Projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas retoma as atividades na segunda-feira (18)

As atividades do Projeto Lei Maria da Penha em Cordel retornam às escolas municipais na segunda-feira (18). Levando versos de cordel de forma educativa para a conscientização de crianças sobre a violência doméstica, a ação acontece entre os dias 18 e 22 de novembro em 10 escolas espalhadas em Teresina.

O cordelista Tião Simpatia é quem vai comandar as atividades, fazendo a leitura dos cordéis com as crianças. Versos como “A Lei Maria da Penha está em pleno vigor. Não veio para punir homem mas para punir agressor. Pois em mulher não se bate nem mesmo com uma flor”, devem ser compartilhados com mais de 7.430 alunos somente durante esse segundo semestre. As escolas municipais Professor José Gomes Campos e Poeta da Costa e Silva irão abrir a nova etapa de atividades.

“Esse projeto vem sendo executado há mais de cinco anos. A gente utiliza a metodologia do lúdico, faz a leitura dos cordéis de forma integrativa com as crianças. Durante o ano, fazemos também a capacitação com os pedagogos, para que eles consigam desenvolver uma prática com os alunos, então os alunos já chegam sabendo como vai acontecer”, explica Lidiane Oliveira, gerente de Enfrentamento da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.

Nesta nova etapa de atividades do projeto, a grande novidade será a abordagem especial voltada para os meninos. A ideia é engajar esse público visando à campanha de 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que este ano terá como foco o público masculino.

O projeto faz parte de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal da Educação (Semec). Mais de 70 mil crianças já foram atendidas, em mais de 180 escolas em toda a capital.

Doutora em violências de gênero realiza consultoria sobre atendimento a mulheres em Teresina

A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) recebeu, nesta terça (12) e quarta-feira (13), a especialista e doutora em violências de gênero, Wânia Pasinato, para mais uma consultoria com o objetivo de discutir sobre os indicadores e diagnósticos de serviços de atendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina.

A consultoria, financiada pelo Programa Lagoas do Norte, tem como finalidade também fortalecer e aprimorar o serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência, acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) e Serviços de Atendimento Integral à Mulher e suas Crianças: Amor de Tia.

A abordagem no atendimento à mulher em situação de violência, procedimentos necessários, estratégias com base em casos que tiveram a execução da consultoria, foram alguns dos assuntos colocados em pauta. “A proposta da consultoria é justamente consolidar o funcionamento desses serviços naquilo que eles têm de especialização no atendimento às mulheres, como aprimorar o acolhimento e organizar o melhor encaminhamento. Tem sido uma experiência bastante rica, de troca de conhecimento, de poder transformar o conhecimento teórico numa política pública mais efetiva”, destacou Wânia Pasinato.

Ascom/SMPM

Ressaltando a efetividade e sucesso dos projetos de atendimento e as políticas públicas existentes, a secretária municipal da SMPM, Macilane Gomes, trouxe como exemplo o Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia. “Não existe em nenhum outro lugar um serviço que atenda a mulher e a criança. Nesse projeto, as crianças já são abordadas sob uma perspectiva de gênero, que tenta promover a alteração de um modelo de mentalidade de uma geração. Isso é importante porque é o que o torna inovador. Atendemos as mulheres, fortalecendo esse empoderamento, e as crianças, impactando no processo de educação”, contou.

A secretária municipal destacou também a importância em trazer o olhar de uma especialista para análise de todo o projeto de atendimento às mulheres. “Ela traz essa bagagem teórica, técnica, sobre a violência contra a mulher. Com essa visão macro, ela olha para os projetos que a gente vem desenvolvendo. A gente quer saber se eles realmente atendem aos princípios de emancipação da mulher”, finalizou Macilane Gomes.

Wânia Pasinato mora em São Paulo, tem pós-doutorado em Núcleos de Estudos de Gênero e já desenvolveu ações de combate ao feminicídio como coordenadora de Acesso à Justiça no escritório da ONU Mulheres no Brasil. Ela trabalha como Assessora Técnica da ONU Mulheres com foco no enfrentamento à violência e possui diversas publicações científicas sobre temas relacionados à violência de gênero.

2° Edição do Selo Dona Saló entra na última semana de inscrições

As empresas interessadas em concorrer ao Selo Dona Saló têm até esta quinta-feira (14), para realizar a sua inscrição. O Selo, que está na sua segunda edição, é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) e visa certificar as empresas privadas localizadas em Teresina que atuam ou estabeleçam projetos, programas ou ações em prol da igualdade de gênero.

