Prefeitura retoma obras de unidades do Serviço Amor de Tia

A Prefeitura de Teresina retomou nesta quarta-feira (05) as obras das duas unidades do Serviço Amor de Tia na zona Sul. Os espaços, que estão em fase de conclusão, ficam localizadas na Vila Santa Rita e no Povoado Salobro, zona Rural da capital, foram projetados para atender 100 mulheres e 100 crianças. Além de trabalhar o empoderamento feminino, o serviço envolve diversas políticas, como saúde, assistência social e o componente econômico.

Segundo o Superintendente da SDU Sul, Paulo Roberto, responsável pela unidade da Vila Santa Rita, a obra teve uma pausa por conta da pandemia, mas deve ser concluída no mês de outubro deste ano. “Neste espaço funcionava o Centro de Produção da Vila Santa Rita e a Prefeitura investiu cerca de R$ 299 mil para transformar no Amor de Tia Sul I. A estrutura contará com auditório para realização de eventos, salas, coordenação e banheiros, entre outros”, explica.

Já o Amor de Tia Sul II, localizado no povoado Salobro na zona rural Sul, deve ser entregue ainda no mês de agosto. O espaço, onde funcionava uma creche, passou por reformas e adaptações em sua estrutura.

O Serviço Integral de atendimento às mulheres e suas crianças – Amor de Tia é um projeto único no Brasil. “É muito importante que a Prefeitura esteja ampliando esse atendimento.  Teresina já conta com duas unidades em funcionamento, zona norte e Sudeste. Além disso, outra será construída na região norte e está na fase de processo licitatório”, ressaltou a Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Para a vendedora Kelly Andreni, moradora da zona Sul há cerca de 23 anos, o espaço foi muito esperado. “Eu, por exemplo, desejo ser uma das beneficiadas e já estou na expectativa do início das atividades. Tenho certeza que deixando meu filho no local posso trabalhar tranquilamente. Sei que ele será bem acompanhado e cuidado”, afirma Kelly, que ganha um salário mínimo e não tem condições de contratar uma babá.

A dona de casa Claudete Vieira acredita que o serviço vai fazer muita diferença para a comunidade do povoado Salobro. “Muitas mulheres que moram aqui não trabalham por não terem com quem deixar seus filhos ou não tiveram acesso a algum tipo de curso de capacitação, que possibilitasse o trabalho autônomo. Com esse serviço, elas terão acesso à diversos cursos”, pontua.

Prefeitura vai construir mais uma unidade do projeto Amor de Tia em Teresina

A Prefeitura de Teresina está iniciando processo licitatório para a construção de mais uma unidade do projeto Amor de de Tia na cidade. A obra será executada no local onde funcionava o mercado público do Parque Firmino Filho, na Santa Maria da Codipi, zona Norte. A capital já conta com outros dois espaços iguais onde são desenvolvidas estratégias de empoderamento feminino, acolhimento e desenvolvimento das crianças de 1 ano a 2 anos e 9 meses.

A obra, orçada em mais de R$ 566 mil, tem prazo de execução de 120 dias após assinatura da ordem de serviço. “O Centro vai contar com salas capacitação para as mães, de acolhida para crianças, refeitório, área de eventos e horta”, explica a gerente de Obras da SDU Centro Norte, Patrícia Santos

“Esse será mais um serviço de atendimento integral às mulheres e suas crianças, e que visa o empoderamento feminino e o acolhimento das crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade social. É um espaço extremamente eficaz para a superação de todas as formas de violência, além de possibilitar o acesso de forma articulada aos serviços de saúde, educação, assistência social, qualificação e desenvolvimento  econômico”, ressalta a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Macilane Gomes.

O Serviço de Atendimento às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia é pioneiro no Brasil com atendimento às mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade ou violência de gênero. A cidade já conta com duas unidades, uma na zona Norte, localizada na Rua Antônio Pedro, S/N, no bairro Matadouro, e outra na zona Sudeste, que fica na Rua Alto das Almas, S/N, no Alto da Ressurreição. Atualmente a unidade da zona Norte atende 78 mulheres e 70 crianças. Já o Amor de Tia Sudeste concentra 65 mulheres atendidas e 65 crianças.

