SMPM informa como identificar cada etapa da violência contra mulher

É importante compreender quais os ciclos da violência Fotos(Ascom/SMPM)

A violência doméstica contra a mulher é uma realidade que atinge milhares de brasileiras todos os anos. Muitas vezes, essa violência se manifesta de forma repetitiva e previsível, seguindo um padrão conhecido como ciclo da violência. O ciclo é composto por quatro etapas: encantamento, aumento da tensão, agressão e arrependimento.

Na primeira etapa, o homem se mostra gentil e atencioso, mas já demonstra sinais de descontrole e ciúme, afastando a mulher da família, dos amigos, impondo restrições ao seu modo de vestir e às suas redes sociais.

Na segunda etapa, ocorre o aumento das discussões, das irritações, das humilhações e das ameaças. A mulher tenta acalmar o companheiro e evitar situações que possam desencadear sua raiva. Muitas mulheres acreditam que o comportamento violento é culpa delas ou resultado de algum problema externo.

Na terceira etapa, há a intensificação das agressões físicas, morais, psicológicas, sexuais e patrimoniais. O agressor explode em fúria e concretiza as ameaças feitas nas etapas anteriores.

Na quarta etapa, o homem se arrepende e pede perdão. Ele se torna carinhoso e promete mudar. A mulher acredita nas suas palavras e perdoa. Um breve período de tranquilidade se instala na relação, mas logo o ciclo se repete.

Muitas mulheres vivem esse ciclo por anos sem conseguir rompê-lo, correndo risco de vida. Diante disso, a secretária da SMPM, Karla Berger, destaca a importância dos serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência oferecidos pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT).

“A violência doméstica contra a mulher é um problema grave e complexo, que exige uma atuação integrada e articulada de diversos setores da sociedade. A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, tem o compromisso de oferecer serviços de qualidade e humanizados para as mulheres que sofrem esse tipo de violência, buscando garantir seus direitos e sua dignidade. O CREG é um exemplo disso, pois além de acolher e orientar as mulheres, também contribui para o seu empoderamento e emancipação. Nós queremos que as mulheres saibam que elas não estão sozinhas e que podem contar com o nosso apoio para romper o ciclo da violência”, disse a secretária.

Um desses serviços é o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero. O CREG presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferece Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Além disso, o CREG promove a autonomia financeira e produtiva das mulheres, por meio de cursos de capacitação profissional. O acesso ao serviço pode ser feito diretamente pelas mulheres ou por meio da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. O CREG atende mulheres de 18 a 59 anos com uma equipe multiprofissional. O equipamento é seguro e não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa a coordenadora do espaço, Roberta Mara.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

UFPI realiza atividade pedagógica com mães e crianças atendidas pelo Serviço Florescer

Nesta quarta-feira (12), um grupo de universitários da UFPI (Universidade Federal do Piauí) visitou o serviço Florescer Norte I, uma das unidades do serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina. A visita faz parte do projeto “Observatório do Brincar”, que desenvolve ações pedagógicas para docentes e estudantes de pedagogia sobre o lugar do brincar na vida da criança e na sociedade atual.

O serviço Florescer Norte I está realizando uma colônia de férias integrativa com as crianças e mães que participam do seu programa. A colônia oferece atividades lúdicas, educativas e recreativas para as famílias, como oficinas, brincadeiras, palestras e orientações.

A professora Disnah Barros, coordenadora do projeto “Observatório do Brincar”, explica que o objetivo é “voltar com as atividades da brinquedoteca, que seja um espaço ativo, contribuindo para o desenvolvimento das crianças da educação infantil, além da formação dos alunos de pedagogia”. Disnah é professora do centro de ciências da educação e atua no departamento de métodos e técnicas de ensino da UFPI.

