Observatório da Mulher Teresina lança estudo sobre violência contra mulheres e meninas na capital

Em 2021, Teresina teve um aumento significativo nos registros de violência sexual, comparado ao ano de 2020, primeiro ano de pandemia por COVID-19, revela o Observatório Mulher Teresina, vinculado a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), na publicação do 1° Boletim OMT. O tema retratado é em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no dia 18 de maio. A data foi determinada pela Lei 9.970/2000, em memória à menina Araceli Crespo, de oito anos, sequestrada e violentada no Espírito Santo.

Confira o estudo na íntegra:

https://antigo-smpm.pmt.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/12/2022/05/BOLETIM-OMT-alterado-18-05-1.pdf

Segundo os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Ministério da Saúde (MS) relacionado à violência interpessoal, o Observatório Mulher Teresina aponta que de 96% dos casos contra pessoas do sexo feminino, 78,5% eram meninas entre 0 a 19 anos.

Conforme o estudo, nota-se que os principais lugares em que a violência sexual ocorre variam de acordo com a faixa etária das meninas. Quanto menor a idade, maior a ocorrência da violência sexual no espaço escolar. Quanto maior a idade, maior a ocorrência em vias públicas. Durante a pandemia por COVID-19 houve diminuição nos casos em vias públicas. “Foi possível observar que na maioria das vezes os autores da violência são pessoas conhecidas,” afirma Suziane Santos, técnica do Observatório.

Uma preocupação levantada pelo estudo é a maior ocorrência no ambiente doméstico na residência das vítimas, a qual apresenta 68% e os autores de violência com maior porcentagem são de pessoas próximas como amigo(a), conhecido(a) com 41%.

“É importante pontuar que meninas pardas de 10 a 14 anos foram as que mais sofreram violência sexual” ressalta a técnica Suziane Santos no relatório. O percentual de estupro contra meninas de 10 a 14 anos de 2011 a 2021 apresenta 72% dos casos, em relação ao assedio sexual 76%. Entre 2011 a 2021, 612 meninas já haviam sofrido episódios de violência outras vezes, representando 42% dos casos.

“O estudo é uma forma de conscientizar e informar a população teresinense sobre a recorrência dos casos de violência contra crianças e adolescentes na capital”, destaca a secretária Gabriela Rodrigues que ainda enfatiza. “Dessa forma, a Prefeitura de Teresina consegue entender e trabalhar o panorama da violência contra meninas e mulheres, e assim, combatê-la”, ressalta.

Onde procurar ajuda?

Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVIS) – Serviço de Saúde
Funcionamento: 24 horas todos os dias.
Endereço: Prédio da Maternidade Dona Evangelina Rosa – Avenida Higino Cunha, 1552, Bairro Cristo Rei, Teresina – Piauí.
Telefone: (86) 3228-1053

Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
Funcionamento: Segunda-feira à sexta-feira, das 08:00h às 18:00h
Endereço: Rua Otto Tito, s/n, Bairro Redenção, Teresina – Piauí.

Conselhos Tutelares
Região Centro/Norte: (86) 3215-9313. Plantonista: (86) 99490-7886
Região Sudeste: (86) 3215-9360. Plantonista: (86) 99460-3138
Região Sul: (86) 3227-6714. Plantonista: (86) 99454-2102
Região Leste: (86) 3233-8841. Plantonista: (86) 99470-0654

Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)
Região Norte – Bairro Aeroporto. Telefone: (86) 3213-6144
Região Sudeste – Bairro São João. Telefone: (86) 3237-4115
Região Sul – Bairro Vermelha. Telefone: (86) 3223-0712
Região Leste – Bairro de Fátima. Telefone: (86) 3215-9330 Telefone: (86) 3216-2676

Secretaria da Mulher discute projeto de leitura para ser implementado no Serviço Florescer

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participou de uma reunião nesta segunda-feira (02) para discutir o projeto Ler Brincando, junto com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e a Secretaria Municipal de Educação (Semec). O encontro foi realizado no Centro de Formação Odilon Nunes.

O projeto Ler Brincando tem o objetivo de desenvolver ações lúdicas para incentivar a prática de ouvir e ler histórias. A intenção é estimular as crianças a pensarem de uma forma diferente, desenvolvendo também a imaginação e o compartilhamento de experiências com os colegas.