Amor de Tia Sudeste inicia colônia integrativa de férias

Produção de vídeos, distribuição de brindes, brincadeiras e oficinas criativas. Estas são algumas das atividades que estão sendo realizadas durante a colônia integrativa de férias, que iniciou nesta terça-feira (28), pelo Amor de Tia Sudeste, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Com o serviço presencial suspenso, as atividades da colônia integrativa foram adaptadas para serem desenvolvidas de casa, com as mães e crianças acompanhadas pela unidade. Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, a equipe produziu uma sequência de vídeos para serem enviados às mães pelo Whatsapp a cada dia da semana.

“Preparamos esses vídeos da maneira mais criativa possível, com muitas brincadeiras, músicas e danças, decoramos o local para que o material seja bastante atrativo. A ideia é estimular as mães a brincarem com as crianças em casa. Preparamos também lanches e brindes que estão sendo entregues na unidade para as mães, junto com o material das oficinas criativas”, explica Maria de Lourdes Mendes.

Para a Carla Monteiro, mãe de Cauã Lucas, de apenas três anos, a equipe tem se esforçado muito para se fazer presente durante o período de isolamento. “Existe sempre a preocupação de saber como estamos ou se estamos precisando de algo. E, na programação de férias não podia ser diferente, muitas atividades, brincadeiras para serem realizadas para que a gente faça com nossos filhos. Somos privilegiadas de poder fazer parte de tudo  disso”, relata.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, atende mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina. Na unidade são desenvolvidas ações que promovem a qualificação profissional, empoderamento feminino, além de estimular o desenvolvimento psicossocial para crianças.

Amor de Tia Norte inicia programação de férias com mães e crianças acompanhadas pelo serviço

Iniciou nesta segunda-feira (20), a programação de colônia de férias integrativa com as mães e crianças acompanhadas pelo Amor de Tia Norte, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM). Com as atividades presenciais suspensas, foi necessário adaptar as atividades recreativas para o formato de vídeos a serem distribuídos durante toda essa semana em grupos de mães pelo whatsApp.

“Preparamos diversas atividades lúdicas, para que as crianças sintam-se como se estivessem de férias. No período normal nós fazíamos o circuito integrativo, com muitas brincadeiras, brinquedos temáticos, e agora estamos tentando encaixar nesse formato online. Nosso objetivo é estar presente, mesmo distante”, afirma a coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira.

Ainda segundo a coordenadora, durante a semana serão distribuídos kits especiais para as crianças. “O Kit será composto de itens como pipoca, balão, massinha de modelar, e serão entregues às mães em nossa unidade”, esclarece.

Ivonete Carvalho, mãe do Adrian Nascimento de apenas 1 ano e 7 meses, relata o que projeto sempre traz inovações, em todas as datas especiais, e no período de férias não seria diferente. Ela fala sobre o empenho da equipe durante o período de pandemia e como o serviço sempre busca trabalhar atividades para serem executadas de forma conjunta entre as crianças e as mães.

“Além das oficinas criativas que ajuda no desenvolvimento das crianças, são repassados também nos grupos de whatsApp vídeos explicativos de como devem ser feitas as atividades, vídeos informativos sobre os mais diversos temas e de contação de histórias infantis. As crianças e nós mães também gostamos bastante, pois a maioria dessas atividades são desenvolvidas de forma conjunta”, pontua Ivonete, que faz parte do Amor de Tia Norte há sete meses.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, atende mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina. Na unidade são desenvolvidas ações que promovem a qualificação profissional, empoderamento feminino, além de estimular o desenvolvimento psicossocial para crianças.

Prefeitura implanta “Alô Mulher Teresina” para atender mulheres vítimas de violência

O prefeito Firmino Filho lançou nesta terça-feira (14) o “Alô Mulher Teresina”, uma experiência inovadora no país. Trata-se da implantação de uma central telefônica que vai oferecer uma rede de serviços para as mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência. Os atendimentos através do call center serão voltados também para área de saúde mental, assistência social e protagonismo feminismo com o objetivo de estimular a ressocialização e uma maior independência financeira das mulheres.

O Alô Mulher Teresina funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, através do número 0800 033 0302, e tem a possibilidade de atender, inicialmente, até 480 ligações por dia. O serviço dispõe também de um ramal de emergência que poderá ser acionado pelas mulheres em caso de alguma urgência.

