SMPM dialoga com Ação Social Arquidiocesana (ASA) sobre termo de cooperação técnica

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o procurador-geral do município, Aurélio Lobão, estiveram em tratativa com o Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, na casa Episcopal, da Arquidiocese de Teresina, na manhã desta terça-feira (8), para discutir o termo de cooperação técnica do plano de trabalho da Ação Social Arquidiocesana (ASA) para o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg).

Os gestores dialogaram, especificamente, do prosseguimento da parceria entre as duas entidades. “Viemos estabelecer essa relação de parceria através do novo termo de cooperação técnica. Nós da Secretária da Mulher e a ASA estamos estreitando a execução desses serviços que prioriza as Mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirma a secretária, Karla Berger.

Conforme Aurélio Lobão, o termo atua em serviços sociais que a Prefeitura de Teresina precisa manter de atendimento às populações mais necessitadas. “A procuradoria já fez uma análise preliminar com um parecer favorável para que a parceria se concretize”, frisa o procurador-geral.

O arcebispo se externou otimista pela visita, mostrando-se grato pela parceria da ASA e a secretaria. A secretária também discutiu com o bispo ações sociais que podem ter a Arquidiocese e a SMPM atuando conjuntamente. “Vamos solicitar junto a ASA um outro termo de cooperação para que a parceria possa estar presente no novo Florescer do bairro Santa Maria da Codipi”, acrescenta Karla Berger.

A ASA é uma instituição social ligada à Igreja Católica que presta serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o espaço presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM e Semdec marcam data de lançamento da 3° Edição do Selo Doná Saló

A Secretária da Mulher, Karla Berger, se reuniu com  o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), Marcelo Eulálio, na manhã desta quinta-feira (3), para tratar questões relativas ao edital de lançamento da 3ª edição do Selo Dona Saló. Na tratativa, a comissão organizadora estabeleceu que o Edital para a submissão das inscrições do Selo será lançado em cerimônia no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

A iniciativa do “Selo Dona Saló – Empresa Promotora da Equidade de Gênero”, através da Prefeitura de Teresina, uma vez por ano, reconhece as empresas privadas de pequeno, médio e grande porte localizadas em Teresina, que promovam uma melhor atuação, programas ou ações em prol da equidade de gênero nas relações de emprego, qualidade de vida no ambiente de trabalho, ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

Destacando o objetivo do Selo – “Este é um reconhecimento para impulsionar as empresas a se preocuparem com a equidade de gênero, para garantir que haja um mercado de trabalho na nossa capital que abrace as necessidades e os direitos femininos”, afirma Karla Berger. “É um assunto de muito interesse da Prefeitura Municipal, logo, queremos chamar mais empresas  para garantir os direitos das mulheres”, acrescenta a secretária da SMPM.

Para a edição 2022 do selo, está previsto um concurso de reportagens para premiar a imprensa que produzir conteúdo de acordo com categorias presentes no edital. “Queremos alargar a premiação da categoria para o pequeno empreendedor, também vamos buscar entidades ligadas a Fecomércio, Senac, Sebrae para fechar mais parcerias”, frisa o secretário Marcelo Eulálio.


Aniversário de Teresina

A solenidade da entrega do selo será realizada em agosto de 2022  dentro da programação do aniversário de Teresina. Além da certificação, as instituições premiadas poderão receber incentivos fiscais da Prefeitura de Teresina.

O edital das inscrições estará disponível no site da SMPM e da Prefeitura de Teresina a partir do dia 8 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Selo Dona Saló

O “Selo Dona Saló – Empresa Promotora da Equidade de Gênero”, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC). O selo é concedido anualmente.

O selo certifica as empresas privadas localizadas em Teresina que atuem ou estabeleçam projetos, programas ou ações em prol da equidade de gênero nas relações de emprego, qualidade de vida no ambiente de trabalho, ações de enfrentamento à violência contra a mulher, valorização da mulher no ambiente de trabalho, bem como, cumpram regularmente suas obrigações fiscais e pratiquem a Responsabilidade Social: empregabilidade e liderança de Mulheres, equidade salarial; saúde e qualidade de vida; educação e prevenção à violência.