A secretária Gabriela Rodrigues explicou que estão sendo alinhadas formas de incluir às crianças atendidas pelo Serviço Florescer de dois a três anos de idade, que deverão ser incluídas no Projeto Ler Brincando. A ação será ofertada para as unidades Florescer Norte, Florescer Sudeste, Florescer Zona Rural e Florescer Sul. “Esperamos que até 200 crianças possam ingressar no projeto e se habituem à prática da leitura dentro das unidades do Florescer”, complementa.

O programa será executado na sala de aula dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e a formação dos professores ficará responsável por formadores especializados na área maternal. Os profissionais terão suporte da coleção Palavra Cantada, livros didáticos que são formados por canções infantis e atividades a serem realizadas com os alunos. O projeto Ler Brincando é uma ação da Prefeitura de Teresina, que será executada em parceria com a Semplan, Semec e a SMPM.

Serviço Florescer

O Florescer é um dos serviços oferecidos pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de um a dois anos e onze meses. Há quatro sedes na capital, nos seguintes endereços:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Observatório da Mulher e Polícia Civil fecham parcerias para pesquisas de crimes contra mulheres

Foi alinhada parceria para abastecer os dados acerca da violência contra as mulheres e feminicídios na capital Foto(Ascom/SMPM)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu, na manhã desta quinta-feira (5), o delegado João Marcelo, da Delegacia da Polícia Civil. Durante o encontro, foi alinhada parceria para abastecer os dados acerca da violência contra as mulheres e feminicídios na capital. Por meio desses estudos, será possível traçar novas estratégias para políticas públicas e ações de combate à violência de gênero em Teresina.

Foi debatido sobre a nova parceria, por meio do Observatório Mulher Teresina (OMT), que consiste em um espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses. A técnica do OMT, Suziane Santos, destaca que a parceria vai acelerar a sistematização de dados para gerar os diagnósticos e o panorama da violência de gênero na capital. “O diálogo mais próximo com a Secretaria de Segurança facilitará uma visão mais assertiva de dados e agilizar os diagnósticos da violência contra mulher em Teresina”, pontua a técnica.

A parceria com a secretaria de Segurança pode auxiliar para ações mais efetivas para o combate à violência contra a mulher. “Esse é um avanço para a polícia também traçar uma melhor performance e prevenir crimes de gênero na cidade”, disse o delegado.

Sobre o Observatório Mulher Teresina

O Observatório Mulher Teresina consiste em um espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses e a avaliação de ações municipais desenvolvidas para este público, visando à sistematização e gestão de dados para subsidiar o aprimoramento de políticas públicas para mulheres.

Sua missão é produzir e incentivar o acesso a conhecimento especializado sobre a realidade de mulheres teresinenses, fornecendo subsídios para a tomada de decisão de gestores e para aprimoramentos nas políticas públicas municipais.

Conheça mais produções do observatório através desse link: https://antigo-smpm.pmt.pi.gov.br/observatorio-mulher/

Secretaria da Mulher realiza evento com serviços voltados para o público feminino no Anita Ferraz

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou neste sábado (07), o evento “Bem Me Quero” – Amor e carinho por você e pela vida. A celebração foi realizada no Centro de Aprendizagem Carlos Novaes, no bairro Anita Ferraz, zona Leste de Teresina. Durante o evento, foram oferecidos serviços e atendimentos pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Comissões da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil/Secção Piauí, Fundação Wall Ferraz e Fundação Municipal de Saúde.

De acordo com a Secretária Gabriela Rodrigues, a ação teve como objetivo fazer uma busca de mulheres para orientar outras mulheres em zonas descentralizadas na capital para falar dos serviços de gênero, saúde, assistência social e justiça oferecidos pela Prefeitura de Teresina. “Uma linda manhã com atividades para nossas mulheres teresinenses promovida pela SMPM”, avalia a secretária. “Uma forma de acolhermos mais mulheres e mostrar a necessidade do autocuidado e os serviços que ela pode obter em situação de vulnerabilidade ou violência”, pontua.

É o caso de Maria Raimunda, moradora do bairro Elmano Ferrer, que foi até o evento obter orientações pelo CRAS. A presença e atendimento dos profissionais contribuíram para que ela possa acessar benefícios e possa garantir a segurança alimentar da família. “É muito bom quando um evento assim olha para a gente com humanidade”, conta.

Além disso, foram oferecidos serviços odontológicos, como avaliação gratuita e aplicação de flúor pelos profissionais da Coife Odonto. A clínica esteve presente nos Serviços Florescer, e agora, retoma a parceria durante os eventos do Bem Me Quero.