Durante solenidade virtual, o prefeito Firmino Filho destacou a importância do novo serviço. “Temos trabalhado para ampliar o acolhimento às mulheres, especialmente durante a pandemia, período em que percebeu-se aumento nos casos de violência doméstica. Então, essa iniciativa vem se somar a outras ações do município para proteger e garantir, de forma inovadora, os diretos das mulheres de Teresina”.

A Secretária Nacional de Mulheres, Cristiane Britto, parabenizou a Prefeitura de Teresina pela iniciativa e destacou que o município é uma vitrine para todo o Brasil. “Teresina é um exemplo de como a rede de atendimento as mulheres pode funcionar de forma harmoniosa e eficaz”, elogiou.

De acordo com a Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, um dos destaques do novo serviço é a articulação de várias secretarias municipais, que irão prestar atendimento através de uma equipe especializada e com um acompanhamento em tempo real. “São oito pastas envolvidas nesse trabalho. É muito importante que a gente possa proporcionar um maior suporte num momento de fragilidade que as mulheres estão passando”.

O teleatendimento poderá ter ser feito em até três fases, dependendo da gravidade da situação de cada mulher. Ela poderá ser atendida por especialista por meio de ligação de voz ou vídeo. Esse serviço também contará com um ramal de emergência que poderá ser acionado pelas mulheres em caso de alguma urgência.

O sistema teleatendimento foi desenvolvido pela empesa OPT Tecnologia em Comunicação. “Esse é um canal que conta com a mais moderna tecnologia de comunicação. Quem ligar, não precisa ter crédito ou sinal de internet. A mulher pode fazer a ligação de qualquer local e ter acesso a um atendimento especializado segundo sua necessidade”, explica o CEO fundador da OPT, Dante Brazão.

O “Alô Mulher Teresina” será coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e contará ainda com a parceria da Secretaria Municipal de Cidadania Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST), Fundação Wall Ferraz (FWF), Empresa Teresinense de Processamento de Dados (PRODATER), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) e Secretaria Municipal de Administração (SEMA).

Teresina para Elas: equipe debate auxílio habitacional para mulheres em situação de violência na capital

Em reunião virtual realizada nesta quarta-feira (01), pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), com representantes Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Habitação (SEMDUH) e Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), foi discutida a portaria nº 86, de 1º de junho de 2020, que trata do auxílio habitacional às mulheres em situação de violência que estão convivendo com seus agressores nesse período de pandemia. O benefício tem o objetivo de favorecer o rompimento do contexto ciclo de violência e fortalecer às mulheres.

O auxílio habitacional compreende a proposta de um aluguel social, ou seja, valores em dinheiro que serão repassados às mulheres inseridas em contexto de violência, para que possam ter um suporte financeiro e consigam sair do espaço doméstico onde estão seus agressores.

Na oportunidade foi abordada também a verificação das demandas de habitação encaminhadas à SEMDUH, com base na Lei Municipal nº 5.445, de 12 de novembro de 2019, que garante às mulheres vítimas de violência doméstica prioridade nos programas habitacionais do município. Tais demandas visam beneficiar mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.

De acordo com a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, a viabilização dos benefícios caracteriza a política de assistência social àquelas que estão em situação de risco e vulnerabilidade. “Precisamos trabalhar essa alternativa de autonomia, de acesso e garantia de direitos das mulheres que se encontram em situação de violência na nossa capital. Para isso, é necessário também discutir essa articulação habitacional.

Quando a mulher é atendida pela rede de enfrentamento à violência, essa mulher precisa se sentir acolhida. Com isso a gente ajuda ela a superar, reduzir, todo esse problema de complexidade que é a violência sofrida. É importante dar condições de superação a essas mulheres nesse momento”, pontua.

No âmbito da assistência social a pauta foi o benefício eventual que, segundo a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho, contempla em alguns pontos de forma ajustada às mulheres em situação de violência da capital nesse período de pandemia.

“Esse benefício atende essas mulheres por meio do auxílio alimentação, que seriam através cestas básicas e também com o aluguel social, mas para isso é necessário que esse público esteja dentro de um perfil regulamentado em lei que é direcionado exclusivamente a questão de renda”, esclarece a secretária.

As sugestões discutidas serão apresentadas ao prefeito Firmino Filho para que sejam regulamentadas em decretos oficiais.

