Florescer Sul iniciou atividades com as crianças atendidas pelo serviço

O Florescer Sul, localizado na Vila Santa Rita, bairro Promorar, zona Sul, iniciou, nesta segunda-feira (09) suas atividades com as crianças atendidas pelo serviço. Foram ofertados nesse primeiro momento, atividades lúdicas, contação de histórias e acolhimento aos pequenos.

“O sentimento é de muita gratidão e grandes expectativas”, pontua Iara Carvalho, coordenadora do Florescer Sul. São acolhidas crianças de um a dois anos e 11 meses nos serviços, ao todo são quatro unidades em Teresina. Na sede é desenvolvido projetos que contribuem para a qualificação profissional das mulheres em vulnerabilidade social e estimulam o desenvolvimento psicossocial das crianças.

Fotos: Ascom SMPM

Atualmente são inscritas 46 crianças no Florescer Sul, com capacidade de até 100 crianças. As inscrições podem ser feitas através da própria sede ou através do Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

“A ideia de incluir crianças nos serviços é uma estratégia de acolher não só as mulheres, mas também seus filhos, o que provoca maior sensibilidade e interesse na comunidade”, afirma a secretária Gabriela Rodrigues.

O Florescer Sul conta com uma infraestrutura pensada nas crianças e nas mulheres, como banheiros, playground, uma praça, cozinha, amplas salas. O espaço voltado para as mulheres também oferece informação, assistência jurídica, psicológica, integração social e lazer.

A Prefeitura de Teresina mantém o Serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade e seus filhos entre 1 ano a 2 anos e onze meses de idade em Teresina. Ao todo são quatro unidades em Teresina, confira abaixo:

Unidades

Florescer Norte: Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste: Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural: Povoado Salobro

Florescer Sul: Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o Serviço Florescer

Fundado em 2021, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Servidoras da SMPM participam de formação sobre direitos das mulheres trans e travestis

As servidoras e funcionárias da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participaram na manhã desta segunda-feira (18) da capacitação mensal oferecida pelo Grupo de Convivência de Travestis e Transexuais (GPTrans), veiculada à Superintendência de Direitos Humanos – Gerência de Enfrentamento à LGBTfobia – SASC, chamada “Respeitar é preciso”. A capacitação, realizada no Centro de Formação Odilon Nunes, contou com a presença de representantes dos direitos LGTQIA+ e funcionárias dos serviços da SMPM.

Durante a ocasião foi alinhado como melhorar o atendimento às mulheres trans e travestis no Serviço Florescer e no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Além disso, foi debatido sobre a legislação vigente na capital para proteger todas as mulheres em situação de vulnerabilidade e violência de gênero.

Neste mês, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a Lei Maria da Penha se aplica aos casos de violência doméstica ou familiar contra mulheres transexuais. O colegiado considerou que a lei trata de violência baseada em gênero, e não no sexo biológico.

A decisão do STJ é inédita e abre precedente para que outros casos semelhantes tenham o mesmo entendimento. Embora alguns tribunais inferiores já tenham decisões parecidas, ainda há muitos casos em que as medidas protetivas e demais dispositivos da Lei Maria da Penha são negados às mulheres trans.

A secretária Gabriela Rodrigues reforça que as capacitações qualificam os serviços da capital para ampliar o debate sobre direitos humanos. “Trouxemos todas as funcionárias dos serviços para que a gente possa atender cada vez mais mulheres, sejam elas cis ou trans, mas saibam que podem contar com nossos atendimentos”, reforça a secretária.

Para a coordenadora do Creg, Roberta Mara, o propósito da capacitação é suprir as carências de conhecimento e termos, além de saber do que há de instrumento legal para atender o segmento específico. “Sabemos da dificuldade em direcionar, pois não há equipamento público específico para atender a demanda trans”, explica a coordenadora. “Mas mesmo que incipiente o momento foi de valia acerca do que há de conquista e também para sabermos das terminologias, logo trabalhamos com gênero”, finaliza.

Foto: Divulgação (SPMP)

Abertas as inscrições do Prêmio Teresa Cristina para empresas privadas

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres – SMPM, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEMDEC, abrem as inscrições do “Prêmio Teresa Cristina – Práticas inovadoras, que promovam a inserção, permanência e a valorização da mulher no mercado de trabalho”. A premiação foi instituída por meio do Decreto nº 22.223, de 14 de março de 2022 e publicado no Diário Oficial do Município nº 3.231, de 15 de março de 2022.