Prefeito visita obra em etapa de conclusão do novo Florescer Sul

Prefeito Dr. Pessoa e secretários visitam as obras do Florescer Sul Fotos: Rômulo Piauilino / SEMCOM

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o superintendente das Ações Administrativas Descentralizadas (Saad-Sul), Juca Alves, visitaram, na manhã desta quarta-feira (2), a etapa de conclusão da obra do novo Florescer Sul, no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. O serviço atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses.

Equipes de engenharia finalizam os últimos ajustes na parte elétrica, pintura, limpeza e acessibilidade do espaço. Com a finalização da obra, o serviço deve entrar em funcionamento em março.

“As mulheres serão bem acolhidos no nosso quarto Florescer”, destaca o prefeito. “O serviço é feito com recurso próprio da Prefeitura de Teresina. Vamos mudar o cenário de vulnerabilidade das mulheres e crianças da nossa capital”, finaliza Dr. Pessoa.

A secretária da Mulher reforça que o Florescer Sul é mais um compromisso assumido pela Prefeitura de Teresina com as mulheres da capital. Em 2021, mais de 400 mulheres foram atendidas pelas outras unidades do serviço, localizadas na zona Sudeste, zona Norte e zona Rural de Teresina.

“Com a pandemia da Covid-19, muitas mulheres ficaram expostas às vulnerabilidades sociais”, observa Karla. “Com a obra, poderemos atingir mais mulheres, por meio da Prefeitura de Teresina, oferecendo os serviços de cidadania, assistência social e justiça para elas e suas crianças”, pontua a secretária.

Ainda na zona Sul, será realizada uma busca ativa na região para poder localizar e atender as mulheres. O Florescer Sul disponibilizará um total de 120 vagas na unidade para crianças, mediante inscrições. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e pode ser realizado durante todo o ano.

Um dos objetivos é o enfoque no gênero feminino, explica Iara Carvalho, coordenadora do Florescer Sul. Dentro do espaço, estão sendo elaborados cursos profissionalizantes para que possam ser inseridas no mercado de trabalho, como também empoderá-las. “A zona Sul é a 2° região da capital que mais possuem mulheres que, em sua maioria, dividem duplas jornadas entre trabalho e maternidade”, frisa Iara. “O serviço vem para somar com a realidade das nossas teresinenses”.

O superintendente da Saad Sul, Juca Alves, detalha que a obra foi avaliada em mais de 500 mil reais, através dos recursos próprios da Prefeitura Municipal. A construção foi pensada para garantir acessibilidade e segurança à região.

“Temos um grande contingente de mulheres que serão atingidas, provenientes da vila Santa Rita, Vila Paraíso, Vila Bom Jesus e do Grande Promorar”, detalha Juca. “Todos os equipamentos necessários foram pensados para crianças e as mulheres, contando banheiros, playground, uma praça, cozinha e academia”, acrescenta o superintendente.

O Florescer Sul disponibilizará um total de 100 vagas na unidade. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e podem ser realizadas durante todo o ano.
Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

   

    

Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

CREG promove roda de conversa para reforçar os cuidados com a saúde integral da mulher

Mente sã, corpo são. O estado emocional pode influenciar e afetar a nossa saúde. E atento a isso, o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço veiculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta segunda-feira (31) mais um grupo reflexivo para reforçar e estimular a os cuidados com a saúde mental e emocional das mulheres em situação de violência.

Desta vez o grupo reflexivo foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet em prevenção ao aumento de casos da Covid-19 e síndromes gripais. O encontro fez alusão ao Janeiro Branco com o tema “Que tal montar seu projeto de vida?” e contou com a participação da psicóloga do Creg, Vivian Alexia. Ela esclarece que o objetivo do grupo é proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas.

