30)

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) promove nesta quinta-feira (30), a partir das 11h, uma live no instagram @smpmteresina para debater as desigualdades de gênero e masculinidades em tempo de pandemia. O diálogo virtual contará com a participação da gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, e do Mestre em sociologia, Weriquis Sales.

A atividade faz parte do projeto #TeresinaParaElas, iniciativa que busca executar ações estratégicas direcionadas ao público feminino durante o período de pandemia, tais como promoção de debates, divulgações de conteúdos informativos, preventivos, de entretenimento, dentre outros.

Segundo o sociólogo, Weriquis Sales, o diálogo virtual serve para desconstruir conceitos sobre a masculinidade e desigualdades de gênero, que legitimam práticas de violência contra as mulheres, e também discutir os agravantes desse problema social em tempos de pandemia.

“A masculinidade, que historicamente tem espaço externo ao lar, o seu espaço de domínio, agora é levado a vivenciar incisivamente o espaço doméstico. Existem várias nuances desse problema que podem ser analisadas, como por exemplo, como isso impacta o mercado de trabalho, acentua a violência sofrida pelas mulheres, nesse último quesito, pensar que tipo de masculinidade legitima essas práticas de violências é essencial para combatê-la”, afirma o sociólogo.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, é importante entender porque existe essa violência e onde ela inicia, compreendendo assim suas razões e motivações.

“Sabemos que essa masculinidade tóxica, essa formação masculina que se exige do homem, com agressividade e virilidade, acaba trazendo problemas graves à sociedade. Então vamos debater esses assuntos, tentando entender como a gente pode desnaturalizar esses processos dentro da sociedade, precisamos dialogar para que se forme uma nova cultura a partir disso”, finaliza a gerente.

Centro atende 24 novos casos de mulheres vítimas de violência durante isolamento

Em meio a intensa crise mundial causada pelo avanço do novo coronavírus, o problema de saúde pública ainda pode trazer maiores agravantes para a população, sobretudo para as mulheres. Devido ao aumento no número de casos de violência nesse período, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que os países investissem “em serviços online e em organizações da sociedade civil” para prevenir e combater a violência de gênero durante a pandemia.

Em Teresina, desde o período de isolamento, que começou ainda no mês de março, o Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atendeu 24 novos casos de mulheres vítimas de violência através do atendimento remoto. Das mulheres que já eram acompanhadas pela unidade, 19 delas também entraram em contato nesse período para pedir orientações e suporte psicológico, chegando assim ao total de 43 atendimentos durante um mês de isolamento.

Entre os casos notificados, foram realizadas orientações no âmbito jurídico para procedimentos de partilha de bens nos casos de separação, atendimento psicológico devido à fragilidade emocional, orientações sobre descumprimento de medida protetiva, informações sobre a rede de atendimento para denúncias, dentre outros.

Também houveram casos de mulheres que buscavam orientações, não se colocando como vítimas, mas sim com o objetivo de ajudar outras mulheres que conheciam, e que segundo elas, estão sofrendo algum tipo de violência.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o número de casos notificados pelo Centro de Referência durante a pandemia reflete o cenário de isolamento que estamos vivendo devido a permanência constante de mulheres no ambiente doméstico.

“Nesse período as mulheres estão em isolamento, então esse ciclo de violência que já existia pode se acentuar ainda mais. E a gente vem percebendo um aumento no número de mulheres que procuram o Centro de Referência, que é um canal de orientação, que está realizando sua função nesse momento, oferecendo todo suporte a essas mulheres”, destacou a gerente.

Para notificações formais de denúncias, as mulheres vítimas de violência devem recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que se configura como principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar a Delegacia da Mulher das regiões Centro Sul, Sudeste e Norte pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, de segunda a sexta, das 08h às 14h.

