Projeto Flor de Mandacaru é lançado pela SMPM para fortalecer ações de cuidado e prevenção junto às mulheres de Teresina

Foto: Ascom SMPM

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), lançou na sexta-feira, 21 de novembro, o Projeto Flor de Mandacaru, durante a abertura da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim das Violências contra as Mulheres. A iniciativa amplia e fortalece ações voltadas ao cuidado, acolhimento e promoção da autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade social na capital.

Com execução prevista entre novembro de 2025 e novembro de 2026, o projeto contempla comunidades urbanas e rurais, oferecendo práticas terapêuticas integrativas que contribuem para o bem-estar físico, emocional e psicossocial das mulheres atendidas.

Cuidado, acolhimento e fortalecimento emocional

O Flor de Mandacaru surge a partir da experiência das equipes do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) e dos Serviços Florescer, onde Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICs) vinham gerando impactos positivos na autoestima, na saúde emocional e no fortalecimento psicossocial de mulheres acompanhadas pelos serviços.

Diante dos efeitos da violência — especialmente a psicológica, forma mais recorrente em Teresina — o projeto expande essas práticas, oferecendo atividades que auxiliam na redução do estresse, ansiedade e sintomas depressivos, promovendo cuidado humanizado e a reconstrução de vínculos.

Atividades e práticas ofertadas

As ações serão realizadas mensalmente nos espaços dos Serviços Florescer, com atendimentos individuais e em grupo, em encontros de três horas e com duas atividades desenvolvidas em horários distintos. A cada mês, até 10 mulheres serão beneficiadas.

Práticas Integrativas em Saúde (PICs):

  • Yoga
  • Ventosaterapia

  • Roop Dance
  • Meditação
  • Reiki
  • Auriculoterapia

A metodologia é baseada em grupo terapêutico, estimulando apoio mútuo, partilha de vivências e fortalecimento emocional. As atividades serão conduzidas por técnicas da SMPM e do CREG, com fluxos consolidados para encaminhamento das mulheres em situação de violência para acompanhamento continuado.

Metas do projeto

  • Atender até 10 mulheres em cada serviço, mensalmente;
  • Realizar um grupo terapêutico por mês em cada unidade;
  • Promover 12 encontros ao longo do ano de execução.

Mandacaru: símbolo de força e resistência

O nome do projeto faz referência à flor do mandacaru, que brota mesmo em períodos de estiagem. Símbolo de esperança, força, resistência e renovação, a flor representa a capacidade de florescer em meio às adversidades — trajetória vivida por muitas mulheres atendidas pela política municipal de enfrentamento à violência.

Foto: Ascom SMPM

Foto: Ascom SMPM

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Mulheres atendidas no Esperança Garcia irão debater sobre medidas protetivas amanhã (28)

Mais uma edição do Grupo Reflexivo, voltado para as mulheres em situação de violência atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia, acontece nesta quarta-feira (28), a partir das 10h, através da plataforma Google Meet. O encontro tem como objetivo levar informação e conhecimento às mulheres atendidas pelo serviço, além de proporcionar um espaço de acolhimento e compreensão.

A atividade terá como tema principal as medidas protetivas, recurso judicial que pode ser solicitado pelas mulheres em situação de violência no momento de registro do Boletim de Ocorrência (B.O), afim de coibir e prevenir a violência de gênero.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia, Roberta Mara, muitas mulheres ainda possuem dúvidas relacionadas ao tema, que precisam ser esclarecidas.  “Algumas delas ainda não sabem direito do que se trata essas medidas protetivas, como solicitar, como ocorre o trâmite, entre outras questões. Então é muito importante esse momento com a equipe especializada para esclarecer essas dúvidas, essas mulheres precisam estar por dentro dessas informações, com consciência dos seus direitos”, destaca.

O Grupo Reflexivo contará com participação da assistente social e da assessora jurídica do Centro de Referência Esperança Garcia, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), além de um representante da Guarda Maria da Penha, serviço implantado pela Prefeitura de Teresina que disponibiliza equipe exclusiva para a fiscalização das medidas protetivas de mulheres em situação de violência na capital.

Desde o início da pandemia, com as determinações de isolamento social, as atividades do Grupo Reflexivo têm acontecido virtualmente. Diferentes temáticas já foram discutidas durante os encontros online, entre elas o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência psicossocial e jurídica. A unidade fica localizada na Rua Benjamin Constant, 2170, região Centro- Norte de Teresina. Mais informações pelo número (86) 99416-9451.