A 1ª Edição do Prêmio Teresa Cristina tem por objetivo conhecer e incentivar práticas inovadoras relacionadas às políticas públicas para mulheres desenvolvidas por empresa públicas e privadas, no âmbito da cidade de Teresina e levará em conta as empresas públicas e privadas que possuam práticas e desenvolvam programas que assegurem os direitos humanos das mulheres e promovam a equidade de gênero no ambiente de trabalho.

Anualmente, o prêmio será concedido a todas as empresas entre micro, pequenas, médias e grandes empresas que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero.

As inscrições para o prêmio são gratuitas e deverão ser realizadas no período de 01 de abril de 2022 a 01 de maio de 2022, de forma on-line por meio de ficha de inscrição. A lista das empresas e instituições selecionadas para receber o prêmio será apresentada ao público, em agosto de 2022, com premiação entregue durante programação em alusão ao aniversário de Teresina.

As inscrições para o prêmio seguem até às 23h59 do dia 1° de maio de 2021.

INSCRIÇÕES NO LINK ABAIXO: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScsZQIAt_9jBGjhoaWh_Duht0RhSbOmsG39OfKz9zlVckfkgg/viewform

Quem foi Teresa Cristina?

Uma grande mulher, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina.

Religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas. Assim se caracterizou Teresa Cristina. Com um legado de herança no amor e respeito ao próximo, as mulheres teresinenses também herdaram força da imperatriz Cristina.

Foto: Divulgação (SMPM)

CREG comemora 7 anos de funcionamento com entrega de moradias às mulheres em situação de violência

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), comemorou sete anos com um café da manhã, nesta quinta feira (31).
O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 e 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional.

“Queremos dar essa visibilidade enquanto política pública para mulher. Quando falamos em atender mulheres para empoderá-las, é buscar um atendimento transversal das políticas públicas, incluindo habitação, inclusão produtiva, inclusão no mercado de trabalho, preparando-as para a vida profissional.

A Secretária da Mulher comemorou o aniversário do CREG dando um destaque a política habitacional. O Creg conseguiu inserir àquelas que necessitavam de uma moradia. São mulheres que estão vinculadas aos serviços prestados pelo Centro de Referência, pois, tendo em vista a dificuldade de romper com o ciclo de violência pela falta de moradias. No total, foram 21 mulheres contempladas. “Contamos para isso, com uma parceria com a SEMDUH”, explica a Coordenadora do CREG, Roberta Mara.

“Temos feito um trabalho para retirar as mulheres em situação de violência. Temos o florescer, que acolhe mulheres vulneráveis, onde procuramos identificar aquelas que sofrem violência doméstica e assim fazemos essa articulação com o CREG.

A Secretaria da Mulher, trabalha em parceria para articular as demais secretarias. “Nosso papel é desburocratizar para que mulheres possam ser contempladas também com o programa de habitação, e para isso, a mulher precisa estar inserida junto ao CREG, explica a Secretaria Municipal da Mulher, Karla Berger.

Dentre as mulheres contempladas, Maria Julia*, que tem 31 anos e é mãe de uma menina. “ Essa é uma grande oportunidade que o CREG me proporcionou desde o primeiro momento que cheguei aqui. Sempre fui muito bem acolhida. Foi aqui que consegui melhorar da depressão que sofria. Pude contar com o apoio de todos que fazem esse centro de referência. Receber minha própria moradia, é um grande presente”, afirma.

Lúcia Santos* é mãe de duas filhas e foi contemplada com uma moradia através do projeto de habitação tendo o CREG como ponte para conseguir receber sua casa. “ Depois que conheci os serviços oferecidos pelo CREG, mudei a minha vida. Antes eu morava de aluguel, e hoje eu fico feliz em ter minha própria casa”, conclui.

Sobre a Lei:

A Lei Municipal dispõe que essas mulheres em situação de violência que estejam em situação de medida protetiva, bem como aquela que esteja em processo de acompanhamento em espaços especializados de atendimento à mulher, tenham prioridade nos programas habitacionais implementados ou desenvolvidos pelo poder público municipal.

Para o cumprimento do dispositivo legal fica instituído que deve ser reservado o percentual mínimo de 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das personagens

Prefeitura de Teresina lança 1ª edição do Prêmio Teresa Cristina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), lançam na noite de quinta-feira (31), a primeira edição do “Prêmio Teresa Cristina” que foi criado pelo Decreto nº 22.223, 14 de março de 2022. O prêmio visa ressaltar a importância da equidade de gênero e da autonomia social e econômica das mulheres. A solenidade de lançamento ocorre às 19h no teatro do Sesc Cultural, bairro Noivos, zona Leste.