A Gerente de articulação e transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, alerta para o prazo final de inscrições e convoca as empresas da capital a participarem do evento. “Estamos na última semana de inscrições. Convidamos as empresas a participarem dessa premiação, que traz uma grande visibilidade e vai mostrar que essas empresas realmente trabalham ações de equidade de gênero. A empresa vencedora poderá mostrar seus projetos e ganhará seu reconhecimento”, alertou.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas mediante o preenchimento do formulário no Google. O formulário também está disponível nos seguintes sites da SMPM;  SEMDEC e UFPI.

A cerimônia de concessão do Selo será realizada durante um evento em alusão ao mês da mulher, em março de 2020. As categorias de empresas serão divididas entre pequenas, médias e grandes, sendo concedidos pelo menos três selos para cada categoria, considerando o número de colaboradores da empresa.

“Nós, enquanto empresa que oferece oportunidades igualitárias e justas para o quadro funcional feminino, estamos muito satisfeitos em participar de mais uma edição do Selo Dona Saló. Hoje, a Águas de Teresina conta com 30% do seu efetivo composto por mulheres e elas ocupam 1/3 do quadro de lideranças. Esses números comprovam que a participação da mulher no mercado de trabalho tem crescido nos últimos anos, e a intenção da Águas de Teresina é oferecer cada vez mais oportunidades justas, igualitárias e seguras na empresa”, destaca Cleyson Jacomini, diretor-presidente da Águas de Teresina, uma das empresas que já garantiu participação em mais uma edição do Selo.

Projeto de dança proporciona autoestima e bem-estar a mulheres vítimas de violência

Elevação da autoestima, bem-estar, diversão, relaxamento e alegria. Estes são alguns dos benefícios que o projeto “Elas Dançam” tem proporcionado às mulheres que frequentam o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A atividade, que tem como público mulheres vítimas de violência, acontece nesta sexta-feira (08), das 08h às 09h.

O projeto “Elas Dançam” surgiu em setembro deste ano e acontece uma vez por mês. Atualmente cerca de 10 mulheres participam da atividade, que tem ajudado bastante essas mulheres que se encontram em situação de fragilidade e abalo psicológico.

“A dança proporciona alegria, diversão e bem-estar para quem pratica. A pessoa alegre automaticamente tem uma autoestima elevada e esse fator é bastante importante no convívio social. Tudo isso contribui para o processo da recuperação dessas mulheres. A gente percebeu que a autoestima delas melhorou, elas interagem mais”, relata a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares. O CREG funciona na Rua Benjamin Constant, 2170, de 8h às 14h. Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

 

Defensora Pública mediará roda de conversa sobre violência de gênero

O número de crimes contra mulheres, dentre eles o feminicídio, é crescente em todo Brasil. Para alertar e informar sobre a temática e os diversos tipos de violência de gênero, será realizada uma roda de conversa no Serviço de atendimento Amor de Tia zona Sudeste. A atividade que acontece nesta sexta-feira (08), às 10h, será mediada pela Defensora Pública Lia Medeiros do Carmo.

“Queremos levar mais conhecimento para as mulheres, que são nosso público alvo. Falar sobre seus direitos, informar os órgãos competentes onde elas possam buscar ajuda, tudo isso é importante”, explica a Coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Lourdes Maria.

Segundo a coordenadora, algumas mulheres que sofrem violência ainda não sabem que têm garantido o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de assistência judiciária gratuita, mediante atendimento específico e humanizado. “Essa é uma das informações que será repassada na roda de conversa com as mulheres da zona Sudeste, pois muitas ainda não têm esse conhecimento. O direito está previsto no art. 28 da lei Maria da Penha, sancionada em 2006. Na oportunidade elas poderão fazer questionamentos a serem esclarecidos pela defensora”, pontua.

O Serviço de Atendimento Integral a Mulher e suas Crianças: Amor de Tia Sudeste, que fica localizado na Rua Santa Luzia, s/n, bairro Alto da Ressurreição, atende mulheres que vivenciam situações de vulnerabilidade social e situações de violência baseadas no gênero, desenvolvendo estratégias de emponderamento feminino e acolhimento e desenvolvimento psicossocial das crianças de 1 ano a 2 anos e 9 meses.

