Terceira turma de agentes municipais são capacitados para atuar na Guarda Maria da Penha

Iniciou nesta segunda-feira (24), a capacitação da terceira turma dos agentes da Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) que irão atuar no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas pela Guarda Maria da Penha. A atividade tem como objetivo instrumentalizar os agentes para a atuação através da perspectiva de gênero, visando ampliar as ações de enfrentamento a violência e a rede de atendimento às vítimas.

O treinamento está sendo realizado no auditório da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e será ministrado ao longo de toda a semana, nos turnos manhã e tarde. Nesta terceira turma, serão capacitados 20 guardas municipais, mas a expectativa é que o curso prepare mais de 180 agentes somente neste ano de 2020 para atuar no atendimento especializado às vítimas.

A gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, explica que o curso é mais uma ferramenta para ampliar o conhecimento dos agentes que irão atuar na Guarda Maria da Penha e destaca ainda algumas das abordagens que devem ser  trabalhadas com a nova turma.

“O curso é dividido em módulos. Iniciamos com a discussão de gênero, passando pelo panorama da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, onde abordamos a própria Lei Maria da Penha como mecanismo de proteção a essas mulheres. É uma semana cheia de novidades, buscamos trabalhar sempre de uma forma participativa, tentando provocar uma reflexão sobre o tema para desnaturalizar o fenômeno da violência”, explica Lidiane Oliveira.

Para a agente Willyara de Sousa Silva, que compõe a terceira turma de capacitação da Guarda Maria da Penha, a preparação é fundamental, pois aborda diferentes perspectivas de trabalhar o enfrentamento à violência contra às mulheres.

“O ideal seria que todas as pessoas passassem por um curso desses, pois nos possibilita uma visão diferenciada do que acontece no nosso dia a dia. É muito gratificante estar aqui e participar desse treinamento, as informações são passadas de maneira clara e objetiva, ou seja, de fácil entendimento”, destaca.

O projeto da Guarda Maria da Penha iniciou ainda este ano e tem a missão de acompanhar mulheres em situação de violência por meio do monitoramento de medidas protetivas, através de uma equipe exclusiva. A quarta turma de capacitação está prevista para iniciar no mês de setembro, com mais 20 agentes da Guarda Civil Municipal de Teresina.

 

Guarda Maria da Penha inicia monitoramento de medidas protetivas de mulheres vítimas de violência

Tiveram início nesta segunda-feira (01) as visitas realizadas pela Guarda Maria da Penha para o acompanhamento e monitoramento de medidas protetivas de mulheres em situação de violência doméstica de Teresina e que são acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

As ações de monitoramento beneficiam 57 mulheres com medidas protetivas, e que tiveram a determinação judicial homologada antes do período de isolamento. De acordo com Macilane Gomes, secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), o serviço é mais um mecanismo importante para a proteção de mulheres em toda a capital.

“Agora, com o acompanhamento da Guarda, teremos esse trabalho de proteção especial às mulheres com medidas protetivas. Existe toda uma articulação da rede de atendimento, e esse serviço vem fortalecer essa rede de proteção às mulheres. O acompanhamento vai acontecer de forma assistemática. Por dia, foi programada a visita da equipe a oito mulheres, mas em situação de urgência elas também podem acionar o plantão da Guarda Maria da Penha através do número 153”, explica a secretária.

O projeto Guarda Maria da Penha é coordenado pela SMPM e Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). A equipe é composta por dois guardas, um homem e uma mulher, que foram capacitados para a realização do trabalho. Além do monitoramento às mulheres vítimas de violência, outra novidade é a extensão do teleatendimento realizado pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

“Diante dessa situação de isolamento social, tivemos um aumento na procura dos serviços. Então já tínhamos essa proposta de atender nos dois turnos, por conta da alta demanda. A partir de agora, nossas profissionais estão realizando atendimentos e orientando as mulheres no período da manhã, tarde e também aos finais de semana”, relata a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência em Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via Whatsapp pelo telefone (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta e aos finais de semana nos turnos manhã e tarde.

Prefeitura lança Guarda Maria da Penha para atender mulheres em situação de violência

A partir de agora, a Guarda Civil Municipal passa a ter também a missão de cuidar das mulheres em situação de violência doméstica. Nesta sexta-feira (29), a Prefeitura lançou o serviço Guarda Maria da Penha, disponibilizando uma equipe exclusiva para fazer o monitoramento das medidas protetivas a 57 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.

Segundo o prefeito Firmino Filho, neste momento em que a pandemia do Coronavírus ameaça a todos, tem sido observado também o aumento da violência doméstica contra a mulher. “Estamos no meio dessa grave crise epidêmica e, infelizmente o seu mais importante instrumento de enfrentamento, que é o isolamento social, tem permitido o aumento da violência contra a mulher. Além do apoio do Centro de Referência Esperança Garcia, estamos oferecendo também o serviço da Guarda Maria da Penha, reforçando o trabalho de enfrentamento desse tipo de violência”, destacou.

A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM). A equipe é composta por dois guardas: um homem e uma mulher, que foram capacitados para a realização do trabalho.

“O acompanhamento será feito de forma sistemática, com visitas diárias às residências das mulheres assistidas pelo serviço”, explicou a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, ressaltando que, inicialmente, serão acompanhadas pela Guarda apenas aquelas mulheres que tiveram a decisão judicial de medida protetiva homologada antes do período de isolamento.

O secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, afirma que o projeto é mais um importante instrumento de proteção às mulheres, principalmente nesse momento de isolamento social causado pela pandemia, onde os casos de violência têm se intensificado. “Com a implantação da Guarda Municipal Maria da Penha, estamos ampliando a rede de proteção às mulheres para reduzir os índices de violência doméstica na capital e também construir práticas educativas de respeito e proteção aos direitos das mulheres”, disse.

Desde o início do isolamento social, o Centro de Referência Esperança Garcia modificou sua forma de atendimento às mulheres. A maioria daquelas que precisam de ajuda passou a utilizar o WhatsApp para buscar orientações ou fazer denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo WhatsApp facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora do Centro, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência em Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via Whatsapp pelo telefone: (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta, das 8h às 14h.