SMPM promove reunião para traçar medidas de enfrentamento à violência durante pandemia

Nesta sexta-feira (08), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), realizou reunião virtual com o intuito de planejar atuações de enfrentamento à violência contra as mulheres durante o período de isolamento social, juntamente com as instituições de defesa da mulher do município e do estado.

A secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, conduziu a reunião, que teve a participação da coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres, Zenaide Lustosa; delegada de Polícia Civil, Bruna Verena; defensora pública do Piauí, Lia Medeiros; e demais representantes de órgãos como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Conselho Municipal dos Direitos para as Mulheres e Centro de Referência Francisca Trindade, dentre outros.

“Esse encontro faz parte do conjunto de atuações do projeto ‘balançando a rede’, que tem como principal objetivo fortalecer o atendimento às mulheres nesse período de pandemia, além de traçar estratégias para reforçar esse fluxo. O momento serviu também para que as instituições falassem sobre o atendimento realizado em cada espaço e como está sendo essa experiência, mostrando assim o que está acontecendo em cada órgão”, explicou a secretária.

Entre os assuntos discutidos no encontro virtual, o destaque foi o aumento significativo no registro de denúncias e solicitações de atendimento às mulheres vítimas de violência durante o período de isolamento social. Segundo a representante do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar do MP-PI (NUPEVID), Amparo Sousa Paz, houve um aumento de 32% no registro de denúncias do aplicativo Salve Maria, plataforma virtual de denúncias anônimas.

“É um aumento significativo, por isso, a partir dessas denúncias, estamos atuando com agilidade e rapidez para atender essas mulheres. Lançamos a campanha contra o feminicídio em Teresina, justamente tentando chamar atenção sobre a importância das mulheres denunciarem, para que não termine em um feminicídio. É importante trabalhar na divulgação de toda essa rede de combate à violência, Centro de Referência, Delegacia, Salve Maria, temos que trabalhar todos eles”, enfatizou a Promotora de Justiça.

Segundo a Delegada de Polícia Civil, Bruna Verena, durante o período de isolamento social, houve uma redução de 50% no número de registros de Boletins de Ocorrência (BO), que ocorre de forma presencial. Devido as recomendações de isolamento, e considerando que o alerta interferiu diretamente nos registros presenciais, a Polícia Civil decidiu viabilizar as denúncias de forma virtual, que podem ser feitas pelo site: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php.

Foram pontuados também, entre as medidas de enfrentamento à violência adotadas no período de isolamento, a ampliação dos horários de atendimento pelos órgãos competentes, divulgação dos canais de denúncias e atendimento com cartazes em pontos estratégicos como supermercados e farmácias, a ampliação das estratégias de acolhimento às mulheres vítimas de violência no distanciamento social com o agressor.

Ainda durante a reunião virtual, foi marcado um novo encontro com instituições que trabalham no enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí, para a preparação de novas pautas e medidas adotados para o período de pandemia. O próximo encontro virtual deve acontecer na próxima quinta-feira (14), com horário a definir.

Nota de repúdio ao apresentador Beto Rêgo

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher vem por meio desta nota, expressar profundo repúdio a fala e a postura do jornalista BETO REGO que se utilizando do seu lugar de fala, de formador de opinião, manifestou hoje uma prática nefasta, que caracteriza nossa sociedade, que é o “MACHISMO” de todos os dias, desrespeitando e reduzindo às mulheres a objeto de satisfação masculina, denegrindo, portanto, não só as atuais mulheres, mas toda uma legião de pessoas que há décadas vem lutando pelos direitos femininos e por sua real efetividade.

Saiba que fomos à luta pela liberdade de ser gente, antes mesmo de sermos mulheres. Crescemos tanto que já não cabemos numa cozinha, atrás de panelas. Hoje, ser mulher não é mais seguir a receita da família, e isso assusta os homens. Vivemos num país em que o machismo é estrutural, exemplos temos vários, são cotidianos, dentro das mais diversas instituições, de políticos e cantores famosos a jogadores de futebol.