Amor de Tia Norte e Sudeste realizam atendimento remoto com mães e crianças durante a pandemia

Desde a determinação de isolamento social, medida adotada para conter o avanço do novo coronavírus, o Serviços de Atendimento às Mulheres e suas Crianças – Amor de Tia, unidades Norte e Sudeste, têm recorrido às atividades remotas por meio de oficinas criativas, que são enviadas no intervalo de 15 dias e realizadas em casa, com as mães e crianças acompanhadas.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) forneceu kits de material pedagógico compostos por: cartolinas, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, entre outros produtos. A intenção é estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças e sua coordenação motora.

Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira, a grande preocupação da equipe era a adaptação do serviço de maneira remota, para isso, foram desenvolvidas atividades integrativas com as mães e as crianças como oficinas, pinturas, contação de histórias, oficinas de beleza e economia doméstica.

“A nossa satisfação quanto às atividades que são desenvolvidas é a participação das mães, elas gostam de estar com os filhos, gostam de fazer parte de todo o processo de criação. Elas sempre dão retorno do que acharam e sempre é positivo, o que é mais gratificante”, afirma Aline.

Já a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, relata que mesmo durante esses meses de serviço não presencial, toda equipe está sempre em contato com as mães dando todo o suporte necessário. “Elas têm consciência que podem contar com a gente. Estamos sempre à disposição”, relata Maria de Lourdes.

Ana Paula de Sousa, mãe do aluno João Miguel, que frequenta a unidade da região Sudeste há dois anos, conta que o acompanhamento ajudou bastante no desenvolvimento do filho. “As atividades são sempre bem estimulantes. Nesse período em que eles estão em casa e ficam muito ansiosos, as atividades ajudam bastante. E a equipe do Amor de Tias sempre procuram saber como estamos, se estamos precisando de algo.  Me sinto bastante acolhida”, declara.

Outra mãe satisfeita é a Paula Daniele, do Amor de Tia Norte. “O serviço me ajudou muito no lado profissional, aprendi muitas coisas durante todo esse tempo. Infelizmente agora, por conta dessa pandemia, não podemos estar por lá todos os dias, mas as crianças fazem as atividades em casa, e continuam sendo orientadas. Tudo tem sido muito produtivo”, acrescentou.

Para esse período de isolamento, também foram produzidos vídeos informativos e reflexivos para o enfrentamento à violência contra as mulheres, que foram divulgados nas redes sociais e em grupos de Whatsapp para as mães atendidas pelo serviço. O objetivo é promover uma reflexão nas mulheres atendidas, estimulando aquelas que poderiam estar em situação de violência a procurarem o Centro de Referência Esperança Garcia.

Para este mês de julho, o Amor de Tia Norte contará com o projeto “Brincando em casa eu me divirto”, onde a equipe estão sendo preparados circuitos virtuais, com materiais de fácil acesso para serem desenvolvidos com as crianças. Para as mães, o serviço planeja organizar oficinas criativas com tutoriais para confecções de objetos utilizando garrafas pet.

Na unidade do Amor de Tia Sudeste, serão realizadas as Colônias Integrativas, que anteriormente aconteciam presencialmente, mas serão adaptadas para a forma virtual. As atividades de julho contarão com oficinas criativas, contação de histórias, atividades lúdicas, com as crianças e as mães acompanhadas.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), são unidades que ofertam auxílio às mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, e suas crianças. Atualmente a unidade da zona Norte atende 78 mulheres e 70 crianças. Já o Amor de Tia Sudeste, concentra 65 mulheres atendidas e 65 crianças.

Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres da SMPM é apresentado em evento da UFPI

O Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, da Prefeitura de Teresina, foi apresentado pela secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, em webconferência no VIII ATELIER UFPI ALASS: trabalho e formação da política de saúde, produção de conhecimento, atenção hospitalar e intersetorialidade do SUS.

Segundo Macilane Gomes, a apresentação do Plano Emergencial para a comunidade científica se configura como mais uma oportunidade para discussão de políticas públicas para as mulheres com especialistas, estudiosos, sendo assim um espaço para somar experiências.

“Como experiência na cidade de Teresina, em especial no que se remete ao enfrentamento à violência contra a mulher nesse contexto de pandemia, pontuamos os desafios e as possibilidades do teleatendimento, sobretudo dos desafios das mulheres de conhecerem e acessarem esse serviço para buscar ajuda. O evento possibilitou uma troca de saberes com pesquisadores, estudantes. Tivemos a oportunidade de interagir com o público, ouvir sugestões. Tudo isso para aperfeiçoar esse trabalho que vem sendo realizado nesse contexto tão desafiador”, destacou Macilane Gomes.