 

SMPM disponibiliza 20 vagas para curso gratuito de costureira industrial

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), promoverá o curso de costureira industrial de vestuário gratuitamente. Ao todo, serão ofertadas 20 vagas. As interessadas devem realizar inscrição até esta terça-feira (05), no Amor de Tia Sudeste, localizado na Rua Santa Luzia, s/n, bairro Alto da Ressurreição.

Para realizar a inscrição, é necessário que a candidata tenha, pelo menos, 16 anos, levando cópia do CPF, da Carteira de Identidade (RG), declaração de escolaridade e comprovante de residência com CEP. É preciso, ainda, estar cursando, no mínimo, o 7º ano do ensino fundamental ou o equivalente ao 3º ciclo da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ato da inscrição.

A pessoa será submetida a um processo seletivo, que irá abordar conteúdos básicos das disciplinas de língua portuguesa e matemática. A prova avaliativa será realizada nesta quarta (06), no Amor de Tia Sudeste, a partir das 13h30.

O curso, que tem carga horária estabelecida de 240 horas, correspondente a 60 dias úteis, está programado para iniciar no dia 11 de novembro e segue até o mês de fevereiro. As aulas vão ser ministradas de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30, e serão direcionadas à operação de máquinas de costura industrial e construção de peças de vestuário sob tabelas de medidas, entre outras habilidades.

“Nossa pretensão é oferecer a essas mulheres oportunidade de crescimento pessoal e profissional. E, mais ainda, fazer com que elas vejam sua importância em nossa sociedade, que reconheçam cada vez mais as suas capacidades. Com o curso de costureira industrial, elas vão ter a chance de aprender uma profissão, se inserir no mercado de trabalho formal ou até desenvolver atividades autônomas”, esclarece a psicóloga da SMPM, Joseli Barbosa.

 

SMPM participa de reunião para tratar sobre melhorias no atendimento às mulheres em situação de rua

Membros da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e representantes da equipe do Consultório na Rua estiveram reunidos para tratar de políticas de assistência às mulheres em situação de rua.

O encontro teve como principal objetivo garantir cada vez mais o direito e inclusão desse público, além de tratar de questões que perpassam a política da pessoa em situação de rua. Sitauções como acessos à educação, habitação e saúde também foram colocados em pauta.

A assistente social do Consultório na Rua, Melissa Carvalho, destaca que a reunião foi pensada com o objetivo de traçar estratégias de um melhor acolhimento às mulheres em situação de rua, incluindo-as no plano municipal, projeto em vigor que dá assistência ao público feminino nessas situações. Segundo ela, existem várias questões que precisam ser levantadas nesse contexto.

“Que tipo de atendimento podemos garantir no espaço da rua? Como uma mulher que está na rua pode denunciar uma violência se uma medida protetiva não vale para ela? Como ela vai se proteger dessas situações de violência doméstica, se ela não se enquadra nessa situação doméstica? As gestantes também são uma preocupação, porque apesar da gente garantir o pré-natal, elas não têm uma boa adesão, pois acabam fugindo dos profissionais que fazem esse acompanhamento com receio de perder seus filhos, então é uma problemática muito complexa”, afirmou Melissa.

A partir do processo de análise e observação da situação dessas mulheres, acontecerá uma reunião, com data a definir, com a Câmara Técnica, que é vinculada à SMPM, buscando trazer mais visibilidade para a causa.  As demais secretarias do município serão acionadas e será feita uma investigação de como cada organização pode contribuir para a melhora desse atendimento.

“Após a reunião com a Câmara Técnica será feita uma visita ao espaço da rua para compreendermos, a partir de uma vivência, a condição dessa mulher e, em seguida, elaborarmos um plano de trabalho articulado para garantir cada vez mais o direito e inclusão dessas mulheres”, finalizou a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Profissionais da Secretaria da Mulher são capacitados para atenderem homens agressores

Representantes da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participaram na quarta-feira (30) e hoje (31) de capacitação, promovida pelo Tribunal de Justiça do Piauí, que tinha por objetivo instruir profissionais para o atendimento e acompanhamento de homens e agressores, estimulando uma reflexão nesse público sobre a prática de violência.