Jaisa da Silva, tem 25 anos, e aprovou as ações oferecidas pela Fundação Wall Ferraz, como cortes de cabelo, pedicure e manicure. Durante as rodas de conversa, a mulher pretende ingressar no Serviço Florescer para poder ter acesso aos cursos e capacitações oferecidos pelo Serviço. “É uma forma da gente garantir a profissionalização para mulheres e ingressar no mercado de trabalho”, finaliza.

 

Fotos: Ascom/SMPM

Florescer Sul iniciou atividades com as crianças atendidas pelo serviço

O Florescer Sul, localizado na Vila Santa Rita, bairro Promorar, zona Sul, iniciou, nesta segunda-feira (09) suas atividades com as crianças atendidas pelo serviço. Foram ofertados nesse primeiro momento, atividades lúdicas, contação de histórias e acolhimento aos pequenos.

“O sentimento é de muita gratidão e grandes expectativas”, pontua Iara Carvalho, coordenadora do Florescer Sul. São acolhidas crianças de um a dois anos e 11 meses nos serviços, ao todo são quatro unidades em Teresina. Na sede é desenvolvido projetos que contribuem para a qualificação profissional das mulheres em vulnerabilidade social e estimulam o desenvolvimento psicossocial das crianças.

Fotos: Ascom SMPM

Atualmente são inscritas 46 crianças no Florescer Sul, com capacidade de até 100 crianças. As inscrições podem ser feitas através da própria sede ou através do Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

“A ideia de incluir crianças nos serviços é uma estratégia de acolher não só as mulheres, mas também seus filhos, o que provoca maior sensibilidade e interesse na comunidade”, afirma a secretária Gabriela Rodrigues.

O Florescer Sul conta com uma infraestrutura pensada nas crianças e nas mulheres, como banheiros, playground, uma praça, cozinha, amplas salas. O espaço voltado para as mulheres também oferece informação, assistência jurídica, psicológica, integração social e lazer.

A Prefeitura de Teresina mantém o Serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade e seus filhos entre 1 ano a 2 anos e onze meses de idade em Teresina. Ao todo são quatro unidades em Teresina, confira abaixo:

Unidades

Florescer Norte: Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste: Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural: Povoado Salobro

Florescer Sul: Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o Serviço Florescer

Fundado em 2021, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Servidoras da SMPM participam de formação sobre direitos das mulheres trans e travestis

As servidoras e funcionárias da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participaram na manhã desta segunda-feira (18) da capacitação mensal oferecida pelo Grupo de Convivência de Travestis e Transexuais (GPTrans), veiculada à Superintendência de Direitos Humanos – Gerência de Enfrentamento à LGBTfobia – SASC, chamada “Respeitar é preciso”. A capacitação, realizada no Centro de Formação Odilon Nunes, contou com a presença de representantes dos direitos LGTQIA+ e funcionárias dos serviços da SMPM.

Durante a ocasião foi alinhado como melhorar o atendimento às mulheres trans e travestis no Serviço Florescer e no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Além disso, foi debatido sobre a legislação vigente na capital para proteger todas as mulheres em situação de vulnerabilidade e violência de gênero.

Neste mês, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a Lei Maria da Penha se aplica aos casos de violência doméstica ou familiar contra mulheres transexuais. O colegiado considerou que a lei trata de violência baseada em gênero, e não no sexo biológico.

A decisão do STJ é inédita e abre precedente para que outros casos semelhantes tenham o mesmo entendimento. Embora alguns tribunais inferiores já tenham decisões parecidas, ainda há muitos casos em que as medidas protetivas e demais dispositivos da Lei Maria da Penha são negados às mulheres trans.

A secretária Gabriela Rodrigues reforça que as capacitações qualificam os serviços da capital para ampliar o debate sobre direitos humanos. “Trouxemos todas as funcionárias dos serviços para que a gente possa atender cada vez mais mulheres, sejam elas cis ou trans, mas saibam que podem contar com nossos atendimentos”, reforça a secretária.

Para a coordenadora do Creg, Roberta Mara, o propósito da capacitação é suprir as carências de conhecimento e termos, além de saber do que há de instrumento legal para atender o segmento específico. “Sabemos da dificuldade em direcionar, pois não há equipamento público específico para atender a demanda trans”, explica a coordenadora. “Mas mesmo que incipiente o momento foi de valia acerca do que há de conquista e também para sabermos das terminologias, logo trabalhamos com gênero”, finaliza.