A coordenadora do evento e membro do comitê Diretivo da Alass, professora Edna Goulart, afirma que o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres se mostra fundamental no cenário atual, em que as mulheres se encontram isoladas e em uma condição maior de risco.

“A questão que colocamos é: ‘o que fazer quando a pauta de uma defesa da vida coloca um risco em relação à outra?’. Pautarmos o Plano Emergencial de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, evidenciá-lo, explicitá-lo, dar acesso público ao conhecimento, se faz importante. Permite que para além da defesa da vida na perspectiva da saúde, que também devemos construir instrumentos legítimos e eficazes de proteção à mulher no que tange à segurança”, afirmou Edna.

Entre as temáticas debatidas no evento deste ano estavam a Reforma Sanitária e Reforma Psiquiátrica do Sistema Único de Saúde (SUS), Pandemia e desafios do SUS. No segundo momento houve a discussão sobre a relação da Biologia e o desenvolvimento de tratamento contra a Covid-19, a Gestão Estadual do SUS no Piauí, o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres, entre outros temas.

O evento teve como objetivo discutir o trabalho no campo da saúde, a relação entre os aspectos estruturais e conjunturais e o processo de formação e produção de conhecimento dentro da Universidade. A atividade incentiva essa produção de conhecimento tanto na graduação como na pós-graduação, discutindo-a em nível nacional e internacional.

O VIII ATELIER UFPI ALASS foi coordenado pelo departamento de Serviço Social e pelo programa de Pós-Graduação de Políticas Públicas, em parceria estabelecida entre a Universidade Federal do Piauí(UFPI), Associação Latina de Análises de Sistemas de Saúde (com sede em Barcelona) e PET – Saúde Interprofissionalidade.

Mais de 250 mulheres recorreram ao Esperança Garcia para orientação sobre violência no isolamento

Um total de 141 mulheres procurou pela primeira vez o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para pedir orientação em caso de violência durante esse período de isolamento social em virtude da pandemia do novo Coronavírus. Desde o início da pandemia a unidade, que é vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), faz o uso do sistema de teleatendimento para atender mulheres vítimas de violência na capital e contabilizou até o dia 12 de junho de 2020 total de 283 atendimentos.

Segundo a coordenadora do CREG, Roberta Mara, além das 141 mulheres que procuraram a unidade pela primeira vez, também foram solicitados 84 atendimentos a mulheres que já são vinculadas à unidade, entre outros tipos de atendimentos.

“Os atendimentos são realizados mediante as especificidades de cada caso por profissionais especializados, como psicólogas, assistentes sociais e membros da área jurídica. Os mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, que envolvem orientações sobre denúncias e requerimentos de medidas protetivas. Mas também são realizados acolhimentos de suporte psicológico, que auxiliam na fragilidade emocional das mulheres, e, por último, o social, que oferece apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade”, esclareceu a coordenadora.

De acordo com a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, é necessário ter um olhar atento a esses dados, como também monitorar a situação dessas mulheres após esses atendimentos. Além de destacar o período de isolamento social como um fator para o aumento nos atendimentos da unidade, a profissional atribuiu os números significativos à implantação do contraturno, que permite a realização de atendimento nos turnos manhã e tarde e também aos fins de semana e feriados.

“O Centro de Referência passou a funcionar ainda nesse período de distanciamento social de forma mais ampla, aumentando o suporte a essas mulheres que precisam de atendimento ou orientação. É importante destacar que a unidade não é um canal de denúncia, ela oferece orientação às mulheres em situação de violência. Para isso temos profissionais capacitados, uma equipe multidisciplinar para o suporte necessário”, afirmou a gerente.

Nas redes sociais, a SMPM (@smpmteresina) vem realizando desde o início desta semana uma campanha de incentivo para às mulheres procurarem ajuda no Centro de Referência Esperança Garcia ou em alguma instituição de apoio a mulheres vítimas de violência. Na oportunidade, estão sendo postados vídeos curtos de outras mulheres que estimulam a realização de denúncias e a procura pela unidade.

Caso queiram realizar notificações formais de denúncia, as mulheres vítimas de violência devem procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que atualmente é o principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, que ficam localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451.