Chegamos à triste conclusão de que o machismo que constrói essa sociedade e que usa do seu poder para diminuir as mulheres não mudou. Machismo esse que depende da agressividade e da audácia, que muitas vezes se expressa através da força e da violência como forma de resolver conflitos e assegurar sua tal “superioridade” masculina, propagada há séculos pelo patriarcalismo. Estas infelizes colocações, como as de hoje, nos mostram o quanto nosso trabalho é necessário e o quanto ainda temos a fazer, afinal, as mudanças culturais, construções de novas masculinidades e a desnaturalização da violência de gênero contra as mulheres é um sonho ainda distante, mas que nos move e nos dá forças para seguirmos adiante. Por fim, concluímos com uma citação de Chimamanda Adiche (2014) “(…)a cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da cultura, então temos que mudar nossa cultura”.

Desta forma, a secretaria municipal de políticas públicas para mulheres e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher repudiam e rechaçam este tipo de comunicação violenta e ofensiva contra as mulheres e considera o machismo um deprimente instrumento inibidor para que as mulheres alcancem seus espaços sociais e profissionais. Não podemos nos calar! Esperamos tratativa, e respeito!

Ratificamos as demais notas em apoio ao nosso protesto:

É uma cena reprovável de desrespeito e violência contra as mulheres! Um ato machista e que fere os princípios da comunicação.

Em uma sociedade patriarcal e marcada pelas desigualdades de gênero, é lamentável que um canal de televisão reproduza a voz de um apresentador que replica a violência contra as mulheres de forma tão debochada, indo na contra mão da luta dos Direitos Humanos, de forma especial da luta dos movimentos feministas.

Repudiamos veementemente tal postura e esperamos uma posição pública da TV Antena 10 e retratação do apresentador.

Vivenciamos mundialmente um cenário difícil de fragilização da vida humana com o COVID-19, onde o índice de violência contra as mulheres tem aumentado e onde fatos como esses, não nos permite silenciar!

Por uma imprensa livre, sempre. Mas, sobretudo por uma comunicação que cumpra os princípios éticos. Por uma programação que valorize e respeite as mulheres em sua dignidade humana!

#Mexeucomumamexeucomtodas

#MulheresUnidas

#BastadeViolência

 

Empreendedorismo responsável e resiliência em tempos de crise são temas de live que acontece amanhã (08)

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da sociedade. O cenário econômico também foi afetado perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas precisam se reinventar para driblar esse momento difícil.

Para falar mais do assunto, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) promove nesta sexta-feira (08), a partir das 17h, uma live no instagram @smpmteresina com o tema: “Empreendedorismo responsável e resiliência em tempos de crise”. O diálogo virtual contará com a participação da Analista em Gestão Pública, Ana Régia Nolêto e da empreendedora, Drika Borges.

“Na oportunidade estaremos em um diálogo com a Drika Borges, empreendedora da nossa capital, que diante do cenário complicado que estamos passando viu a necessidade de se reinventar para dar continuidade em suas vendas. Ela vai falar também um pouco mais das estratégias adotadas para a efetividade dessas vendas. Queremos assim, mostrar para outras mulheres que mesmo diante do momento difícil que estamos passando é possível resistir”, pontua a Analista.

Drika Borges, como é popularmente conhecida, é formada em artes visuais, é arte educadora, artista, artesã e se define como afroempreendedora. A mesma trabalha há quatro anos com a venda de bonecas de pano negras e costuras criativas.

“Como já trabalho há quatro anos com a venda de bonecas de pano negras e também costuras criativas, percebi que nesse período tive uma baixa nas vendas. Diante disso, senti a necessidade de me reinventar, foi quando pensei, geralmente as crianças têm uma certa dificuldade em usar máscaras, e como um incentivo eu fiz a boneca e junto vão máscaras, que além de ser mais um estímulo para o uso da máscara vai ser também o atrativo durante o dia para essa criança, que está passando a maior parte do tempo em casa. Foi algo que apostei e que tem dado certo”, esclarece a afroempreendedora.

Ainda, segundo ela a sua boneca trabalha também o empoderamento de meninas.  “Muitas das crianças que adquirem essa bonecas, começam a se reconhecer, reconhecer suas características e se aceitar sempre mais o que ajuda em uma autoestima atual e futura ”, finaliza.

SMPM promove live para debater desigualdade de gênero e masculinidade nesta quinta (30)

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) promove nesta quinta-feira (30), a partir das 11h, uma live no instagram @smpmteresina para debater as desigualdades de gênero e masculinidades em tempo de pandemia. O diálogo virtual contará com a participação da gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, e do Mestre em sociologia, Weriquis Sales.