“É importante tratar disso, ainda mais nesse mês de Janeiro Branco. Queremos refletir que se não estamos conseguindo resolver algumas coisas sozinhas, precisamos pedir ajuda”, explica a psicóloga. “O projeto de vida é isso: é o que você pensa para o futuro e como se colocar em prática, no hoje e no agora. É um autocuidado de olhar para si”, avalia Vivian.

Cerca de quinze mulheres atendidas no serviço discutiram o tema durante o encontro online. Maria Luiza* que frequenta a unidade há seis meses, considera que o momento é bastante atrativo e com diversos benefícios, avalia. “Esses encontros nos fortalecem. Quando eu me descubro e converso com gente assim no grupo eu sei o quanto sou forte. Nós que sofremos violência estamos na mesma situação e estou tendo esse autoconhecimento aqui”, expressou.

Diferentes temáticas foram discutidas durante os encontros, entre elas o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

*Nome fictício para preservar a identidade da atendida

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a secretária da SMPM Karla Berger, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa Karla.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara, coordenadora do Creg. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse Roberta. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

SMPM explica como as mulheres em situação de violência podem acessar o CREG em Teresina

Diante de dois recentes casos de violência contra mulher, um feminicídio e uma tentativa que repercutiram em Teresina neste mês, é urgente ressaltar a necessidade de políticas públicas de apoio às mulheres. A coordenadora do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), Roberta Mara, falou dos últimos casos e da importância do acolhimento às mulheres em situação de violência pelo Serviço.

Foto: Ascom/SMPM

Em live promovida pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Roberta Mara elucidou porque a violência contra as mulheres tem persistido. “A violência vem sendo reproduzida de tempos atrás e a gente vivencia como o próprio feminicídio, nesta relação de poder. Nos dois casos especificamente, não havia mais o relacionamento e para o entendimento delas, elas imaginariam que não correriam mais riscos e foram vítimas”, considerou.

Assista a live completa: https://www.instagram.com/tv/CZSowsqAL0x/?utm_source=ig_web_copy_link

Um dos fatores, identificados pela coordenadora, com as mulheres que sofrem algum tipo de violência em Teresina é o sobre o vínculo afetivo que elas possuem com o agressor e, por consequência, há uma maior dificuldade para identificar o relacionamento abusivo. Roberta Mara ainda caracteriza que o machismo não atravessa só a violência física, mas deixa a mulher mais vulnerável ao ciclo de violência.

“Ela acredita na mudança do agressor, justamente pelo ciclo: aconteceu, ele pede desculpa e diz que não vai mais acontecer e aí o ciclo de violência fica girando até o ponto que pode chegar a o feminicídio”.

Em 2020, na capital piauiense as mortes de mulheres cresceram mais de 50%, de acordo com um boletim da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. A violência praticada por homens contra a esposa ou a namorada e que resulta em morte é evidenciada por pesquisadoras onde o perfil dos agressores se enquadra com ataques brutais com arma branca, que ocorrem à luz do dia ou mesmo na frente dos filhos.

Para Roberta Mara é necessário que a própria mulher em situação de violência, ou pessoas no seu entorno – como amigos, familiares, colegas de trabalho e vizinhos – se engaje em sensibilizar a vítima para procurar, e consequentemente, a denúncia.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

SMPM reúne especialistas e religiosas para tratar do cuidado à saúde mental e do empoderamento das mulheres

No mundo onde há intolerância, violência, os direitos das mulheres são desrespeitados. Essa e outras questões nortearam a mesa de discussão “Interface da Saúde Mental e da religião no empoderamento das mulheres”, que foi realizada pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) no auditório da Faculdade UniNassau (unidade Redenção) na manhã desta quinta-feira (27).

O encontro reuniu especialistas da saúde psíquica e representantes das religiões evangélica, umbanda e candomblé que fomentaram diálogos sobre as interfaces de experiências exitosas relativas à promoção e atenção do cuidado e fortalecimento da saúde mental das mulheres, numa perspectiva de gênero.