Considerando a realidade de desigualdade entre homens e mulheres no âmbito do emprego, o prêmio objetiva incentivar e reconhecer, as práticas desenvolvidas por empresas privadas, instituições públicas em Teresina, que corroborem para inserção, permanência e valorização de mulheres no mercado de trabalho formal. A certificação será concedida anualmente.

No mês da mulher, o lançamento do prêmio traz o nome de Teresa Cristina. Uma grande mulher, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina. Religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas. Assim se caracterizou Teresa Cristina.  Com um legado de herança no amor e respeito ao próximo, as mulheres teresinenses também herdaram força da imperatriz Cristina.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Teresina, com uma população estimada de 871.126 habitantes, 53,25% da população é feminina, de acordo com o último censo. Nesse reflexo, pesquisa da rede LinkedIn revelou em 2021 que as mulheres no Brasil ainda ocupam poucos cargos de liderança e recebem remunerações menores que os homens ocupando os mesmos postos. O exemplo para mudar essa realidade está na inserção de mais mulheres nos ambientes de trabalho.

Com o “Prêmio Teresa Cristina”, a Prefeitura Municipal assegura a igualdade para as mulheres. Esse é mais um compromisso assumido pela gestão para dar cumprimento em 2022 a um maior número de atividades inclusivas destinadas as teresinenses. Ele será concedido a todas as empresas entre micro, pequenas, médias e grandes empresas que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero.

As inscrições para o prêmio são gratuitas e deverão ser realizadas no período de 01 de abril de 2022 a 01 de maio de 2022, de forma on-line por meio de ficha de inscrição. O edital do prêmio será lançado na noite do dia 31 de março.  A lista das empresas e instituições selecionadas para receber o prêmio será apresentada ao público, em agosto de 2022, com premiação entregue durante programação em alusão ao aniversário de Teresina.

Mulheres em situação de rua recebem serviços e participam de roda de conversa da SMPM

A equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), levou na manhã de terça-feira (29), uma roda de conversa sobre os serviços oferecidos pela Secretaria, para mulheres que vivem em situação de rua atendidas pelo Centro POP, da Prefeitura de Teresina. Além disso, foram doados roupas, calçados e kits com absorventes e preservativos.

Foto: Ascom SMPM

Na ação, ao todo 28 kits foram distribuídos, somado a isso ouve um momento de escuta dessas mulheres. “O intuito é apresentar os serviços da secretaria da mulher. Muitas dessas mulheres, por viverem nas ruas, acabam naturalizando o processo da violência, e resolvemos explicar os tipos de violência e como elas podem buscar os mecanismos de apoio com o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg)”, relatou Danyela Batista, do apoio técnico da articulação da SMPM.

O encontro também proporcionou informação e cuidados com a saúde da mulher. “Foi mais uma troca de experiências, aproveitamos o momento para falar e prevenir a pobreza menstrual, onde disponibilizamos absorventes para essas mulheres que muitas vezes não têm condição de adquirir com recursos próprios”, frisou Danyela Batista.

Mulheres podem procurar serviços

A secretária da Mulher, Karla Berger, destaca que a Prefeitura de Teresina junto com a SMPM possui serviços específicos para atender mulheres que possam estar em situação de violência na Capital, e um deles é o Creg.

“Contamos com o Creg que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica”, destaca Karla. “As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço que fica no Centro de Teresina”, complementa a secretária.

SMPM dialoga com homens acompanhados pelo projeto Reeducar do MPPI

O projeto é constituído por grupos de homens em processos judiciais, envolvidos no cenário de violência contra as mulheres Fotos(Ascom/SMPM)

A Secretaria da Mulher e a 10ª Promotoria de Justiça de Teresina realizaram, na manhã desta terça-feira, 29, roda de conversa com a quinta turma do projeto Reeducar, que acompanha homens envolvidos no contexto da violência doméstica contra a mulher. O encontro ocorreu na sede do Ministério Público do Piauí (MPPI), na zona Leste de Teresina.

O projeto é constituído por grupos de homens em processos judiciais, envolvidos no cenário de violência contra as mulheres e tem o intuito de sensibilizá-los quanto ao reconhecimento do ato.

