Secretaria da Mulher realiza palestra sobre assédio na Receita Federal

Combater o assédio tem sido uma grande preocupação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Atendendo a um convite da Receita Federal, os técnicos da SMPM, falaram sobre o tema para os servidores do órgão com a finalidade de proporcionar conhecimento e melhorar o ambiente de trabalho.

Segundo o sociólogo Weriquis Sales, é preciso tratar sobre o assédio sofrido por mulheres, numa perspectiva de gênero em espaços laborais. “Falamos sobre os tipos de assédio, as causas, consequências e formas de prevenção. Além do enfrentamento ao assédio sofrido por mulheres, que são reflexo das desigualdades entre homens e mulheres consequente da distribuição de poder em nossa sociedade”, enfatizou Sales.

Durante a atividade, a assessora jurídica do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG), Ana Patrícia, explicou como funciona o Centro e revelou que ele está de portas abertas para receber todas as mulheres que precisarem. O CREG fica localizado na Rua Benjamin Constant, 2170, e funciona de 8h às 14h. Mais informações pelo telefone (86) 3233-3798.

 

Alunos do Laboratório Maria da Penha visitam Secretaria Municipal da Mulher

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu estudantes do sétimo período do curso de psicologia da FACID que participam do projeto “Laboratório Maria da Penha”. Os alunos conheceram as dependências da Secretaria e ouviram explicações sobre as ações desenvolvidas em cada setor.

A atividade faz parte de uma das etapas do projeto, desenvolvido em parceria com o Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID). No Laboratório Maria da Penha é realizado um estudo das questões de gênero, análise da Lei Maria da Penha, identificação dos avanços e desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, conhecimento do perfil das mulheres que sofrem violência e ainda a vivência social através das práticas nas comunidades de Teresina.

“A visita à SMPM foi muito boa para sabermos os níveis de ação que tem cada secretaria, as redes parceiras e para saber quais os outros órgãos e instituições que não conhecemos e que podem trazer um suporte para o público feminino”, pontuou o aluno Victor Passos.

Para a secretária municipal da Mulher, Macilane Gomes, visitas como essa fortalecem o enfrentamento à violência. “É necessário conhecer a rede de enfrentamento, o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia e reconhecer o fluxo de atendimento. Apresentamos a eles nossas ações e nosso diagnóstico da violência em Teresina. Nossa Secretaria está sempre de portas abertas para atividades como essa”, disse a gestora.

Amor de Tia inicia atividades na zona Sudeste

O Serviço Integral de Atendimento às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia da zona Sudeste da capital começou a funcionar nesta segunda-feira, 10 de setembro, no Alto da Ressurreição. O local ainda conta com vagas para atender mães em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica e acolher suas crianças. A unidade da zona Sudeste é ainda maior que a localizada no Matadouro e tem capacidade de atender até 100 crianças e suas mães.

Segundo a secretária municipal da Mulher, Macilane Gomes, as mulheres podem ter acesso ao serviço por meio do Centro de Referência da Mulher em situação de Violência Esperança Garcia ou pelo CRAS Sudeste. “Esperamos que as mulheres possam ser empoderadas pelo acesso à informação, pelo acolhimento e inclusão produtiva, assim como as crianças terão um atendimento especializado no que toca à recreação e a um trabalho psicológico e social de desconstrução dessas marcas de violência”, explicou.

No Amor de Tia as crianças ficam durante um turno – manhã ou tarde – enquanto as mães podem estudar ou trabalhar. Elas também terão acesso à cursos de qualificação. Heloísa Barroso, mãe da Maria Valentina, de 2 anos e 3 meses, moradora do bairro Frei Damião, ficou satisfeita com a chegada do serviço à região. “Espero conseguir procurar um serviço ou fazer um curso. Eu já estudo e agora vai ficar mais simples para eu e meu marido procurarmos um trabalho”, afirmou.