Foto: Divulgação (SPMP)

Abertas as inscrições do Prêmio Teresa Cristina para empresas privadas

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres – SMPM, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEMDEC, abrem as inscrições do “Prêmio Teresa Cristina – Práticas inovadoras, que promovam a inserção, permanência e a valorização da mulher no mercado de trabalho”. A premiação foi instituída por meio do Decreto nº 22.223, de 14 de março de 2022 e publicado no Diário Oficial do Município nº 3.231, de 15 de março de 2022.

A 1ª Edição do Prêmio Teresa Cristina tem por objetivo conhecer e incentivar práticas inovadoras relacionadas às políticas públicas para mulheres desenvolvidas por empresa públicas e privadas, no âmbito da cidade de Teresina e levará em conta as empresas públicas e privadas que possuam práticas e desenvolvam programas que assegurem os direitos humanos das mulheres e promovam a equidade de gênero no ambiente de trabalho.

Anualmente, o prêmio será concedido a todas as empresas entre micro, pequenas, médias e grandes empresas que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero.

As inscrições para o prêmio são gratuitas e deverão ser realizadas no período de 01 de abril de 2022 a 01 de maio de 2022, de forma on-line por meio de ficha de inscrição. A lista das empresas e instituições selecionadas para receber o prêmio será apresentada ao público, em agosto de 2022, com premiação entregue durante programação em alusão ao aniversário de Teresina.

As inscrições para o prêmio seguem até às 23h59 do dia 1° de maio de 2021.

INSCRIÇÕES NO LINK ABAIXO: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScsZQIAt_9jBGjhoaWh_Duht0RhSbOmsG39OfKz9zlVckfkgg/viewform

Quem foi Teresa Cristina?

Uma grande mulher, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina.

Religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas. Assim se caracterizou Teresa Cristina. Com um legado de herança no amor e respeito ao próximo, as mulheres teresinenses também herdaram força da imperatriz Cristina.

Foto: Divulgação (SMPM)

CREG comemora 7 anos de funcionamento com entrega de moradias às mulheres em situação de violência

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), comemorou sete anos com um café da manhã, nesta quinta feira (31).
O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 e 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional.

“Queremos dar essa visibilidade enquanto política pública para mulher. Quando falamos em atender mulheres para empoderá-las, é buscar um atendimento transversal das políticas públicas, incluindo habitação, inclusão produtiva, inclusão no mercado de trabalho, preparando-as para a vida profissional.

A Secretária da Mulher comemorou o aniversário do CREG dando um destaque a política habitacional. O Creg conseguiu inserir àquelas que necessitavam de uma moradia. São mulheres que estão vinculadas aos serviços prestados pelo Centro de Referência, pois, tendo em vista a dificuldade de romper com o ciclo de violência pela falta de moradias. No total, foram 21 mulheres contempladas. “Contamos para isso, com uma parceria com a SEMDUH”, explica a Coordenadora do CREG, Roberta Mara.

“Temos feito um trabalho para retirar as mulheres em situação de violência. Temos o florescer, que acolhe mulheres vulneráveis, onde procuramos identificar aquelas que sofrem violência doméstica e assim fazemos essa articulação com o CREG.

A Secretaria da Mulher, trabalha em parceria para articular as demais secretarias. “Nosso papel é desburocratizar para que mulheres possam ser contempladas também com o programa de habitação, e para isso, a mulher precisa estar inserida junto ao CREG, explica a Secretaria Municipal da Mulher, Karla Berger.

Dentre as mulheres contempladas, Maria Julia*, que tem 31 anos e é mãe de uma menina. “ Essa é uma grande oportunidade que o CREG me proporcionou desde o primeiro momento que cheguei aqui. Sempre fui muito bem acolhida. Foi aqui que consegui melhorar da depressão que sofria. Pude contar com o apoio de todos que fazem esse centro de referência. Receber minha própria moradia, é um grande presente”, afirma.

Lúcia Santos* é mãe de duas filhas e foi contemplada com uma moradia através do projeto de habitação tendo o CREG como ponte para conseguir receber sua casa. “ Depois que conheci os serviços oferecidos pelo CREG, mudei a minha vida. Antes eu morava de aluguel, e hoje eu fico feliz em ter minha própria casa”, conclui.