Os estudantes do curso de nutrição e pedagogia também participam de um projeto de extensão em parceria com o Sebrae e Senac, que promove ações complementares para as mulheres. O projeto oferece palestras sobre alimentação para as crianças, primeiros socorros, negócios e currículos. Essas atividades têm o objetivo de envolver a necessidade cotidiana na vida das mulheres.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, ressalta a importância desses projetos para a comunidade. “Essa é uma ação voltada para as crianças, mas que também beneficia as mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. Elas recebem orientações, capacitações e apoio para superar as dificuldades e conquistar sua autonomia. Além disso, elas veem seus filhos se desenvolverem de forma saudável e feliz, brincando e aprendendo. Esses projetos são uma forma de promover a cidadania e a dignidade das mulheres e das famílias da nossa cidade”, afirma ela.

A visita dos universitários da UFPI foi a última atividade realizada pelo projeto “Observatório do Brincar”, que se encerra em agosto de 2023. O projeto é uma iniciativa da UFPI com apoio da PREXC (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura) e visa contribuir para a melhoria da qualidade da educação infantil e da formação dos futuros educadores.

Prefeitura de Teresina realizou 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no primeiro semestre deste ano

Sede do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) (Foto: Ascom/SMPM)

Entre janeiro a junho de 2023, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

Roberta explica que o espaço conta com estratégias de alcance nas redes sociais e divulgação nos eventos e ações da Secretaria da Mulher para maior alcance do espaço. Mensalmente são realizados ciclos de divulgações nas comunidades urbanas e rurais para fazer com que mais mulheres sejam alcançadas e encontrem a rede de atendimento. Em junho, a SMPM desenvolveu o projeto “Entre Margaridas”, uma iniciativa de combate às violências nas comunidades rurais do município.

“É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta. “Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Serviço Florescer inicia colônia integrativa de férias nesta segunda-feira (10)

Crianças participam de colônia integrativa de férias em Unidades do Serviço Florescer (Foto: Ascom/SMPM)

Brincadeiras, distribuição de brindes e oficinas criativas são algumas das atividades que estão sendo realizadas durante a colônia integrativa de férias, que iniciou nesta segunda – feira (10), em todas as unidades do Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina.

As atividades da colônia integrativa de férias iniciaram nesta segunda-feira e seguem até o dia 13, finalizando com um passeio em praças e parque municipal da cidade, promovendo momentos voltados a atividades lúdicas de socialização e integração para as mulheres e crianças. Ao longo da semana, também serão feitas atividades diferentes do dia a dia, com brincadeiras que possam estimular o equilíbrio, coordenação motora e criatividade das crianças, além de fortalecer vínculos entre mães e suas crianças.

De acordo com a secretária Karla Berger, a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma mais lúdica e divertida. “A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atrativa”, destaca Karla. “Percebemos como as mulheres que participaram do Serviço elogiam esses momentos de interação e se sentem bem acolhidas junto a seus filhos”, finaliza a secretária.

A coordenadora do Serviço Florescer Norte, Aline Heira, explica que na colônia é realizada para as crianças, mas também para as mulheres. “Teremos momentos de integração para que elas participem, um dia da semana, que possam falar sobre maternidade, a autonomia das famílias e fortalecimento de vínculos”.

Para a Flaviana Andrade, mãe de uma criança de dois anos, a atenção com as crianças no mês das férias é essencial para manter a filha em atividades recreativas e também proporcionar lazer e bem estar para a família. “Dentro do Serviço existe sempre a preocupação de saber como estamos ou se estamos precisando de algo. E, na programação de férias não podia ser diferente, muitas atividades, brincadeiras para serem realizadas para que a gente faça com nossos filhos. Sou muito feliz de fazer parte disso”, relata.

Horário de Funcionamento:Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horasUnidades:Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Prefeito Dr. Pessoa sanciona lei que institui campanha de promoção da saúde materna

Prefeito Dr. Pessoa (Foto: Rômulo Piauilino/Semcom)

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, sancionou uma nova lei que institui no Município uma campanha de conscientização e promoção da saúde materna. A campanha “Maio Furta-Cor”, que entra oficialmente no calendário oficial de eventos da cidade, será realizada anualmente, no mês de maio.

A Lei Municipal Nº 5.912/2023, publicada no Diário Oficial do Município nessa quarta-feira, 31 de maio, estabelece o “Maio Furta-Cor” como um período dedicado a ações que visam conscientizar a população a respeito da saúde materna.