A secretária da Mulher, Karla Berger, defende que o momento oferece uma conexão de outras pastas para o enfrentamento de vulnerabilidades que acometem as mulheres com maior frequência. “Acreditamos que debater em outras interfaces, como a saúde e a religião, também pode provocar outros instrumentos para o empoderamento feminino”, detalha. “Vimos a religiosidade como um fator importante no seu desenvolvimento”, avalia a secretária.

O evento seguiu as normas sanitárias devido ao aumento de casos da Covid-19 e foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet, onde os participantes interagiram com perguntas. A educadora social e representante do candomblé, Assunção Aguiar lembrou que a saúde da mulher “foi a mais afetada por episódios extremos de violações, principalmente se ela for negra, e sofrer racismo isso a fragiliza”, observa.

Presente à mesa, o médico psiquiatra Samuel Robson refletiu dois pontos: “na perspectiva da saúde vemos o adoecimento das mulheres por conta do aumento da violência que elas sofrem, no empoderamento elas tendem a buscar um poder do que é justo. A condição é que a sociedade busque um nível de paz para alcançar a transformação”, considerou o psiquiatra.

A saúde mental das mulheres teresinenses foi discutida como peça chave pelo psicólogo Wellington Rodrigues. “São 11 mil medidas protetivas só no Piauí e isso tem adoecido as mulheres. São elas que buscam mais os atendimentos psicológicos e isso reflete que ela quer ficar bem”, atentou.

“O que entendo como a religiosidade pode estar auxiliando para as mulheres é na forma dela construir seus espaços na vida, na forma dela vivenciar e enfrentar o seu sofrimento além de ter uma buscar por um alívio e a religião promove isso na vida”, sintetizou, ainda durante a roda, a professora evangélica, Layone Holanda.

Para debater os assuntos finais, os especialistas sustentam que é preciso ter um diálogo com para um cenário de transformação. “A espiritualidade tem que trazer o acolhimento mais é com o empoderamento das mulheres que conseguimos reduzir a desigualdade” concluiu a Terapeuta Holística e representante da Umbanda, Mãe Eufrazina de Iansã.

Mulheres atendidas pela SMPM participam de roda de conversa sobre saúde mental

O bate-papo “Você está de olho na sua saúde mental” envolveu em torno de 15 mulheres Fotos(Ascom/SMPM)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a saúde emocional das mulheres brasileiras piorou ou piorou muito durante a pandemia. Diante desse quadro, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) promoveu, na manhã desta terça-feira (25), uma roda de conversa com as assistidas do serviço Florescer Sudeste em alusão a campanha Janeiro Branco – que tem como foco os cuidados com a saúde mental e emocional.

O bate-papo “Você está de olho na sua saúde mental” envolveu em torno de 15 mulheres e contou com a participação da psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, que debateu junto às atendidas no centro os principais problemas enfrentados pelas mulheres nesse período.

“Tivemos uma sobrecarregada emocional muito maior e as mulheres foram mais afetadas na pandemia seja em casa, no trabalho ou com a questão hormonal. Levamos uma escuta qualificada com a roda para ajudar na saúde mental e física delas, é algo prazeroso para gente conversar mais, todo mundo precisa de escuta e o Janeiro Branco intensifica isso”, observa a psicóloga da SMPM. “É importante construir estratégias para priorizar a saúde: fazer exercícios, ler, procurar manter as relações que nos fazem bem, principalmente agora”, indicou Nathalie Ciarlini.

Na ocasião, algumas mulheres debruçaram sobre suas experiências pessoais, destacando as dificuldades enfrentadas. É o caso de Juliana Sousa participante do serviço florescer. Ela relata que conheceu o serviço há seis meses e que é de suma importância à realização dessas ações.

“Tem muitas mães que têm coisas guardadas e necessitam muito de ajuda profissional”, pontua a atendida há seis meses pelo Florescer. “Gostei muito e até quero que a psicóloga e assistentes sociais venham mais vezes”, ressaltou. Ela frisa que Serviço tem ajudado a estabelecer ferramentas que oferecem alternativas para cuidados com o corpo, saúde mental e auxiliado no seu empoderamento pessoal.