Evanda de Sousa levou a Geovanna, de 2 anos e 3 meses, cheia de ansiedade. “Eu quero fazer um curso, trabalhar. Quero aproveitar todos os cursos que o Amor de Tia oferecer. Além disso, a Geovanna vai aprender a conviver com os pequenos da idade dela, e isso é ótimo”, pontuou.

Inaugurada unidade do Amor de Tia na zona Sudeste

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas inaugurou, na manhã de hoje (31), mais uma unidade do Serviço de Atendimento Integral à Mulher e Suas Crianças: Amor de Tia, no Alto da Ressurreição. A unidade da zona Sudeste é ainda maior que a localizada no Matadouro, e tem a capacidade de atender até 100 crianças e suas mães.

O Amor de Tia é um serviço da Prefeitura de Teresina que atende mães em situação de vulnerabilidade social e violência, oferecendo qualificação profissional, rodas de conversa sobre violência e empoderamento e acolhimento de suas crianças, de 1 ano a 2 anos e 9 meses, com atividades psicopedagógicas, brincadeiras e estímulos para o seu desenvolvimento.

Para o prefeito de Teresina, Firmino Filho, a mãe é a principal educadora da criança. “A mãe é muito mais importante do que a própria escola. Por isso que o Amor de Tia é inovador. Não existe outro projeto com essas características que façam essas ações importantes no empoderamento da mulher, na qualificação da educação infantil. Ele faz com que nós tenhamos essa sinergia de fazer com que seja mulher mais empoderada, com melhor qualificação no mercado de trabalho, assim ela pode alavancar a trajetória de sucesso escolar da sua criança”, refletiu.

Para a Secretária da Mulher, Macilane Gomes, o Amor de Tia tem a intenção de trabalhar o comprometimento. “Nós estamos construindo uma relação para superar a desigualdade de gênero. Destruir relações desiguais, cuidar dessas mulheres que sofrem violência, e cuidar dessas crianças. Com o serviço, as mulheres podem se capacitar profissionalmente, estudar, buscar independência financeira e emocional, sabendo que o seu filho vai estar muito bem cuidado”, afirmou.

O secretário Municipal de Educação, Kleber Montezuma,  lembrou que o Amor de Tia é uma política articulada. A Prefeitura de Teresina faz com que os diversos órgãos se unam na prestação de um serviço, abrindo oportunidades para que haja de fato o desenvolvimento integral da pessoa humana. Isso é muito importante”, concluiu.

Além da SMPM, o Amor de Tia conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) e a Fundação Municipal Wall Ferraz (FWF).

Selo reconhecerá empresas que promovem igualdade de gênero

Com o intuito de promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho em Teresina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) criaram o Selo Dona Saló. A sessão solene de assinatura do decreto que institui o Selo, acontecerá amanhã (28), às 19 horas, na Câmara Municipal de Teresina.

De acordo com o diagnóstico da violência contra a mulher apresentado pela SMPM, mulheres com idade entre 15 e 49 anos apresentam melhores níveis educacionais comparativamente aos homens de mesma faixa etária, no entanto, as mulheres ainda ganham 15,5% a menos que os homens.

A instituição do Selo visa formalizar o reconhecimento por parte do poder público municipal às empresas localizadas no município a fim de que promovam ações, projetos e programas em prol da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas relações de trabalho. Também tem por objetivo contribuir com a valorização da mulher e dirimir todas as formas de discriminação e preconceitos e cumprir regularmente suas obrigações fiscais.

O Selo Dona Saló é assim denominado como reconhecimento e homenagem à Maria Salomé Silva Rabelo, proprietária da conhecida “Casa Saló”, referência no comércio de variedades na capital na década de 60, como explica a gerente de Autonomia e Desenvolvimento Socioeconômico da SMPM, Lannusy Almeida.

“Dona Saló, como era conhecida, foi exemplo de trabalho, luta e tenacidade, foi dessas mulheres que não se curvam às dificuldades, como tantas outras teresinenses vencedoras. Obstinada pelo trabalho, mas igualmente dedicada à família, Dona Saló foi uma mulher à frente do seu tempo”, conclui.