“É de suma importância uma lei que possa dar mais visibilidade à luta pela saúde materna. Com a criação dessa campanha, o Município de Teresina se coloca à disposição para realizar ações que possam conscientizar a população sobre a importância dessa causa”, declarou o prefeito Dr. Pessoa.

Segundo a nova lei, a campanha abrangerá uma série de atividades, incluindo palestras, rodas de conversa, seminários, workshops e mobilizações. O objetivo é disseminar informações sobre os trabalhos médicos e técnicos voltados para a promoção da saúde materna.

A lei sancionada pelo prefeito de Teresina é de autoria das vereadoras Thanandra Sarapatinhas e Teresinha Medeiros.

Secretaria da Mulher orienta mulheres sobre o ciclo da violência doméstica

Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), oferece atendimento jurídico, psicológico e social às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), também realiza ações de prevenção e conscientização sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de enfrentamento à violência.

Uma das informações que o Creg busca difundir é sobre o ciclo da violência doméstica, um padrão de comportamento dos agressores que se repete constantemente e dificulta a saída das vítimas da relação abusiva. De acordo com a secretária Karla Berger, esse fenômeno acontece em três fases e a cada novo recomeço pode ser mais intenso e agressivo.

“No começo há a construção das tensões, quando o agressor mostra-se tenso e irritado por motivos banais, faz ameaças, humilhações e ofensas verbais à vítima”, explica Karla. “Depois, há a explosão da violência, quando o agressor perde o controle e parte para a agressão física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial contra a mulher”, detalha a secretária. “E por fim, há o arrependimento e comportamento carinhoso: o agressor pede perdão, promete mudar, demonstra afeto e atenção à vítima. A mulher se sente aliviada, esperançosa e responsável pelo bem-estar do agressor”, finaliza.

No entanto, Karla alerta que esse ciclo se repete cada vez mais rápido e com maior intensidade, gerando um círculo vicioso que aprisiona a mulher na relação abusiva. Por isso, é importante que as mulheres reconheçam os sinais de violência e busquem ajuda para romper esse ciclo.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

Prefeitura de Teresina oferece serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência

Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), localizado na rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte . Foto (Ascom/SMPM).

Nesta semana, veio à tona por meio das redes sociais o caso de violência de gênero cometido contra a estudante Victoria Soares. A jovem, de 23 anos, foi brutalmente agredida pelo namorado em Teresina. Diante do alerta de violência, a secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, ressaltou a importância dos serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência oferecidos pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT).

Na capital, o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.

Karla explica que a maior parte das mulheres agredidas sofrem algum tipo de violência por parte de algum conhecido, principalmente por ex-companheiros ou atuais. Nestes casos, a secretária alerta para a dificuldade em identificar o relacionamento abusivo. A secretária ainda caracteriza que o machismo não atravessa só a violência física e deixa a mulher mais vulnerável ao ciclo de violência.

“O ciclo da violência acontece em três fases: quando as tensões aumentam, o agressor age com humilhações, fazendo com que a mulher tenha medo e angústia. Depois, vem os atos de violência: física, psicológica, sexual, moral e até patrimonial. E por fim, os atos de arrependimento. Quando o agressor pede desculpas e promete mudar. No entanto, esse ciclo se repete, ficando cada vez mais intenso e frequente”, alerta.

De acordo com a secretária Karla, é necessário que a própria mulher em situação de violência, ou pessoas no seu entorno ( como amigos, familiares, colegas de trabalho e vizinhos) se engaje em sensibilizar a vítima para procurar acolhimento, e consequentemente, a denúncia.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Prefeitura de Teresina disponibiliza serviço para mulheres em situação de vulnerabilidade

O Serviço Florescer conta com quatro unidades, localizadas nas zonas Sudeste, Norte, Sul e Rural de Teresina (Povoado Salobro). Foto (Ascom/SMPM).

O Serviço Florescer é um programa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), que oferece apoio e oportunidades para mulheres e suas crianças que vivem em condições de vulnerabilidade na capital piauiense. O serviço busca promover a cidadania e a dignidade das mulheres, por meio de atividades educativas, socioemocionais, culturais e profissionalizantes.