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, explica que o trabalho vem sendo aperfeiçoado a partir de projetos que já existem na Secretaria, como o Laço Branco, Grupo Renascer, dentre outros. “Estamos agora aperfeiçoando a partir de uma metodologia desenvolvida por grupos e núcleos em Brasília voltados para essa flexão de abordagem com os homens. Essa metodologia que é voltada para formação de facilitadores é bastante importante”, afirmou.

O palestrante João Wesley Domingues, que faz parte do Núcleo Judiciário da Mulher e do Juizado da Mulher no Núcleo Bandeirantes de Brasília (DF), destacou a importância da atividade e explicou como ela pode ajudar na conscientização da problemática de violência contra a mulher.

“Na violência doméstica familiar contra a mulher o estado e a maioria das instituições sempre deram atenção necessária, obviamente, à mulher, entendendo que somente a mulher está no ciclo de violência. E não havia o entendimento de que o homem também faz parte desse ciclo e ele não consegue sair. Por isso, é muito importante levá-los a refletirem sobre o delito que eles cometeram”, destacou João Wesley Domingues.

O mediador ressaltou ainda que somente o processo punitivo para homens agressores não soluciona todo o problema de violência. Segundo João Wesley, aqueles que não passam pelo processo reflexivo e restaurativo tendem a não mudarem de comportamento e cometerem novamente atos de violência.

No Distrito Federal, o projeto tem três anos e meio e já atendeu mais de 2.700 homens. O objetivo é reproduzir o modelo em todo o Brasil. Os grupos de reflexão para atividades na capital de Teresina ainda não foram definidos, deverão ser implantados posteriormente.

 

 

Nota de apoio a Assistente Social, Janaína Mapurunga

Na quarta-feira (23), a Assistente Social, Janaína Mapurunga foi ofendida pelo Coordenador Geral do MP3, Francisco Júnior. O Mesmo usou de argumentos ofensivos e desrespeitosos de cunho pessoal referente a sua atuação na área de Direitos Humanos. Diante do acontecido, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em reconhecimento a nota da Defensoria Pública do Estado do Piauí e do Conselho Regional de Serviço Social – CRESS 22ª Região-PI, declara total apoio a Assistente social e reitera na íntegra nota divulgada pelo CRESS-PI. Confira!

O Conselho Regional de Serviço Social – CRESS 22ª Região-PI, no uso de suas atribuições legais, sobretudo zelando pela defesa do exercício profissional, vem a público manifestar seu apoio à Assistente Social Janaína Mapurunga Bezerra de Miranda, em razão das manifestações ofensivas praticadas contra a dignidade e a honra da profissional, as quais foram proferidas pelo senhor Francisco Júnior do MP3, em reunião na Defensoria Pública do Estado do Piauí na última quarta-feira (23).

É importante destacar que defendemos a liberdade de expressão, assim como, a análise crítica da execução das Políticas Públicas ofertadas em níveis municipal, estadual ou federal. Entretanto, é inadmissível aceitar, sem nos pronunciarmos, as ofensas e as acusações proferidas de forma agressiva pelo referido senhor, que ao tecer suas críticas, referiu-se publicamente à assistente social mencionada de forma desrespeitosa.

As atribuições e competências dos/as assistentes sociais estão previstas na Lei de Regulamentação da Profissão e são norteadas pelos princípios fundamentais no Código de Ética e pelo Projeto Ético-Político da Profissão, portanto, as respostas profissionais são articuladas com esse conjunto normativo e regulatório, onde está expressa a ampla autonomia do exercício profissional enquanto direito da/o Assistente Social. Entretanto, é preciso levar em consideração a correlação de forças existentes no cotidiano profissional e os limites e possibilidades da atuação do Serviço Social.

Defendemos um projeto social radicalmente democrático, onde todos/todas podem apresentar suas reivindicações, mas também continuaremos empenhadas/os na defesa da eliminação de todas as formas de preconceitos e na defesa do exercício do Serviço Social sem ser discriminado/a, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, idade e condição física e, acima de tudo, de ser respeitado/a no contexto de sua atuação.

No que diz respeito ao exercício profissional da assistente social Janaína Mapurunga, ressaltamos que a mesma tem contribuído de forma significativa para as Políticas Públicas, atuando de forma competente e ética, destacando-se na Política de Assistência Social, tanto no âmbito da gestão, como no exercício do Controle Social, chegando também a ser da Diretoria deste Conselho e posteriormente, a representá-lo como profissional da base, exercendo a presidência do Conselho Estadual de Assistência Social-CEAS/PI.