Mulheres atendidas no Esperança Garcia participam de Roda de Conversa

Debater avanços, serviços e ferramentas voltadas para mulheres em situação de violência. Essa foi a proposta da Roda de Conversa realizada nesta terça-feira (20), no Centro de Referência Esperança Garcia, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

A atividade contou com a participação da secretária da SMPM, Macilane Gomes, que debateu junto com as mulheres atendidas no Centro como as práticas realizadas têm ajudado no contexto em que elas estão inseridas, entre outros assuntos.

“É importante esse momento de conversa, da gente entender a necessidade de cada uma delas, para que possamos melhorar cada vez mais esse trabalho que vem sendo desenvolvido. O Centro de Referência é esse serviço que apresenta essa rede de atendimentos, que trabalha o emocional, a autoestima, o empoderamento dessa mulher, é um ambiente de atenção especial e de encorajamento”, enfatizou Macilane Gomes.

Na oportunidade, algumas mulheres relataram suas experiências pessoais, destacando as dificuldades enfrentadas e como conseguiram superá-las para romper o ciclo de violência em que estavam inseridas.

Para a M.L.S., que faz parte do serviço há mais de três anos, o atendimento psicológico foi um grande aliado durante todo o processo. “É uma grande batalha que a gente enfrenta e ter esse acompanhamento faz toda a diferença. É um fortalecimento do corpo, da mente e da alma”, relatou.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e atendimento jurídico. A unidade fica localizada na Rua Benjamin Constant, 2170, na região Centro-Norte da capital.

Mulheres em situação de vulnerabilidade ganharão vouchers para consultas ginecológicas on-line

A Prefeitura de Teresina disponibilizará 90 vouchers de consulta médica ginecológica on-line para mulheres, a partir de 18 anos, assistidas pelos Serviços Amor de Tia e Centro de Referência Esperança Garcia. A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) em parceria com a Plan International Brasil, e faz alusão à campanha “Outubro Rosa”.

O objetivo é facilitar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade a consultas médicas, possibilitando a prevenção de doenças e garantindo informações e cuidados com a saúde. Também serão distribuídas 100 máscaras de tecido para as usuárias.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, a ação estimula as mulheres a manter os cuidados com o corpo e proporcionar o acesso a direitos básicos. “A Plan é uma parceira antiga, que vem com essa proposta de empoderar meninas e mulheres para que elas possam ter consciência dos seus direitos e deveres. Uma das formas de garantir isso é facilitando o acesso a direitos básicos e um deles é a saúde. As mulheres atendidas pelos serviços terão acesso a essas consultas que chegam como um reforço maior, somado às políticas de saúde que já são trabalhadas”, destaca.

Para a Gerente Técnica de programas da Plan International Brasil, Nicole Campos, a consulta on-line é uma forma das mulheres garantirem um acompanhamento onde poderão esclarecer uma série de dúvidas relacionadas ao seu corpo sem sair de casa. “As pessoas podem até estranhar a consulta ser on-line, já que os profissionais de saúde fazem esse exame olhando o corpo da paciente. Mas existem muitas dúvidas que podem ser respondidas pela telemedicina. A mulher pode aprender a fazer o exame de mama, entender melhor quais são métodos aconselháveis para prevenir uma gravidez e uma doença sexualmente transmissível, entre outras questões”, explica.

A ação é uma iniciativa da Plan International Brasil e faz parte do seu plano de enfrentamento à pandemia causada pela disseminação da Covid-19. A instituição realiza diversas ações humanitárias pensadas para comunidades com meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Campanha doará absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina

Promover a distribuição de absorventes para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina. Este é o objetivo da campanha idealizada pela grupo denominado “Girl Up The”, formado por 27 voluntárias, que estão movimentando doações em dinheiro para garantir o acesso a absorventes às mulheres que não podem comprar o produto na capital.

A campanha, além de um Projeto de Lei redigido pelo grupo, contam com apoio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM). Para a gestora da SMPM, Macilane Gomes, é extremamente importante defender e apoiar essas iniciativas.

“Temos que dar força, incentivar e apoiar movimentos como esse. Além de ser nosso trabalho, é nosso dever encorajar essa luta, em especial dessa geração que vem surgindo, trazendo cada vez mais o fomento e promoção de políticas públicas para as mulheres”, afirma a secretária.

