CREG realiza encontro com mulheres em situação de violência sobre relacionamentos saudáveis e abusivos

O Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), realizou nesta quinta-feira (27), um grupo reflexivo com as mulheres em situação de violência atendidas pela unidade. Durante o encontro, foram abordadas as temáticas sobre como identificar sinais de um relacionamento abusivo e como romper com o ciclo da violência.

A secretária da SMPM, Karla Berger explica que a atividade é um meio essencial de apoio e fortalecimento para as mulheres em situação de violência: “O grupo reflexivo disponibilizado pelo CREG como um espaço de troca serve para que as mulheres possam entender que elas de fato não estão sozinhas, e que podem sim superar e romper com o ciclo da violência. É uma forma de fortalecer essas mulheres, aumentando sua autoestima e confiança, além de promover conhecimento sobre relacionamentos, sinais e tipos de violências”, destaca a gestora.

O Grupo Reflexivo é disponibilizado pelo Centro de Referência Esperança Garcia, mensalmente, de forma presencial e online. Essa atividade busca promover estratégias de empoderamento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, além de discussões que embasam as mulheres acerca de seus direitos, possibilitando um espaço de troca de experiências vividas e fomentando o rompimento do ciclo da violência através do fortalecimento e elevação da autoestima.

De acordo com a assistente social do Creg, Maria Gabriela Andrade, esse encontro serve como forma de conscientizar e auxiliar as mulheres no combate ao ciclo da violência. “O objetivo de falar sobre esse tema é promover a conscientização dessas mulheres acerca das características de um relacionamento abusivo e do saudável, sobre as possíveis sutilezas de um relacionamento tóxico, bem como suas consequências e auxiliar na busca pela prevenção à violência contra a mulher”, destaca a assistente social.

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Em Teresina, mulheres em situação de vulnerabilidade recebem assistência social por meio do Serviço Florescer

Mulheres em situação de vulnerabilidade recebem assistência (Foto: Ascom/SMPM)

O Serviço Florescer é um serviço da Prefeitura de Teresina, oferecido pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), que visa oferecer apoio psicossocial, jurídico e profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas que sofrem violência doméstica ou familiar. O serviço funciona desde 2017 e já atendeu mais de mil mulheres na capital piauiense.

O serviço, que já existe desde 2015, foi reestruturado na gestão do prefeito Dr Pessoa. Anteriormente, o espaço era destinado apenas para mães, e agora, funciona sem restrição para mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade em Teresina. ” Após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado cada vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão, o serviço passou a funcionar de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Nas unidades do Serviço Florescer, distribuídas na Zona Sul, Sudeste, Norte e Zona Rural (Comunidade Salobro), os espaços contam com uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas, e educadoras sociais que realizam atendimentos individuais e coletivos, oficinas, palestras e encaminhamentos para a rede de proteção e garantia de direitos das mulheres. Além disso, o projeto oferece cursos de capacitação profissional em parceria com entidades públicas e privadas, visando promover a autonomia financeira e a inserção no mercado de trabalho das usuárias.

As crianças que possuem de um a dois anos e onze meses também podem ingressar no serviço. O Florescer, que funciona em quatro unidades em Teresina, possui vagas para 100 crianças em cada sede. Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 07:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

SMPM informa sobre como identificar a violência psicológica e como agir em casos de agressão

Grupos de mulheres que são assistidas pela SMPM (Foto: Ascom/SMPM)

No primeiro semestre de 2023, ingressaram 158 novas mulheres no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Ao todo, neste período, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência, inclusive vítimas de violência psicológica.

De acordo com a secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) Karla Berger, a violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

“A violência psicológica muitas vezes se inicia de forma sutil, quando nem mesmo a vítima nem consegue perceber o que de fato está acontecendo”, frisa Karla. “Esse tipo de violência possui características peculiares o que torna mais difícil a identificação tanto pela mulher como pelas pessoas que convivem com ela, por isso a importância de saber sobre o assunto e identificar os sinais”, destaca a gestora.

1-Perda da essência

Deve-se observar se houve alguma mudança de padrão entre o que a pessoa era e o que ela é agora. Isso inclui mudanças em como ela é percebida fisicamente, emocionalmente e socialmente. A vítima para de exercer alguns hobbies, muda a sua forma de vestir ou detalhes que antes eram importantes. Em sua vida íntima, essa pessoa pode estar em constante tensão pelo o que pode ou não dizer, e pelo o que pode ou não fazer.

2- Distanciamento e controle

Novamente, trata-se de observar se há uma mudança de padrão. A face oculta dessa violência é o distanciamento onde o agressor costuma ter o controle, buscando saber o que a vítima faz, com quem e onde. Isso acaba isolando a vítima de familiares e amigos.