Registramos que as manifestações do ofensor trouxe indignação no âmbito da categoria, posto que buscou ferir a imagem profissional da assistente social, desrespeitando seus direitos e atacando ainda a prática da profissional na Política de Direitos Humanos.

Face ao exposto, repudiamos veementemente a conduta desrespeitosa do senhor mencionado, pela qual, em conformidade com a Resolução CFESS Nº 443/2003, a assistente social poderá denunciá-lo a este CRESS no contexto de DESAGRAVO PÚBLICO –pois a mencionada resolução dispõe que todo/a Assistente Social devidamente inscrito/a no CRESS – que for ofendido/a, atingido/a em sua honra profissional ou desrespeitado/a em seus direitos e prerrogativas definidas no Código de Ética Profissional (alínea “e” do art. 2º – Constituem direito do/a assistente social: desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional), poderá representar junto ao Conselho de sua jurisdição para apuração dos fatos contra quem der ensejo ou causa à violação de seus direitos e prerrogativas.

Por fim, expressamos nosso apoio à assistente social Janaína Mapurunga pelo ocorrido, e colocamo-nos à disposição para a tomada das providências que o caso requer, reafirmando nosso compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais das/os assistentes sociais. Manifestações como essas, que ferem a honra e a dignidade profissional, são e sempre serão arduamente combatidas por este Conselho!

CRESS 22ª REGIÃO-PIAUÍ

Estudante de 17 anos é prefeita de Teresina por um dia

Nesta terça-feira (23), a estudante Auricélia, de 17 anos, foi prefeita de Teresina. Acompanhada do prefeito Firmino Filho, ela começou o dia participando da abertura da audiência pública sobre o Plano de Ordenamento Territorial de Teresina, realizado no Centro de Formação Odilon Nunes. Logo em seguida foi para o Palácio da Cidade, onde acompanhou mais da agenda do gestor.

Para o prefeito Firmino Filho, a ação Meninas Ocupam é uma iniciativa bonita, simbólica e importante. “Precisamos mudar essa cultura machista que desrespeita os direitos das mulheres, possibilitando mais oportunidade a elas, e esse é um desafio que essa geração tem que enfrentar. Essa ação é bastante importante, pois possibilita meninas ocuparem postos de deputadas, vereadoras, prefeitas, dentre muitos outros. Isso mostra que elas podem ocupar o espaço que quiserem”, pontuou.

Auricélia avaliou a experiência que marcou sua vida. “Esse foi um momento que vou levar para sempre. Me senti honrada e bastante feliz em poder representar as meninas da minha idade e da minha comunidade, ocupando uma função muito importante, como a de prefeita. Serei multiplicadora dessa experiência maravilhosa e espero, com isso, despertar o interesse também de outras meninas pela política, pois ainda é bem pequeno o número de mulheres participando desse meio”, afirmou.

A estudante confessa que em alguns momentos de sua vida teve que conviver com diversas inseguranças, pois era uma menina retraída e tímida e que, as vezes, chegava a duvidar de si. Mas com o auxílio do projeto que participa e que é idealizado pela Plan, passou a mostrar a sua voz, como menina, e ver que o seu destino dependia exclusivamente de sua determinação.

“Com o tempo fui deixando a insegurança de lado e tendo a consciência de que o meu futuro seria exclusivamente moldado por mim. Sou uma menina que sonha, mas ao mesmo tempo mantém os pés firmes no chão, assim vou nutrindo a sabedoria do que preciso para chegar onde quero”, finalizou.

Neste ano, 22 meninas com idades que variam entre 13 e 19 anos estão ocupando lugares de destaque como os de gestoras de secretarias do município, mídias (tv, rádio e digital influencer), gestores estaduais, além de funções como o de vereadora e deputada estadual. A ideia da ocupação de cargos faz parte da Campanha Meninas Ocupam, criada em 2016, pela ONG Plan International, e executada em Teresina em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM).

“O objetivo da ação é despertar a atenção para os direitos das meninas, proporcionando que elas conheçam o seu potencial, saibam de seus direitos e que contribuam para a diminuição da discriminação de gênero”, explicou a secretária Macilane Gomes.

Atualmente, o movimento de ocupação de cargos se espalha por 72 países. No Brasil, a Plan funciona em Teresina, São Paulo, Bahia e no Maranhão.