O Janeiro Branco é uma Campanha que visa disseminar debates em áreas sociais a respeito de como anda a saúde mental da população. As rodas de conversa serão realizadas em todas as unidades do Serviço Florescer e no Centro de Referência Esperança Garcia, serviços veiculados à Secretaria da Mulher em Teresina.

 

 

Prefeitura de Teresina disponibiliza atendimento social, jurídico e psicológico para mulheres em situação de violência

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, através da Prefeitura Municipal de Teresina, disponibiliza o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG). O local é um espaço para acolher e garantir que as mulheres possam romper o ciclo da violência dentro de casa, no ambiente de trabalho ou outras violências cometidas contra mulheres. Em 2021, o serviço atendeu 280 mulheres na capital.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.
Através de parcerias, o serviço tem buscado ampliar seu alcance. Em tratativas com o  Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), foi pensando uma parceria, inicialmente, entre o TJ-PI e o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg) para a criação de um novo serviço, um plantão de atendimento 24h para mulheres.Um fator indispensável para que se alcance a igualdade de gênero é a intervenção socioeducativa nos diversos segmentos da sociedade. A coordenadora do CREG, Roberta Mara, destaca que é necessário que a própria população se engaje em denunciar e acolher a mulher que está em situação de violência, principalmente aquelas que residem longe dos serviços de acolhimento, nas zonas rurais e mais afastadas do Centro.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, conta Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade para nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

Dentro do CREG, os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção.

Onde encontrar o CREG?
Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00. (86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Mulheres atendidas pelo Florescer Sudeste recebem capacitação do Qualifica Mulher

As mulheres teresinenses em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo serviço Florescer, na zona Sudeste de Teresina, iniciaram na tarde desta sexta-feira(21), o Programa Qualifica Mulher, ação do Governo Federal que promove cursos de capacitação e empreendedorismo feminino. A ação é uma parceria da Prefeitura Municipal de Teresina com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, pontua que o objetivo é promover a autonomia produtiva e financeira das mulheres. “O foco é promover ações que contribuam para o reconhecimento e a valorização dos direitos e da cidadania das mulheres e aumentar a capacidade de empregabilidade delas”, observa Karla.

Karla completa que todas as mulheres atendidas pelo serviço terão acesso aos cursos e que a parceria com o programa foi instituída por meio da SMPM com o gabinete da ministra Damares Alves. Em todo o país já são mais de 100 mil mulheres beneficiadas pelo Qualifica Mulher.

Com o difícil reflexo da pandemia no mercado de trabalho, Samara Raquel, que é mãe de quatro filhos e está desempregada, começou a confeccionar laços de cabelo. Ela é uma das inscritas e quer impulsionar suas vendas. “O curso vai me ajudar nas vendas porque até o momento eu vendo de porta em porta, essa será uma nova forma de como me reinventar com as ferramentas digitais”, comentou.

O Florescer Sudeste, no bairro Alto da Ressurreição, ofertou curso voltado para vendas digitais. “Hoje um primeiro grupo de 15 mulheres estão fazendo o curso ‘Como Arrasar nas Vendas Online com o mercado pago’. Para fevereiro já temos mais oficinas e inscrições, o que mostra que aqui as mulheres são muito comunicativas”, relata a coordenadora do Florescer Sudeste, Maria de Lourdes.

“Creio que o curso vai contribuir bastante porque já conheço as ferramentas e quero aprender a manuseá-las”, acrescenta Suzana Maria, outra beneficiada atendida pela sede, garantindo que a qualificação também contribui para sua autonomia produtiva. “Quero trabalhar com vendas de mantas e redes”, analisa ela.

De acordo com a psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, as outras sedes do Serviço Florescer – Zona Norte e Zona Rural, no povoado Salobro – irão receber as capacitações. “Ao todo o programa ofertará 300 vagas nos serviços. O piloto iniciou no Sudeste porque já temos os netebooks conectados à internet. Teremos outros cursos voltados ao interesse das mulheres”, concluiu.