3- O que contam e como contam

Nesse caso as vítimas costumam contar pouco ou nada sobre o relacionamento, o parceiro e o que ele faz. E se contar algo pode ser que busque justificar as ações do agressor. Essas atitudes revelam uma faceta do abuso: a culpa sentida pela pessoa violentada.

4- Dependências emocionais e dúvidas

Com a pessoa que sofre abuso psicológico, existe um apego ao agressor que se estende em intensidade e duração além do que é habitual, e é diferente da dependência saudável que existe nas interações humanas.

A vítima perde autonomia não tendo controle sobre seus próprios horários dependendo do agressor para tomar decisões. A pessoa violentada duvida de tudo e demonstra insegurança. Isso, junto com a dependência emocional, é fruto da constante manipulação a que ela está sendo submetida.

5-Como se comporta quando está com o parceiro (Agressor)

É importante saber que nesse caso as pessoas que exercem a violência psicológica tendem a ter perfis nascistas. As vítimas, sobretudo quando estão com o agressor não tomam iniciativas, não opinam, calam-se e concordam.

 

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Resultado do Prêmio Teresa Cristina acontece em agosto, em alusão ao aniversário de Teresina

O Prêmio Teresa Cristina, que reconhece as empresas que promovem a equidade de gênero no mercado de trabalho, terá seu resultado divulgado em agosto, em alusão ao aniversário de Teresina. A premiação é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), e visa incentivar e valorizar as práticas que contribuem para a inserção, permanência e dignidade das mulheres no âmbito profissional.

O Prêmio foi criado pelo Decreto nº 22.223, 14 de março de 2022, e é dividido em quatro categorias: micro, pequena, média e grande empresa. De acordo com a secretária da SMPM, Karla Berger, as inscrições para a segunda edição do Prêmio foram encerradas em abril deste ano, e as empresas vencedoras serão anunciadas em uma solenidade no auditório do SESC Cultural, no dia 23 de agosto, data em que Teresina completa 171 anos.

“Uma iniciativa que visa reconhecer e valorizar as empresas que promovem a equidade de gênero no mercado de trabalho”, destaca a secretária. “Sabemos que as mulheres ainda enfrentam muitos desafios e discriminações no âmbito profissional, por isso é importante que as empresas se comprometam com essa causa e criem um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo para as mulheres”, finaliza a gestora.

A primeira edição do Prêmio Teresa Cristina aconteceu em 2022 e premiou 16 empresas de Teresina que se destacaram nas políticas de equidade de gênero. Entre as vencedoras estavam a Maria Brasileira, uma empresa de serviços domésticos que emprega mais de 90% de mulheres; a Cajuína São Geraldo, uma indústria de bebidas que oferece cursos profissionalizantes para as funcionárias; e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), que possui mais de 70% de mulheres em cargos de chefia.

O Prêmio Teresa Cristina é uma forma de reconhecer e estimular as empresas que valorizam as mulheres e contribuem para a redução das desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE, as mulheres representam 53,25% da população de Teresina4, mas ainda enfrentam barreiras como a discriminação, a violência, a dupla jornada e a falta de oportunidades. Por isso, é importante que as empresas se engajem nessa causa e promovam um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo para as mulheres.

“O Prêmio Teresa Cristina é uma forma de estimular o desenvolvimento econômico e social de Teresina, por meio do incentivo às empresas que valorizam as mulheres e contribuem para a redução das desigualdades de gênero no mercado de trabalho”, destaca Iran Felinto, secretário da Semdec. “As empresas vencedoras demonstraram que é possível conciliar o crescimento econômico com a responsabilidade social, oferecendo oportunidades, capacitação e reconhecimento às mulheres”, complementa.

Quem é Teresa Cristina?

Teresa Cristina foi uma imperatriz do Brasil, esposa de Dom Pedro II, mãe da princesa Isabel e inspiração para a transferência da capital do Piauí de Oeiras para Teresina. Ela foi uma mulher religiosa, generosa, amante das artes e das pessoas, que deixou um legado de amor e respeito ao próximo. Ela viveu no Brasil por mais de 40 anos e morreu na Itália, 40 dias depois de ser expulsa do país pela Proclamação da República.

Psicológica, Patrimonial ou Moral? Entenda tipos de violência contra a mulher e como acessar o CREG

Foto: Ascom/SMPM

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM). Ao todo, neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, vítimas de violências física, psicológica, moral e patrimonial.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), explica que existem vários tipos de violência contra as mulheres, mas que apesar disso, algumas manifestações de violências costumam não serem percebidas pela vitima. “Existem vários tipos de violência que podem ser praticados contra as mulheres, como a física, a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. No entanto, nem sempre essas violências são reconhecidas pelas próprias vítimas, que podem naturalizar, minimizar ou justificar as agressões que sofrem”, destaca a gestora.

Violência psicológica

A violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

Esses comportamentos visam fazer a mulher se sentir inferior, culpada ou dependente dele. Muitas vezes, uma mulher não percebe que está sendo vítima de violência psicológica, mas seus efeitos podem ser graves, levando a problemas como depressão, ansiedade e até mesmo ideação suicida.