A secretária da SMPM, Karla Berger, destaca que o objetivo do Serviço Florescer é fortalecer a autoestima e a autonomia financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina. “São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, afirma.

O programa foi fundado em 2015 e reformulado na atual gestão do prefeito Doutor Pessoa, ampliando o seu público-alvo e o seu alcance territorial. Hoje, o Serviço Florescer conta com quatro unidades, localizadas nas zonas Sudeste, Norte, Sul e zona Rural de Teresina (Povoado Salobro). Cada unidade tem capacidade para atender 100 mulheres e suas crianças de um a dois anos e onze meses.

Para participar do Serviço Florescer, as mulheres interessadas devem se inscrever nas sedes do programa em suas respectivas regiões, levando alguns documentos pessoais e das crianças, caso queiram inscrevê-las também. As inscrições começaram no dia 04 de janeiro e seguem durante todo o ano de 2023, enquanto houver vagas.

No Serviço Florescer, as mulheres têm acesso a cursos de capacitação profissional, como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento, em parceria com a Fundação Wall Ferraz. Além disso, elas participam de oficinas de artesanato, rodas de conversa, palestras sobre direitos humanos, saúde, violência doméstica e familiar, entre outros temas. As crianças ficam sob os cuidados de educadoras sociais, que realizam atividades lúdicas e pedagógicas com elas. Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

A coordenadora do Serviço Florescer Sul, Laryssa Sousa, explica que o programa também faz um trabalho de acolhimento e inserção social das mulheres e suas crianças na comunidade. “Estamos fazendo esse acolhimento e inserindo novas mulheres, que são mulheres na comunidade, juntamente com suas crianças, se for o caso. Elas podem vir aqui no Serviço Florescer e a partir daí vamos desenvolvendo as atividades durante o ano”, diz.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Prefeitura de Teresina formaliza a compra de terreno para construção do Hospital da Mulher

A Prefeitura formalizou a compra do terreno onde será construído o Hospital da Mulher Fotos: Marcelo Cardoso / SEMCOM

A Prefeitura de Teresina concluiu, na tarde desta quarta-feira (29), o processo que oficializou a compra do terreno onde será construído o Hospital Municipal da Mulher Socorro Claudino. A área, que fica situada ao lado do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), nas proximidades do elevado da avenida Miguel Rosa, teve o investimento de R$ 16,5 milhões.

A unidade de saúde contará com aproximadamente 150 leitos, e vai ofertar diversos serviços em saúde voltados para a mulher, nas áreas de ginecologia, mastologia, oncologia e reprodução assistida, além de assistência psicológica e psiquiátrica às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, entre outras especialidades.

O prefeito Dr. Pessoa ressalta que o Hospital da Mulher é um projeto que vai revolucionar a saúde pública de Teresina e representa um avanço também nas políticas públicas voltadas para as mulheres.

“Esse é um projeto do coração do prefeito. Com o Hospital da Mulher, queremos garantir saúde e dignidade para as mulheres teresinenses. Com o terreno adquirido, agora daremos seguimento ao processo de licitação para construção dessa importante obra que, sem sombra de dúvidas, será uma referência em todo o país”, ressalta o prefeito.

O procurador-geral do Município, Ari Ricardo Ferreira, afirma que, nos próximos dias, será lançado o edital de licitação para a contratação da construtora que vai executar a obra de construção do Hospital da Mulher.

“O Hospital da Mulher é um grande equipamento público que vai ser entregue às mulheres teresinenses e vai ofertar inúmeros serviços de saúde, das mais variadas áreas. A construção já está em processo licitatório, nos próximos dias será lançado o edital de licitação para a construção dessa obra. A intenção da prefeitura é fazer com que as mulheres participem da construção desse hospital, que um grande marco para o Município de Teresina”, pontua o procurador.

Área doada pelo DNIT

Segundo o engenheiro Edmilson Ferreira, coordenador de projetos da Prefeitura de Teresina, o valor do terreno será pago em três parcelas. Além disso, será anexada uma área doada pela União ao imóvel adquirido pelo Município de Teresina.