As arrecadações para a campanha iniciaram no mês de agosto e devem encerrar neste mês de setembro. As doações podem ser feitas através da conta bancária: Agência: 4708-2, Conta: 25.821-0, Banco do Brasil. Os absorventes adquiridos a partir do dinheiro das doações serão distribuídos para instituições carentes que atendem mulheres em Teresina.

De acordo com pesquisas levantadas por membros do “Girl Up The”, 23% das meninas de 15 a 17 anos não têm condições financeiras para comprar absorventes. Segundo a diretora do “Girl Up Teresina”, Amanda Rocha, o problema afeta a saúde das mulheres, pois muitas acabam desenvolvendo infecções ao usarem outros utensílios para conter o fluxo. Além disso, traz à tona outras desigualdades que muitas vezes não são discutidas.

“Muitas mulheres acabam não tendo dinheiro para comprar seus absorventes e isso só agravou na pandemia. É um item básico de higiene, e a falta dele traz vários problemas de saúde e higiene, além de causar também uma discrepância educacional e profissional. Temos relatos de mulheres que acabam faltando no trabalho ou na escola porque estão menstruadas”, relata Amanda Rocha.

A idealizadora da campanha, Amanda Rocha, enfatizou ainda a importância do apoio da SMPM na campanha e nas demais demandas relacionadas ao projeto. “É bastante importante, pois vai possibilitar mais visibilidade para a campanha, para o Projeto de Lei e outras demandas, fazendo com que mais mulheres conheçam e tenham acesso. Nosso principal objetivo é ajudar as mulheres e contar com o apoio de instituições como essa só tem agregam à causa”, finaliza Amanda.

Projeto de lei

Recentemente, as colaboradoras do projeto redigiram um Projeto de Lei (PL) que propõe educação menstrual nas escolas e distribuição de absorventes gratuitos para mulheres em todo o Piauí, além de colocar o absorvente como item de primeira necessidade e incentivar microempreendedoras que fabricam absorventes, como isenção fiscal desses itens no Estado.

O PL está em tramitação na Assembleia Legislativa do Piauí e um abaixo assinado está em andamento solicitando sua aprovação. Link do abaixo assinado: https://www.change.org/p/assembleia-legislativa-do-piau%C3%AD-piauisensesmenstruam-erradique-a-pobreza-menstrual-no-piau%C3%AD?utm_content=cl_sharecopy_24510843_pt-BR%3A2&recruiter=1143966595&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition&utm_term=share_petition

Mulheres do Amor de Tia Sudeste debatem sobre os desafios enfrentados durante o isolamento

“Os desafios da mulher durante o isolamento social”. Essa foi a temática da roda de conversa realizada na manhã desta segunda-feira (14) com as mulheres assistidas pelo Amor de Tia Sudeste. O objetivo do encontro era discutir os impactos do isolamento social, devido à pandemia do Coronavírus, na vida das mulheres, tendo em vista que os períodos de crise tendem a intensificar as desigualdades existentes dentro da sociedade, sejam de renda, etnia ou gênero.

“Percebemos que essas desigualdades se tornam mais latentes e fortes em período de crise. No caso das mulheres, a sobrecarga de trabalho se intensifica ainda mais, elas precisam assumir o controle da casa e das crianças, é uma dupla jornada. Sabemos que esses papéis não devem recair somente na mulher, por isso é importante entender o reconhecimento dessas desigualdades, esse é o primeiro passo para transformá-las”, explicou Caroline Leal, assistente social da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

Para a comerciante Íris de Abreu, mãe da pequena Iara de apenas dois anos, que é acompanhada pelo serviço desde março de 2020, a atividade funcionou como uma excelente forma de desabafo. “É sempre bom a gente conversar com outras pessoas, principalmente nesse período de pandemia, para sair também um pouco dessa rotina de isolamento e da sobrecarga de afazeres, o que não tem sido fácil”, relatou.

Já para a Ana Maria da Silva, que participa do serviço desde novembro de 2019, as rodas de conversa abrem muito a mente e funcionam como um espaço de acolhimento.  “Muitas vezes a gente não confia em conversar certos assuntos com algumas pessoas, mas aqui me sinto muito à vontade pra falar qualquer coisa, tenho total liberdade, e eu gosto muito. São momentos bastante esclarecedores e produtivos, que sempre faço questão de participar e aprender cada vez mais”, afirmou.

Amanhã (15), às 09h30, será realizada mais uma roda de conversa, com a mesma temática, na unidade do Amor de Tia da região Norte, localizado na Rua Antônio Pedro, bairro Matadouro. O Amor de Tia é um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência em Teresina. Também são desenvolvidas atividades integrativas com crianças de 1 ano a 2 anos e nove meses.