A atividade faz parte do projeto #TeresinaParaElas, iniciativa que busca executar ações estratégicas direcionadas ao público feminino durante o período de pandemia, tais como promoção de debates, divulgações de conteúdos informativos, preventivos, de entretenimento, dentre outros.

Segundo o sociólogo, Weriquis Sales, o diálogo virtual serve para desconstruir conceitos sobre a masculinidade e desigualdades de gênero, que legitimam práticas de violência contra as mulheres, e também discutir os agravantes desse problema social em tempos de pandemia.

“A masculinidade, que historicamente tem espaço externo ao lar, o seu espaço de domínio, agora é levado a vivenciar incisivamente o espaço doméstico. Existem várias nuances desse problema que podem ser analisadas, como por exemplo, como isso impacta o mercado de trabalho, acentua a violência sofrida pelas mulheres, nesse último quesito, pensar que tipo de masculinidade legitima essas práticas de violências é essencial para combatê-la”, afirma o sociólogo.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, é importante entender porque existe essa violência e onde ela inicia, compreendendo assim suas razões e motivações.

“Sabemos que essa masculinidade tóxica, essa formação masculina que se exige do homem, com agressividade e virilidade, acaba trazendo problemas graves à sociedade. Então vamos debater esses assuntos, tentando entender como a gente pode desnaturalizar esses processos dentro da sociedade, precisamos dialogar para que se forme uma nova cultura a partir disso”, finaliza a gerente.

Centro atende 24 novos casos de mulheres vítimas de violência durante isolamento

Em meio a intensa crise mundial causada pelo avanço do novo coronavírus, o problema de saúde pública ainda pode trazer maiores agravantes para a população, sobretudo para as mulheres. Devido ao aumento no número de casos de violência nesse período, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que os países investissem “em serviços online e em organizações da sociedade civil” para prevenir e combater a violência de gênero durante a pandemia.

Em Teresina, desde o período de isolamento, que começou ainda no mês de março, o Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atendeu 24 novos casos de mulheres vítimas de violência através do atendimento remoto. Das mulheres que já eram acompanhadas pela unidade, 19 delas também entraram em contato nesse período para pedir orientações e suporte psicológico, chegando assim ao total de 43 atendimentos durante um mês de isolamento.

Entre os casos notificados, foram realizadas orientações no âmbito jurídico para procedimentos de partilha de bens nos casos de separação, atendimento psicológico devido à fragilidade emocional, orientações sobre descumprimento de medida protetiva, informações sobre a rede de atendimento para denúncias, dentre outros.

Também houveram casos de mulheres que buscavam orientações, não se colocando como vítimas, mas sim com o objetivo de ajudar outras mulheres que conheciam, e que segundo elas, estão sofrendo algum tipo de violência.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o número de casos notificados pelo Centro de Referência durante a pandemia reflete o cenário de isolamento que estamos vivendo devido a permanência constante de mulheres no ambiente doméstico.

“Nesse período as mulheres estão em isolamento, então esse ciclo de violência que já existia pode se acentuar ainda mais. E a gente vem percebendo um aumento no número de mulheres que procuram o Centro de Referência, que é um canal de orientação, que está realizando sua função nesse momento, oferecendo todo suporte a essas mulheres”, destacou a gerente.

Para notificações formais de denúncias, as mulheres vítimas de violência devem recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que se configura como principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar a Delegacia da Mulher das regiões Centro Sul, Sudeste e Norte pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, de segunda a sexta, das 08h às 14h.

Economia criativa será tema de live promovida pela Secretaria da Mulher nesta sexta (24)

Nesta sexta-feira (24), a partir das 11h, será realizada uma live com transmissão no instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina) para debater a economia criativa e ações adotadas pela Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST durante o período de isolamento social. O debate virtual contará com a participação da gerente de articulação e transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, e da secretária executiva da SEMEST, Jacqueline Freitas.

Segundo Adriana Carvalho, o momento serve como um canal de diálogo para a divulgação dos serviços das secretarias municipais, esclarecendo como eles impactam a vida da população nesse cenário de pandemia.

“Precisamos divulgar as ações que estão sendo realizadas nesse momento. A representante da SEMEST também é uma representante da Câmara Técnica, espaço de gestão da Secretaria da Mulher. Ela faz esse trabalho de interseção com outras secretarias para estar alinhando e divulgando os serviços. É muito importante debater sobre a dinâmica desses serviços nesse momento, a população precisa saber”, esclarece a gerente.