De acordo com o secretário da Semdec, Venâncio Cardoso, a Semdec está inserida no movimento do ambiente de negócios em Teresina e acredita que atitudes para superar as desigualdades entre os gêneros devem ser estimuladas.

“A Semdec é a pasta responsável por movimentar o ambiente de negócios na capital e é notório que o empreendedorismo atualmente tem uma nova cara; para incentivar ainda mais essa mudança, visando mais igualdade de gênero neste ambiente, que acreditamos que seja importante certificar empresas que se preocupam em promover essa igualdade e respeitam os direitos das mulheres. É importantíssimo reconhecer quem se preocupa em superar a discriminação e o preconceito no ambiente de negócios”, disse.

Projeto que fala de violência contra a mulher em cordel passará por mais 12 escolas

Utilizando a educação no enfrentamento à violência contra a mulher, o Projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas vai percorrer 12 unidades de ensino da Rede Municipal de Teresina nos meses de agosto e novembro. Dessa vez, o público alvo são estudantes da zona Norte da capital.

 

A iniciativa da Prefeitura de Teresina já alcançou mais de 54 mil alunos desde que foi implementada, no ano de 2014. A realização é da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). De forma divertida, o arte educador Tião Simpatia leva para as crianças sua famosa versão em cordel da Lei Maria da Penha, informando e sensibilizando os estudantes sobre as medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

Esta semana, os coordenadores pedagógicos das escolas que receberão a atividade estão articulando formas de preparar o público para o projeto, iniciando diálogos sobre o assunto. O grupo recebeu previamente o material que será distribuído para os alunos e participou de uma roda de conversa com o tema “Relações de gênero e espaço escolar”.

 

Segundo a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o espaço escolar é ideal para a disseminação dessas informações. “As crianças reproduzem comportamentos violentos vivenciados em casa, precisamos estar vigilantes a essa problemática, conversando, levando informações, e quem pode nos ajudar muito nisso é quem está em sala de aula. Não é tarefa fácil acabar com a violência, mas precisamos ressiguinificá-la”, afirma.

 

As primeiras unidades de ensino a receberem o cordelista serão a Escola Municipal Ambiental 15 de Outubro e a Escola Municipal Eurípides de Aguiar, no dia 27 de agosto. As apresentações acontecem nos turnos manhã e tarde, no início da aula ou durante o intervalo. A atividade segue até o dia 29. As próximas visitas serão de 5 a 8 de novembro, finalizando na Escola Municipal Professor José Gomes Campos.

Servidores municipais recebem capacitação sobre gênero e sexualidade

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou, nesta quarta-feira (22), uma capacitação sobre gênero e sexualidade para profissionais do serviço público municipal. A ação aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI)

 

A atividade faz parte da 14ª Semana do Orgulho de Ser, realizada pelo Grupo Matizes, organização da sociedade civil que atua na defesa e promoção dos Direitos Humanos de LGBTs e Diversidades. A semana tem como tema “Oprimidas/os, uni-vos: Por mais Direito e Democracia” e segue até a próxima quarta-feira (29).

 

O sociólogo Weriquis Sales ministrou a capacitação e salientou a importância de uma atividade como essa para servidores, principalmente os que estão em contato com o público. “O objetivo foi fomentar um momento em que os profissionais que lidam diretamente com a oferta dos serviços públicos à população LGBT, que historicamente foi privada de ter efetivada sua cidadania no sentido de reconhecimento, legitimidade e acesso aos serviços ofertados pelo poder público, sofrendo processos múltiplos de violência”, finalizou.

Seminário discute o enfrentamento à violência contra a mulher

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou o seminário “Panoramas da situação da violência contra a mulher em Teresina”, no Teatro do Boi. O seminário teve por objetivo apresentar a sociedade os resultados obtidos no diagnóstico sobre a violência contra a mulher na capital piauiense e foi ministrado pela socióloga e pós-doutora em gênero Wânia Pasinato.