Economia criativa será tema de live promovida pela Secretaria da Mulher nesta sexta (24)

Nesta sexta-feira (24), a partir das 11h, será realizada uma live com transmissão no instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina) para debater a economia criativa e ações adotadas pela Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST durante o período de isolamento social. O debate virtual contará com a participação da gerente de articulação e transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, e da secretária executiva da SEMEST, Jacqueline Freitas.

Segundo Adriana Carvalho, o momento serve como um canal de diálogo para a divulgação dos serviços das secretarias municipais, esclarecendo como eles impactam a vida da população nesse cenário de pandemia.

“Precisamos divulgar as ações que estão sendo realizadas nesse momento. A representante da SEMEST também é uma representante da Câmara Técnica, espaço de gestão da Secretaria da Mulher. Ela faz esse trabalho de interseção com outras secretarias para estar alinhando e divulgando os serviços. É muito importante debater sobre a dinâmica desses serviços nesse momento, a população precisa saber”, esclarece a gerente.

Segundo a secretária Executiva da SEMEST, Jacqueline Freitas, entre as ações adotadas pelo órgão para o período de pandemia, destaca-se a articulação feita com Fundação Municipal de Saúde (FMS) para confecção de 70 mil kits de Equipamento de Proteção Individual – EPIs e 1000 viseiras. Ao todo, serão produzidas máscaras, toucas, viseiras, aventais, dentre outros equipamento de suporte para equipe de profissionais da saúde. A mão de obra utilizada para confecção do material será de costureiras e trabalhadoras autônomas contratadas pela FMS.

“Os empreendimentos ligados a SEMEST ficarão responsáveis por essa produção em massa para atender essa demanda urgente das equipes de saúde. Todos esses pontos serão debatidos durante o diálogo virtual, vamos esclarecer como essa articulação está sendo feita e como serão as diretrizes nos próximos dias. Também vamos falar sobre economia e ações nesse momento de crise, orientações ao público do pequeno negócio, formas de utilizar melhor as redes sociais”, finaliza a secretária executiva.

Teresina Solidária: Equipes do Amor de Tia auxiliam na distribuição de cestas básicas para comunidades

A equipe do Amor de Tia Sudeste, em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), está auxiliando na entrega de cestas básicas para famílias que se inscreveram no “Teresina Solidária”, projeto da Prefeitura de Teresina para ajudar famílias carentes durante o período de isolamento.

Nesta quarta-feira (22), a equipe do Amor de Tia Sudeste realiza as entregas das 13h às 16:30h da tarde, na sede do serviço, que fica localizada na Rua Santa Luzia, no bairro Alto da Ressurreição. No Amor de Tia Norte, a equipe também está auxiliando no projeto, mas ainda aguarda demais orientações para a articulação de entrega das cestas na unidade.

Segundo a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, nesse auxílio prestado pelos profissionais na própria unidade, a equipe está tomando também todos os cuidados de prevenção contra o coronavírus durante a ação solidária, fazendo a higienização correta das mãos e utilizando máscaras de proteção.

“Nem mesmo no ferido paramos. Ontem, realizamos 158 entregas de cestas básicas e hoje a expectativa é que esse número aumente. A entrega dessas cestas vem de um projeto da Prefeitura, por isso estamos orientando e monitorando também para que as mães do Amor de Tia façam sua inscrição para receberem esse benefício”, destacou a coordenadora.

Teresina Solidária

O projeto da Prefeitura de Teresina já entregou cerca de 4.302 cestas básicas para trabalhadores autônomos de baixa renda da capital que estão sem trabalhar durante o período de isolamento social. O projeto recebe doações de pessoas que se solidarizaram com a causa e estão realizando as doações.

Foram mais de 28 mil cadastros em toda a cidade para o recebimento do benefício. As doações ao Teresina Solidária podem ser realizadas nas contas do Banco do Brasil – Agência: 3791-5 Conta: 9854-0, disponibilizada pela Semcaspi, ou através da Caixa Econômica Federal – Agência:1689 Conta: 71084-9 Operação: 006.