Este é o oitavo encontro do módulo, onde cerca de dez homens participaram. O técnico Marcus Magalhães, do núcleo de Planejamento, da secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina (SMPM), debateu o tema sobre masculinidade. Os participantes receberam um laço branco como ato de empatia e tolerância no enfrentamento a qualquer violência ao público feminino. A origem da Campanha Laço Branco surgiu no Canadá.

“A proposta do Reeducar é desconstruir essa cultura machista e levar aos participantes a não reincidência no comprometimento de situações de violência”, comentou a promotora de justiça Amparo Paz, titular da 10ª Promotoria de Justiça de Teresina, coordenadora do projeto.

A psicóloga e assessora de promotoria do MPPI, Cynara Veras, explica que, no decorrer do ano, ocorrem nove encontros onde a equipe multidisciplinar do projeto, em parceria com outras instituições e órgãos, abordam diversos temas o que têm contribuindo para o grupo. A primeira turma do projeto iniciou suas atividades em outubro de 2016. “Trabalho as diferentes experiências que eles vivem para garantir que as mulheres não sejam violentadas”, conta.

Thatyana Lima, do Núcleo de enfrentamento da SMPM, conta que um dos objetivos é fazer com que os homens que participaram da iniciativa não voltem a se envolver em contextos de violência doméstica ou familiar.

O projeto Reeducar conta com a parceria da Campanha Brasileira Laço Branco, que vem sendo desenvolvida pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Secretaria da Mulher visita instalações da Casa da Mulher Brasileira no Mato Grosso do Sul

Uma comitiva com membros da Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e da Procuradoria Geral do Município (PGM) conheceram a primeira Casa da Mulher Brasileira implantado na cidade de Campo Grande – MS que é referência para o Brasil como exemplo de política pública no enfrentamento à violência contra as mulheres.

A viagem teve o objetivo conhecer o equipamento e seu funcionamento. Na oportunidade, a técnica Marcia Paulino, servidora da prefeitura, coordenadora de ações temáticas da SEMU, Subsecretaria da Mulher de Campo Grande, disponibilizou dados, documentos, protocolos de serviço da casa, além de apresentar o fluxo de funcionamento e o sistema IRIS de comunicação integrado e informatizado, um dos pontos fortes e de destaque da Casa.

Thatyana Bernardes, do núcleo de enfrentamento da SMPM, representou a Secretária da Mulher, Karla Berger. Na ocasião, a técnica participou da visitação do presidente do TJ-PI desembargador Oliveira, juntamente com a juíza Keilla Ranielly e o juiz Rodrigo Tolentino, além do procurador Aurélio Lobão.

Como o exemplo adotado de Campo Grande, Teresina irá contar com esse mesmo equipamento que será edificado pelo governo federal e mantido pela prefeitura municipal de Teresina, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, com o apoio primordial do Poder Judiciário e demais atores do sistema de proteção como a Defensoria, Secretaria de Segurança e órgãos de Assistência Social.

“Seremos o sétimo estado e é um projeto muito bonito. Nós precisamos muito desse espaço para acolher, apoiar e dar suporte às mulheres da nossa cidade”, destaca. Estamos ao lado do prefeito Dr. Pessoa para buscar um diálogo mais direto com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para alavancar o projeto”, explica a secretária Karla Berger.

Atualmente, a Casa da Mulher Brasileira está implantada em seis capitais: Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Fortaleza, São Luís e Boa Vista.

SMPM inicia projeto de atendimento odontológico para mulheres em situação de violência e vulnerabilidade

Tornar as pessoas mais felizes através do autocuidado. Essa é a proposta do Projeto “Sorriso a curva mais bonita do corpo”, que a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria com a rede de clínicas odontológicas Coife Odonto Teresina iniciaram na manhã desta sexta-feira (26). Os atendimentos odontológicos beneficiaram, primeiramente, as mulheres em situação de violência acolhidas pelos Centro de Referência Esperança Garcia- CREG.

As assistidas receberam os serviços clínicos voltados para a promoção da saúde, com ações para prevenir doenças bucais na sede da rede no Centro. “Estou em busca, a cada dia, de melhorias para nosso serviço e sinto-me feliz por ajudar a levantar a autoestima, proporcionando qualidade de vida para as nossas mulheres”, afirma a secretária da Mulher, Karla Berger.

O gerente administrativo da Coife Odonto, Jonathan Emanuel, explica que a rede de franqueados disponibilizará profissionais para realizarem os procedimentos de avaliação inicial, aplicação de flúor e higienização. Para ele, quem participa do programa, não só receberam o seu sorriso de volta, mais sua autoestima, a vontade de voltar a vida.