SMPM promove live sobre serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher

“Serviços essenciais como instrumentos de proteção à Mulher”. Este será o tema do bate-papo virtual que contará com a participação da Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Macilane Gomes e da Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), Joseana Leitão. A atividade que acontece, nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, no instagram (@smpmteresina), faz parte da programação do aniversário de Teresina e do “Agosto Lilás”, mês de conscientização e enfrentamento da violência contra à mulher.

Como o ambiente farmacêutico tornou-se um dos serviços essenciais mais utilizados durante o período de isolamento social, foi pensada uma articulação estratégica sobre como esse serviço poderia contribuir como um instrumento de proteção às mulheres que estão passando por alguma situação de violência.

Em parceria com o Conselho Regional de Farmácia, buscou-se divulgar serviços como o “Alô Mulher Teresina”, central telefônica que além de oferecer atendimentos às mulheres em situação de violência e/ou vulnerabilidade na capital, disponibiliza também o serviço de acompanhamento a saúde mental, assistência social e protagonismo feminino. A ideia é que a divulgação aconteça na abordagem dos atendentes e balconistas das redes de farmácia com as mulheres que frequentam o local.

Segundo a Secretária da SMPM, Macilane Gomes, o serviço de farmácia pode se constituir facilmente como um espaço de orientação sobre a rede de atendimento às mulheres, bem como a serviços específicos que elas muitas vezes não possuem conhecimento.

“Nesse contexto de pandemia, em que a violência contra a mulher se potencializou ainda mais, pensamos em serviços essenciais estratégicos que poderiam auxiliar nessa proteção às mulheres. Através desses serviços, a ideia é dar visibilidade para esse problema tão grave, acionando as pessoas que trabalham nesses locais, para que ao ter contato com alguma mulher, e perceber qualquer sinal de violência, oferecer orientação, apoio e acionar a rede”, esclarece a secretária.

Para a Diretora Tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, Joseana Leitão, as mulheres que se encontram em situação de violência precisam saber que não estão sozinhas, que elas possuem uma rede proteção e amparo.

“As mulheres que estão passando por esse problema, precisam saber que existe essa rede de amparo. Queremos demonstrar que essa situação triste e difícil pode ser superada, e que existem canais como o “Alô Mulher Teresina”, que podem auxiliá-las nesse processo de superação”, finaliza a representante do Conselho Regional de Farmácia.

Teresina para Elas: equipe debate auxílio habitacional para mulheres em situação de violência na capital

Em reunião virtual realizada nesta quarta-feira (01), pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), com representantes Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Habitação (SEMDUH) e Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), foi discutida a portaria nº 86, de 1º de junho de 2020, que trata do auxílio habitacional às mulheres em situação de violência que estão convivendo com seus agressores nesse período de pandemia. O benefício tem o objetivo de favorecer o rompimento do contexto ciclo de violência e fortalecer às mulheres.

O auxílio habitacional compreende a proposta de um aluguel social, ou seja, valores em dinheiro que serão repassados às mulheres inseridas em contexto de violência, para que possam ter um suporte financeiro e consigam sair do espaço doméstico onde estão seus agressores.

Na oportunidade foi abordada também a verificação das demandas de habitação encaminhadas à SEMDUH, com base na Lei Municipal nº 5.445, de 12 de novembro de 2019, que garante às mulheres vítimas de violência doméstica prioridade nos programas habitacionais do município. Tais demandas visam beneficiar mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.

De acordo com a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, a viabilização dos benefícios caracteriza a política de assistência social àquelas que estão em situação de risco e vulnerabilidade. “Precisamos trabalhar essa alternativa de autonomia, de acesso e garantia de direitos das mulheres que se encontram em situação de violência na nossa capital. Para isso, é necessário também discutir essa articulação habitacional.

Quando a mulher é atendida pela rede de enfrentamento à violência, essa mulher precisa se sentir acolhida. Com isso a gente ajuda ela a superar, reduzir, todo esse problema de complexidade que é a violência sofrida. É importante dar condições de superação a essas mulheres nesse momento”, pontua.

No âmbito da assistência social a pauta foi o benefício eventual que, segundo a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho, contempla em alguns pontos de forma ajustada às mulheres em situação de violência da capital nesse período de pandemia.