“Já está programado o pagamento da primeira parcela, vai ser feito em três parcelas. Outra parte do terreno é do DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e será passado para a Superintendência do Patrimônio da União, que está tratando do processo de doação desse terreno, para compor a área necessária para fazer o projeto do hospital”, explica Edmilson Ferreira.

Dona Socorro Claudino

O Hospital da Mulher levará o nome de Socorro Claudino (in memoriam), esposa do empresário João Claudino Fernandes, também já falecido. Dona Socorro era conhecida por ser benemérita em várias instituições sociais de Teresina e matriarca de tradicional família teresinense.

Entre as características de sua personalidade estavam a alegria e a gentileza com que tratava a todos.

Aberta as inscrições da 2° Edição do Prêmio Teresa Cristina para empresas privadas

As inscrições para a 2° Edição do Prêmio Teresa Cristina foram abertas nesta quinta-feira (23) e seguem até o dia 21 de abril de 2023, até as 23h e 59min. O prêmio é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEMDEC), para incentivar e reconhecer as práticas desenvolvidas por empresas privadas em Teresina que corroborem para inserção, permanência e valorização de mulheres no mercado de trabalho formal.

A segunda edição do prêmio foi lançada na noite desta quarta-feira (22), no Sesc Cultural. O evento contou com o apoio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

O Prêmio foi criado pelo Decreto nº 22.223, 14 de março de 2022, e visa ressaltar a importância da equidade de gênero e da autonomia social e econômica das mulheres. A premiação será concedida a todas as empresas, entre micro, pequenas, médias e grandes, que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas referentes à atuação na desigualdade de gênero no mercado formal.

“Esse projeto é um compromisso assumido para valorização das mulheres dentro do mercado de trabalho”, ressalta a secretária Karla Berger. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 53,25% da população de Teresina é feminina , de acordo com o último censo. No entanto, segundo uma pesquisa da rede LinkedIn, as mulheres são minorias nos cargos de liderança e recebem remunerações menores que os homens ocupando os mesmos postos. “Através de atividades como esta, procuramos combater a desigualdade que está enraizada no âmbito profissional”, finaliza Karla.

Conforme o secretário da SEMDEC, Iran Felinto, é uma forma da Prefeitura de Teresina incentivar que os empresários e empresárias da capital também coloquem como metas a igualdade e valorização de gênero. “Além da questão do reconhecimento das empresas que vão combater o assédio moral e sexual, serão valorizadas também as empresas que realizam equidade salarial e dispõem de cargos de direção para mulheres”, explica o secretário. “Divulguem para os seus familiares, divulguem para os seus amigos. Participem. Vamos lotar o auditório do Sesc mais uma vez e fazer uma grande festa em reconhecimento e valorização das mulheres”, finaliza.

A empresária Arlene Torres, dona do empreendimento Maria Brasileira, e vencedora na categoria pequena empresa em 2022, destaca que o prêmio garante visibilidade no mercado de trabalho e também evidencia o compromisso social dos empreendimentos com as colaboradoras. “É muito importante essa iniciativa e traz um sentimento de orgulho e dever cumprido”, comenta a empreendedora. “Coloca nosso empreendimento, mas também a capital, na rota de responsabilidade e valorização de causas tão importantes”, finaliza.

No mês da mulher, o lançamento do prêmio traz o nome de Teresa Cristina. Uma grande mulher, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina. A imperatriz era conhecida pela religiosidade, generosidade, entusiasta da arte, cultura e das pessoas.

As inscrições para o prêmio são gratuitas e deverão ser realizadas de forma on-line por meio de ficha de inscrição, pelo site da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), através do link https://antigo-smpm.pmt.pi.gov.br/ . A lista das empresas e instituições selecionadas para receber o prêmio será apresentada ao público, em agosto de 2022, com premiação entregue durante programação em alusão ao aniversário de Teresina.

Confira o edital aqui : https://antigo-smpm.pmt.pi.gov.br/selo-dona-salo/edital-do-selo/

Faça a sua inscrição:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeyqNylY3-e-I0txcKqFKDcADZnDgOF-SRVFjQQFQfpz80yaA/viewform