“Essa ação faz muito bem e sempre estamos promovendo esse tipo de atendimento tanto nos bairros como no interior. Temos seis franqueados, sendo cinco em Teresina e uma no Maranhão”, justificou.

“Nós mulheres que somos vítimas de violência doméstica, quanto mais tivermos profissionais com esse olhar de cuidado, nos sentiremos amparadas”, relatou Rosana Freitas* que há oito meses é atendida no CREG.

Os serviços clínicos serão disponibilizados também nas quatro unidades do serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses, atingindo cerca de 500 mulheres.

A coordenadora de monitoramento dos Florescer, Caroline Leal reforça que os atendimentos de aplicação de flúor também serão estendidos para todos os filhos das assistidas nos serviços. “Caso a mulher necessite fazer procedimentos após essa avaliação, a empresa irá fornecer um valor diferenciado para ela que está em situação de vulnerabilidade ou enfrentando alguma situação de violência”.

O cronograma dos atendimentos odontológicos segue sendo realizados das 8 às 12h nas sedes do Florescer Norte nos dias: 29/03, Salobro: 30/03, Sudeste: 31/03 e Sul: 01/04.

*Nome fictício no intuito de preservar a imagem da assistida no CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)

 

Florescer Sul abre serviço com ações integrativas para mulheres em situação de vulnerabilidade

Mulheres atendidas pela nova unidade e moradoras da região participaram da atividade Fotos(Ascom/SMPM)

A recém-inaugurada sede do Florescer Sul, na Vila Santa Rita, bairro Promorar, zona Sul de Teresina, realizou, nesta quinta-feira (24), atividade de abertura do serviço com ação integrada com o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foram executadas rodas de conversas sobre os serviços jurídicos, assistência social e direitos da mulher para as assistidas do local.

Cerca de 40 mulheres atendidas pela nova unidade e moradoras da região participaram da atividade com a psicóloga do CREG, Tanandra Calaça, que abordou o tema “Violência psicológica e direitos das mulheres”. O encontro também levou informações sobre como as mulheres podem pedir ajuda nos mecanismos de atendimento do CREG.

“Há menos de um mês que inauguramos o Florescer Sul e estamos com várias mulheres sendo atendidas e inscritas aqui”, destaca a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, presente na abertura. “Não é fácil conviver com violência, queremos, por meio dos serviços da secretaria da Mulher, fortalecer a nossa união e, ao mesmo tempo, acolher mulheres para transformar Teresina numa capital mais segura”, reforça a secretária.

Na ocasião, algumas mulheres relataram sobre suas experiências pessoais. É o caso da moradora da Vila Santa Rita, Karla Denny. Para ela, muitas mulheres na região passam por diversas violências – psicológica, moral e patrimonial.

“É uma ação essencial do serviço para informar as mulheres como elas podem ser ajudadas, além disso, a comunidade estava necessitando do Florescer”, conta.

Conforme ressalta a coordenadora do Florescer Sul, Iara Carvalho, um dos objetivos é o enfoque no gênero feminino. “Hoje marca nosso primeiro encontro e nosso objetivo é trazer essas mulheres para dentro do serviço fazendo com que elas se sintam empoderadas e elevem sua autoestima”, reforça Iara Carvalho

O Florescer Sul conta com todos os equipamentos necessários pensados para crianças e as mulheres, com banheiros, playground, uma praça, cozinha, amplas salas. O espaço voltado para elas também oferece informação, assistência jurídica, psicológica, integração social e lazer.

Dentro do serviço, estão sendo elaborados cursos profissionalizantes para que as mulheres possam ser inseridas no mercado de trabalho. As inscrições continuam abertas e seguem até o preenchimento das vagas para mulheres e seus filhos, de um a dois anos e 11 meses.

As ações integrativas já ocorreram nas outras três sedes do Florescer, no dia 15 de março, no bairro Matadouro, no Salobro (zona Rural), no dia 17 e no dia 22, na sede do bairro Alto da Ressurreição.

Rede de atendimento

A Prefeitura de Teresina mantém o Serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade e seus filhos entre 1 ano a 2 anos e onze meses de idade em Teresina. Ao todo são quatro unidades em Teresina. Na sede são desenvolvidas ações que promovem a qualificação profissional, empoderamento feminino, além de estimular o desenvolvimento psicossocial para crianças.

O CREG atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. O Centro está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 8h às 17h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.