Sobre a Lei:

A Lei Municipal dispõe que essas mulheres em situação de violência que estejam em situação de medida protetiva, bem como aquela que esteja em processo de acompanhamento em espaços especializados de atendimento à mulher, tenham prioridade nos programas habitacionais implementados ou desenvolvidos pelo poder público municipal.

Para o cumprimento do dispositivo legal fica instituído que deve ser reservado o percentual mínimo de 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das personagens

Prefeitura de Teresina lança 1ª edição do Prêmio Teresa Cristina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), lançam na noite de quinta-feira (31), a primeira edição do “Prêmio Teresa Cristina” que foi criado pelo Decreto nº 22.223, 14 de março de 2022. O prêmio visa ressaltar a importância da equidade de gênero e da autonomia social e econômica das mulheres. A solenidade de lançamento ocorre às 19h no teatro do Sesc Cultural, bairro Noivos, zona Leste.

Considerando a realidade de desigualdade entre homens e mulheres no âmbito do emprego, o prêmio objetiva incentivar e reconhecer, as práticas desenvolvidas por empresas privadas, instituições públicas em Teresina, que corroborem para inserção, permanência e valorização de mulheres no mercado de trabalho formal. A certificação será concedida anualmente.

No mês da mulher, o lançamento do prêmio traz o nome de Teresa Cristina. Uma grande mulher, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina. Religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas. Assim se caracterizou Teresa Cristina.  Com um legado de herança no amor e respeito ao próximo, as mulheres teresinenses também herdaram força da imperatriz Cristina.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Teresina, com uma população estimada de 871.126 habitantes, 53,25% da população é feminina, de acordo com o último censo. Nesse reflexo, pesquisa da rede LinkedIn revelou em 2021 que as mulheres no Brasil ainda ocupam poucos cargos de liderança e recebem remunerações menores que os homens ocupando os mesmos postos. O exemplo para mudar essa realidade está na inserção de mais mulheres nos ambientes de trabalho.

Com o “Prêmio Teresa Cristina”, a Prefeitura Municipal assegura a igualdade para as mulheres. Esse é mais um compromisso assumido pela gestão para dar cumprimento em 2022 a um maior número de atividades inclusivas destinadas as teresinenses. Ele será concedido a todas as empresas entre micro, pequenas, médias e grandes empresas que desenvolverem diretrizes voltadas para políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero.

As inscrições para o prêmio são gratuitas e deverão ser realizadas no período de 01 de abril de 2022 a 01 de maio de 2022, de forma on-line por meio de ficha de inscrição. O edital do prêmio será lançado na noite do dia 31 de março.  A lista das empresas e instituições selecionadas para receber o prêmio será apresentada ao público, em agosto de 2022, com premiação entregue durante programação em alusão ao aniversário de Teresina.

Mulheres em situação de rua recebem serviços e participam de roda de conversa da SMPM

A equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), levou na manhã de terça-feira (29), uma roda de conversa sobre os serviços oferecidos pela Secretaria, para mulheres que vivem em situação de rua atendidas pelo Centro POP, da Prefeitura de Teresina. Além disso, foram doados roupas, calçados e kits com absorventes e preservativos.

Foto: Ascom SMPM

Na ação, ao todo 28 kits foram distribuídos, somado a isso ouve um momento de escuta dessas mulheres. “O intuito é apresentar os serviços da secretaria da mulher. Muitas dessas mulheres, por viverem nas ruas, acabam naturalizando o processo da violência, e resolvemos explicar os tipos de violência e como elas podem buscar os mecanismos de apoio com o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg)”, relatou Danyela Batista, do apoio técnico da articulação da SMPM.

O encontro também proporcionou informação e cuidados com a saúde da mulher. “Foi mais uma troca de experiências, aproveitamos o momento para falar e prevenir a pobreza menstrual, onde disponibilizamos absorventes para essas mulheres que muitas vezes não têm condição de adquirir com recursos próprios”, frisou Danyela Batista.

Mulheres podem procurar serviços

A secretária da Mulher, Karla Berger, destaca que a Prefeitura de Teresina junto com a SMPM possui serviços específicos para atender mulheres que possam estar em situação de violência na Capital, e um deles é o Creg.

“Contamos com o Creg que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica”, destaca Karla. “As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço que fica no Centro de Teresina”, complementa a secretária.