 

Durante a manhã, Pasinato apresentou o diagnóstico, fruto da parceria da SMPM com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) e com o Banco Mundial. Ele é o primeiro do Brasil e irá subsidiar a qualificação da gestão de políticas públicas na cidade com escopo do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, que requer integração e articulação ampla de um conjunto de atores sociais e políticos para uma atuação efetiva em rede.

 

À tarde, a discussão foi sobre a organização das políticas públicas para o enfretamento a violência contra mulher por meio de um bate-papo com a doutora em Serviço Social e secretária executiva da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Mauricéia Carneiro; a mestra em Sociologia e presidente do Conselho dos Direitos da Mulher, Luciana Farias; a mestre em Ciências Sociais, Bárbara Johas; e as advogadas Karla Oliveira e Noélia Sampaio.

 

Elas falaram sobre os desafios políticos e institucionais para o enfrentamento à violência contra a mulher, controle social de políticas públicas, a política pública de enfrentamento a violência de gênero: avanços e desafios, formas de enfrentamento da violência doméstica e familiar no judiciário piauiense e emponderamento feminino como forma de fomentar de garantia dos Direitos Humanos da Mulher .

 

“Esse momento é ímpar, dada a importância de estarmos refletindo sobre dados, sobre esse panorama da violência contra a mulher em Teresina e de termos construído esse diálogo durante um ano com as diversas instituições que compõe a rede de enfrentamento à violência, para que pudéssemos refletir melhor sobre esse fenômeno que impacta a vida das mulheres. O diagnóstico vem como uma luva importante para que nosso espaço social e nossa missão institucional possa alterar o modo de contribuir com o rompimento do ciclo da violência”, afirmou a Secretária da Mulher, Macilane Gomes.

Diagnóstico revela que 65% das mulheres de Teresina que sofreram violência não procuraram ajuda

O prefeito Firmino Filho recebeu nesta terça-feira (07), em solenidade no Salão Nobre, o resultado do diagnóstico sobre a situação da mulher em Teresina. Pelo levantamento, organizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres, alguns fatores tem contribuído para que essa violência continue e, a pesar de 88% das teresinenses já terem ouvido falar muitas vezes sobre a Lei Maria da Penha e mais de 90% revela conhecer o seu caráter de coibir a violência, porém 65,79% das que sofreram violência não procuraram ajuda.

 

O prefeito Firmino Filho destacou que a pesquisa é essencial para nortear ações. “ Agora temos um parâmetro para melhor planejar e conduzir ações que rompam com essa situação onde a mulher é vítima, inclusive do mercado de trabalho, pois ficou comprovado que a mulher teresinense estuda mais que o homem, tem qualificação, mas a renda ainda é inferior ao do homem”, destacou.

 

A pesquisa foi realizada pela pós-doutora em gênero Wânia Pasinato e financiada pelo programa Lagoas do Norte. Ela também conduziu uma avaliação de toda a rede de enfrentamento à violência. Os dados apontam que mulheres com idade entre 15 e 49 anos apresentam melhores níveis educacionais comparativamente aos homens de mesma faixa etária, no entanto, as mulheres ainda ganham 15,5% a menos que os homens. Uma desigualdade preocupante, embora Teresina apresente a menor disparidade salarial entre as capitais do Brasil.

 

Pelo sistema de notificação compulsória, ou seja, feito pelo sistema de saúde, os autores da violência predominam amigos/conhecidos das vítimas (19,7%). A força física é o meio de coerção mais empregado, que pode ser explicado pela proximidade entre vítima e agressor e a relação de medo e subordinação característica dos relacionamentos abusivos.

 

Do total pesquisado, 22,11% das mulheres teresinenses sofreram violência psicológica ao longo da vida, 11,22% violência física e 6,35% violência sexual. Mulheres jovens (18 a 29 anos), pardas e sem religião reportam mais violência que os outros grupos, porém a violência sexual é mais denunciada entre mulheres brancas (4,48%), enquanto 2,02% de negras denunciam, o que demonstra uma naturalização maior da violência por parte da população negra, secularmente vítima de racismo e enfrentam mais obstáculo na busca de direitos.