“Esse benefício atende essas mulheres por meio do auxílio alimentação, que seriam através cestas básicas e também com o aluguel social, mas para isso é necessário que esse público esteja dentro de um perfil regulamentado em lei que é direcionado exclusivamente a questão de renda”, esclarece a secretária.

As sugestões discutidas serão apresentadas ao prefeito Firmino Filho para que sejam regulamentadas em decretos oficiais.

Mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência são beneficiadas com cestas básicas

Cerca de 40 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), foram beneficiadas com cesta básicas, kits de higiene e de limpeza. A atividade solidária conjunta aconteceu entre a Ação Social Arquidiocesana (ASA) em parceria com a Fundação Banco do Brasil.

Na próxima terça-feira (16), o serviço contará com uma nova atividade beneficente. Na oportunidade serão entregues nove cartões às mulheres para a realização de compras de alimentos no valor de R$ 50,00 a serem utilizados em uma rede de supermercado específica da capital.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara, a ação social acontece num momento muito importante, prestando assistência necessária às mulheres em situação de vulnerabilidade.  “É uma assistência a mais que a gente possibilitou. Além da situação de violência doméstica, muitas estão em situação de vulnerabilidade, então esse benefício vai ajudar bastante”, destacou a coordenadora.

Para M.L*(abreviação do nome por sigilo e segurança), que está sendo acompanhada pelo serviço há dois anos, o benefício veio em um momento ideal, por conta da situação financeira que enfrenta atualmente.

“Sou diarista e estou desempregada, tenho dois filhos para cuidar, eu realmente estava precisando muito dessa cesta básica e demais utensílios. Graças a Deus ainda existem pessoas que ajudam os necessitados, sou muito grata ao CREG, por tudo que já fizeram por mim”, afirma M.L*.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, agora em dois turnos, manhã e tarde e também aos finais de semana.

Prefeitura de Teresina vai mapear experiências de mulheres no transporte público de Teresina

Segundo uma pesquisa realizada recentemente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), as mulheres são as principais usuárias de transporte público, representando cerca de 55,7% dos usuários de transporte na capital, mesmo com o período de isolamento social. Apesar de serem maioria, o transporte público não é um ambiente confortável para elas. Muitas sentem-se inseguras, com medo de assédios, violência, assaltos, dentre outros problemas relatados.

Na tentativa de encontrar uma solução para esse problema e mapear as questões vivenciadas por mulheres no transporte público de Teresina, a Prefeitura está aplicando um questionário para conhecer melhor a experiência de cada mulher na utilização desse serviço. A pesquisa pretende dar voz às usuárias de transporte público, para conhecer melhor suas demandas e problemas.

Para responder o Diagnóstico, as mulheres devem acessar o link disponibilizado até o dia 29/05, que pode ser respondido de forma anônima e os dados serão utilizados sem a identificação das pessoas.

O questionário direcionado às mulheres, faz parte de um estudo realizado para melhorar a gestão de transporte público na cidade. O projeto é realizado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, com apoio da Secretaria de Transportes (STRANS), da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), juntamente com a Agência de Desenvolvimento Francesa (AFD) e todo  o trabalho está sendo desenvolvido pela empresa SYSTRA S.A., em parceria com a Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

Para a Assessora Técnica da SMPM, Suzianne Santos, que fez parte do processo de elaboração do questionário direcionado às mulheres na capital, o diagnóstico traz vários pontos de destaque, dentre eles, a demonstração que as relações sociais de gênero se mostram de diferentes formas, para homens e mulheres no espaço público.

“A SMPM vem participando desde março de reuniões com os órgãos envolvidos, no intuito de contribuir com as metodologias de participação social e no olhar para a perspectiva de gênero. Queríamos que as questões colocadas contemplassem a realidade local, com destaque para as questões de segurança das mulheres no transporte público, como terminais, paradas de bairro e no próprio ônibus”, explica a assessora.

A arquiteta da SYSTRA S.A., Tátila Távora, enfatizou que as mulheres se destacam como um público vulnerável à violência no deslocamento urbano, e enfrentam outros inúmeros problemas que muitas vezes nem são relatados devido sua naturalização dentro da sociedade.

“Essas respostas servirão de parâmetro para as soluções propostas que devem considerar o problema que a mulher enfrenta como uma problemática geral e não secundária. Nós precisamos reconhecer que temos usuários com necessidades diferentes e é necessário buscarmos formas de atendê-los em sua completude. E por isso precisamos olhar melhor para nossas mulheres”, finalizou Tátila Távora.

 

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