Segundo a secretária Executiva da SEMEST, Jacqueline Freitas, entre as ações adotadas pelo órgão para o período de pandemia, destaca-se a articulação feita com Fundação Municipal de Saúde (FMS) para confecção de 70 mil kits de Equipamento de Proteção Individual – EPIs e 1000 viseiras. Ao todo, serão produzidas máscaras, toucas, viseiras, aventais, dentre outros equipamento de suporte para equipe de profissionais da saúde. A mão de obra utilizada para confecção do material será de costureiras e trabalhadoras autônomas contratadas pela FMS.

“Os empreendimentos ligados a SEMEST ficarão responsáveis por essa produção em massa para atender essa demanda urgente das equipes de saúde. Todos esses pontos serão debatidos durante o diálogo virtual, vamos esclarecer como essa articulação está sendo feita e como serão as diretrizes nos próximos dias. Também vamos falar sobre economia e ações nesse momento de crise, orientações ao público do pequeno negócio, formas de utilizar melhor as redes sociais”, finaliza a secretária executiva.

Teresina Solidária: Equipes do Amor de Tia auxiliam na distribuição de cestas básicas para comunidades

A equipe do Amor de Tia Sudeste, em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), está auxiliando na entrega de cestas básicas para famílias que se inscreveram no “Teresina Solidária”, projeto da Prefeitura de Teresina para ajudar famílias carentes durante o período de isolamento.

Nesta quarta-feira (22), a equipe do Amor de Tia Sudeste realiza as entregas das 13h às 16:30h da tarde, na sede do serviço, que fica localizada na Rua Santa Luzia, no bairro Alto da Ressurreição. No Amor de Tia Norte, a equipe também está auxiliando no projeto, mas ainda aguarda demais orientações para a articulação de entrega das cestas na unidade.

Segundo a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, nesse auxílio prestado pelos profissionais na própria unidade, a equipe está tomando também todos os cuidados de prevenção contra o coronavírus durante a ação solidária, fazendo a higienização correta das mãos e utilizando máscaras de proteção.

“Nem mesmo no ferido paramos. Ontem, realizamos 158 entregas de cestas básicas e hoje a expectativa é que esse número aumente. A entrega dessas cestas vem de um projeto da Prefeitura, por isso estamos orientando e monitorando também para que as mães do Amor de Tia façam sua inscrição para receberem esse benefício”, destacou a coordenadora.

Teresina Solidária

O projeto da Prefeitura de Teresina já entregou cerca de 4.302 cestas básicas para trabalhadores autônomos de baixa renda da capital que estão sem trabalhar durante o período de isolamento social. O projeto recebe doações de pessoas que se solidarizaram com a causa e estão realizando as doações.

Foram mais de 28 mil cadastros em toda a cidade para o recebimento do benefício. As doações ao Teresina Solidária podem ser realizadas nas contas do Banco do Brasil – Agência: 3791-5 Conta: 9854-0, disponibilizada pela Semcaspi, ou através da Caixa Econômica Federal – Agência:1689 Conta: 71084-9 Operação: 006.

#TeresinaParaElas: Estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher no período da pandemia do Covid-19

A violência de gênero é uma violação dos direitos humanos que diz respeito a toda a sociedade e que a cada ano tira a vida de milhares de mulheres em todo o mundo. Em tempos de isolamento social e intensificação do convívio familiar, mulheres e meninas encontram-se mais vulneráveis à violência doméstica e familiar. A gravidade da violência contra mulheres e meninas em período de emergência humanitária causada pelo COVID-19 torna-se mais evidente quando se registra o aumento na busca pelos serviços da rede de enfrentamento à violência e garantia de direitos em Teresina. O município registrou aumento exponencial nas situações relatadas de violência de gênero. Nesse contexto, é fundamental compreender como as mudanças na dinâmica cotidiana acentuam as relações de gênero desiguais, no espaço domiciliar, considerando os principais fatores de risco e de proteção e, assim, repensar as estratégias possíveis e cabíveis para este período.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina, como órgão competente para preservar a integridade das mulheres e promover ferramentas que garantam uma vida livre de violência, está atuando de forma estratégica conforme os seguintes eixos de atuação:

  • Divulgação de orientações às mulheres através de diferentes meios de comunicação;
  • Execução de serviços direcionados ao enfrentamento à violência de gênero;
  • Articulação intersetorial e transversalidade

Com bases nesses eixos, são propostas uma série de ações e programas específicos para enfrentar situações críticas de violência por razões de gênero, conforme descritos a seguir:

1.      Ampla divulgação dos canais de comunicação junto aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e de informações direcionadas sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica; saúde mental e cuidados na pandemia; o isolamento social e o aumento da violência doméstica contra a mulher, dentre outros. Para tal, utiliza-se de conteúdo diferente de acordo com o veículo de comunicação, a saber:

 a) Redes Sociais: Canal de comunicação para divulgar posts e vídeos, informativos, preventivos, interativos e de Divulgação de palestras realizadas ao vivo nas redes sociais, uma vez por semana, para dialogar sobre temáticas relacionadas a gênero, os canais de denúncias às mulheres vítimas de violência doméstica, além do fortalecimento para a prática da denúncia. Cada vídeo contará com a participação de um órgão da rede de atendimento à mulher em situação de violência, tais como, Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia da Mulher e Centro de Referência Esperança Garcia.

b) Whatsapp: aplicativo utilizado com o objetivo de repasse rápido posts, mensagens e áudios informativos relacionados com o momento atual e com ações desenvolvidas pela secretaria, tais como o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica.

c) Site e aplicativo Colab: Ferramentas utilizadas para divulgar ações, atividades e dados relacionados à secretaria, ambos desenvolvidos durante o período de isolamento através de releases e assim pautar a imprensa.

d) Rádio: utilizada para divulgação de áudios informativos realizados por profissionais da SMPM e da rede de atendimento à mulher em situação de violência e demais públicos.

e) TV: Espaço de divulgação em massa das ações da Secretaria desenvolvidas no período de isolamento social

2.      Ações diretas de enfrentamento à violência:

 a) Oferta de Atendimento Psicossocial e Jurídico, com a realização de escuta especializada, encaminhamentos e orientações para as mulheres em situação de violência por meio de teleatendimento realizado pela equipe de multiprofissionais do Centro de Referência a Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (86 99416-9451);

b) Desenvolvimento da Campanha #emdefesadelas, direcionada para a divulgação do canal de comunicação do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia, junto aos estabelecimentos e serviços considerados essenciais;

c) Desenvolvimento do Projeto Dialogando, por meio das redes sociais, debatendo os temas relativos à masculinidade, relações humanas, empatia, cuidado familiar entre outros temas que promovam a reflexão sobre equidade entre homens e mulheres;

d) Fomento junto às unidades dos Serviços de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, a criação de áudio e vídeo com contação de histórias e brincadeiras para as mulheres e crianças;

e) Promoção da ação “Elas se cuidam”, por meio de vídeos, ensinando exercício e técnicas para o bem-estar das mulheres;

f) Articulação junto à rede de garantia de direitos para seguimento de acompanhamentos e orientações às mulheres sobre a situação de funcionamento dos mesmos (Tribunal de Justiça, Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público).

3.      Articulação intersetorial e transversalidade:

a) Promoção da autonomia econômica com a articulação para a realização de curso online para mulheres;

b) Articulação com as empresas promotoras de igualdade de gênero de Teresina que foram certificadas com o selo Dona Saló para divulgação de mídias digitais com a campanha #emdefesadelas;

c) Articulação com as Secretarias Municipais que fazem parte da Câmara Técnica de Gestão, para identificar as ações que estão sendo executadas neste período de quarentena a fim de fomentar a divulgação das mesmas;

d) Articulação com as entidades do Projeto Balançando a Rede para verificar como está sendo feito o atendimento e acolhimento das mulheres que vivem em situação de violência, divulgando o fluxo de atendimento de cada órgão no período do isolamento;

e) Realização de diálogos junto à rede de atendimento à mulher em situação violência nas redes sociais através de vídeos ao vivo;

f) Articulação com o Conselho Municipal de Direitos Das Mulheres (CMDM), para análise e planejamento de ações que podem ser desempenhadas pelas OG´s e ONG’s visando à proteção dos direitos das mulheres neste período de isolamento

Diante dessas ações e de outras que podem surgir, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres reforça o seu compromisso contra todo tipo de violação aos direitos humanos junto às mulheres e meninas, considerando a diversidade de suas vivências de acordo com marcadores sociais de raça/etnia, classe, geração, identidade de gênero, orientação sexual, moradia, religiosidade, dentre outros. Fortalecemos o compromisso de que, seja em dias comuns ou em situação de isolamento social, as mulheres não estão sozinhas em sua luta diária contra as desigualdades nas relações de gênero. A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina está à disposição para lhes ouvir e acolher para que possamos passar por esse período juntas. Assim, seguiremos em defesa delas, de todas nós!