 

“É um documento importante para contribuir com as políticas de atendimento as mulheres para que possam romper com o ciclo de violência e de distorções econômicas”, enfatiza a secretária da Mulher, Macilane Gomes.

 

As mulheres também estão mais fora da força de trabalho que os homens: 39% entre as mulheres e 21% entre os homens. A pesquisa apontou que as mulheres nordestinas convivem com a violência desde muito cedo, principalmente a psicológica. É importante lembrar que 77,8% das mulheres de Teresina são negras e pardas. Das mulheres que procuraram ajuda, 15,8% procuraram com amigos e familiares ao invés da ajuda institucional.

SMPM realiza capacitações para melhor atender mulheres em situação de violência

Sempre preocupada em capacitar seu corpo técnico para que as mulheres de Teresina tenham o melhor acolhimento, em especial as que se encontram em situação de violência, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres abriu as atividades do mês de aniversário da cidade com duas capacitações.

 

O Centro de Referência da Mulher em situação de violência Esperança Garcia (CREG) está recebendo a assistente social Andrea Chelles, técnica de referência do enfrentamento à violência contra a mulher na Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher(COMDIM) de Belo Horizonte, que está trazendo para as técnicas do CREG a experiência da rede de atendimento e do Benvinda-Centro de Apoio à Mulher, que funciona há 22 anos na capital mineira.

 

De acordo com Chelles, a ideia da capacitação é a troca de conhecimentos. “Vamos trocar experiências a nível nacional, porque embora as realidades no Brasil sejam diferentes, infelizmente a violência não é diferente, guardadas as regionalidades, as especificidades. Vamos juntas pensar a realidade do Centro de Referência Esperança Garcia e de que forma a gente pode otimizar, melhorar o atendimento da mulher em situação de violência”, declarou.

 

Para Macilane Gomes, Secretária da Mulher, a formação faz parte do processo de fortalecimento do Centro de Referência Esperança Garcia. É importante entender a rotina institucional, uma abordagem para as mulheres que se encontram em situação de violência, articulação com a rede, facilitar essa rota crítica em que as mulheres têm que percorrer no âmbito de segurança pública, judiciário, e dar assistência a elas que já chegam tão fragilizadas”, concluiu.

 

O CREG oferece atendimento psicológico, social e jurídico para as mulheres em situação de violência em Teresina, por meio de uma equipe multidisciplinar. Além disso, as mulheres participam de diversas atividades, como massoterapia, cinema, corte de cabelo e grupos de reflexão, para se fortalecerem e melhorarem sua autoestima. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8 às 14 horas. Mais informações pelo número (86) 3233-3798.

 

Amor de Tia da zona sudeste terá equipe bem capacitada para lidar com mulheres e crianças

 

Enquanto isso, o Serviço Integral de Atendimento às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, que vai inaugurar uma nova unidade na zona sudeste no dia 31 de agosto, onde realizará o serviço que já é oferecido no bairro Matadouro, recebe também uma capacitação da equipe técnica que trabalhará no local.

 

O Amor de Tia consiste em acolher crianças de 1 a 2 anos e 9 meses enquanto suas mães, mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social fazem cursos profissionalizantes, participam de rodas de conversa ou dispõe de tempo para estudar.

 

Segundo Lidiane Oliveira, gerente de enfrentamento à violência da SMPM, a Secretaria vai dar um olhar de gênero para as técnicas atenderem as mulheres no serviço, mas duas outras instituições atuam na formação. “A capacitação vai durar até o dia 13 de agosto com a participação de duas instituições, como a ONG Plan Internacional, trazendo o olhar da criança, e a Fundação Wall Ferraz, que vai ensinar os cuidados com a criança para que possa ser prestado um serviço de qualidade”, afirmou.