 

 

Violência doméstica será debatida em live promovida pela Secretaria da Mulher na sexta (17)

“Atendimento à mulher em situação de violência no período de isolamento social”. Este será o tema da live realizada no instagram da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (@smpmteresina) na sexta-feira (17), a partir das 11h. A live contará com a participação da secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Macilane Gomes, e da defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo.

O diálogo virtual faz parte de um plano de ação do projeto “Balançando a rede”, desenvolvido pela SMPM e que busca articular o atendimento e acolhimento de mulheres que estão em situação de violência nesse período de isolamento.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, no bate-papo serão destacados os serviços de atendimento às mulheres em situação de violência, como o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), e também o trabalho desempenhado pela Defensoria Pública do Piauí, evidenciando a metodologia de trabalho realizada pelos dois órgãos durante esse momento de pandemia.

“Além falar do serviço realizado pelo CREG neste momento de isolamento social, vamos trazer também a contribuição da Defensoria Pública, que é um órgão extremamente eficaz e que montou uma estratégia muito interessante para esse trabalho de enfrentamento à violência”, esclarece a secretária.

Ainda de acordo com Macilane, a live é uma forma de colocar a temática em discussão e destacar o trabalho que vem sendo realizado pela rede de atendimento à mulher em situação de violência. “Com isso, buscamos desnaturalizar a violência sofrida pelas mulheres e mostrar que existem serviços disponíveis para atendê-las”, pontua.

Para a defensora pública e coordenadora do Núcleo da Mulher, Lia Ivo, a atividade de transmissão virtual pretende ser um canal de informação para todas as mulheres, sobretudo, para as que atuam na rede de atendimento para acolher este público no período de isolamento.

“É muito importante que a gente faça chegar a todas as mulheres, que apesar de ter havido uma mudança na prestação desses serviços, eles continuam funcionando. Temos que chamar a atenção da população, enfatizar que além do problema sério que estamos vivendo, de saúde pública, também estamos enfrentando um aumento na violência que ocorre na convivência doméstica, atingindo principalmente as mulheres”, finaliza a defensora.

Profissionais debaterão em live hoje (13) isolamento social e violência doméstica

Nesta segunda-feira (13), a partir das 19h, será realizada uma live, que será transmitida de forma conjunta no Instagram @smpmteresina e @posgraduacaofar, para debater “o isolamento social e o aumento da violência doméstica”. O diálogo virtual contará com a participação da assistente social do Tribunal de Justiça do Piauí, Fernanda Ferreira, que também é professora de pós- graduação, e da gerente de enfrentamento à violência da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Lidiane Oliveira.

“Será uma oportunidade de discutir e levantar a temática para mais pessoas. Sabemos que o isolamento social acaba causando esse aumento da violência doméstica. Vamos debater sobre gênero, e é importante abordar essa temática para as pessoas entenderem porque a violência existe”, pontua Lidiane.

Ainda segundo a gerente, essa será também uma oportunidade para ressaltar como as duas instituições, Tribunal de Justiça e Secretaria da Mulher, estão desenvolvendo suas atividades nesse processo de isolamento social e como as mulheres podem acessar esses serviços.

Feminicídio em Teresina

No último fim de semana a médica Caroline Naiane Brito, de 33 anos, foi morta pelo ex-marido, caracterizando o crime de feminicídio, que é quando a mulher morre por razões da condição de sexo feminino ou em menosprezo à condição de mulher, ou ainda em situação de violência doméstica ou familiar.

“Foi um crime bárbaro. Talvez ele tenha dado alguns sinais antes, por isso é importante falar desses sinais, reconhecer que a violência existe. Sabemos que muitas vezes as mulheres silenciam esse processo de violência. Isso não pode acontecer, temos que encorajá-las a falar, a não deixar que isso chegue em situações irreversíveis”, finaliza a gerente.