Violência patrimonial

A violência patrimonial é uma forma de agressão que envolve os bens, recursos e direitos da mulher. O agressor pode se apropriar, destruir ou reter objetos, documentos ou valores pertencentes à mulher, além de impedir seu acesso a eles.

Essa forma de violência busca prejudicar a mulher financeiramente, limitando sua autonomia e independência. Por exemplo, quando o parceiro deixa de pagar a pensão alimentícia dos filhos, fica com objetos pessoais da mulher, esconde ou rasga seus documentos, ou realiza outras ações semelhantes.

Violência moral

A violência moral é uma forma de agressão que atinge a honra e a aceitação da mulher. O agressor pode difamar, caluniar ou ferir a mulher, disseminando falsas ou ofensivas sobre sua conduta moral, sexual ou profissional.

Essa forma de violência busca desmoralizar e desqualificar a mulher perante a sociedade, afetando sua imagem e confiança. Por exemplo, quando o parceiro espalha boatos sobre a vida íntima do casal, a insulta na presença de outras pessoas ou menospreza seu trabalho e estudos.

Violência sexual

A violência sexual é uma forma de agressão que viola a liberdade e a integridade sexual da mulher. O agressor pode forçá-la ou coagi-la a praticar ou testemunhar atos sexuais contra sua vontade, ou mesmo impedir que ela utilize métodos contraceptivos ou abortivos.

Essa forma de violência visa submeter-se e dominar a mulher sexualmente, desrespeitando seu corpo e seus direitos reprodutivos. Por exemplo, quando o parceiro obriga a mulher a fazer sexo sem preservativo, a força a ter relações sexuais contra sua vontade ou a impedir de interromper uma gravidez indesejada.

Violência física

A violência física é uma forma de agressão que causa danos ou lesões corporais na mulher. O agressor pode utilizar força física ou armas para bater, aplicar, puxar, morder, cortar, queimar ou ferir a mulher de alguma maneira.

Essa forma de violência visa machucar e marcar o corpo da mulher, demonstrando poder e superioridade. Por exemplo, quando o parceiro dá um tapa no rosto da mulher, puxa seu cabelo, aperta seu braço ou usa água quente ou ácido para feri-la.

Violência institucional

A violência institucional é um tipo de agressão que ocorre nos espaços públicos onde a mulher busca ajuda ou proteção. Os agentes públicos podem tratar a mulher com descaso, preconceito ou negligência, dificultando seu acesso aos serviços e aos direitos.

É um tipo de violência que visa desestimular e desencorajar a mulher de denunciar e romper o ciclo da violência doméstica. Por exemplo, quando o policial não registra o boletim de ocorrência da mulher, quando o médico não faz o exame de corpo de delito da mulher, quando o juiz não concede a medida protetiva para a mulher.

Procure o Creg

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

19 de julho de 2023 em Ação, Administração, SMPM

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Projeto oferece tratamento odontológico gratuito para mulheres em situação de violência atendidas pelo Creg

Mulheres que sofreram violência têm a dentição recuperada em serviço Fotos(Ascom/SMPM)

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), o serviço de acolhimento às mulheres em situação de violência da Prefeitura de Teresina, fazem parte de uma importante parceria para fortalecimento da sua autoestima: o Apolônias do Bem. Em todo o país, o projeto oferece tratamento odontológico integral e gratuito às mulheres que vivenciaram situações de violência e que tiveram a dentição afetada durante as agressões. Atualmente, cinco mulheres vinculadas ao Creg são atendidas pelo projeto em Teresina.

De acordo com Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), essa parceria é essencial para garantir que as mulheres atendidas pelo Creg possam recuperar não só a saúde bucal, mas também a confiança e a autoestima que foram abaladas pela violência. “O Apolônias do Bem é um projeto que valoriza a beleza e a força das mulheres que enfrentaram situações de violência e que merecem ser felizes e respeitadas”, declarou.

O projeto Apolônias do Bem existe desde 2012 e já atendeu mais de 1.500 mulheres em todo o Brasil. O nome é uma homenagem à Apolônia de Alexandria, uma mulher que teve os dentes arrancados por se recusar a renunciar à sua fé cristã no século III. Ela é considerada a padroeira dos dentistas e das pessoas que sofrem de problemas dentários.

No Piauí, o dentista Adelino Junior e sua equipe são os responsáveis pelos atendimentos do projeto Apolônias do Bem em Teresina. Eles têm como objetivo não só devolver sorrisos, mas também empoderar as mulheres que sofreram violência e perderam a autoestima. “Uma mulher relatou que não conseguia mais nem pentear o cabelo olhando para o espelho, usava a sombra para fazer isso, porque não queria olhar para o seu rosto”. “Através da recuperação da saúde bucal, do sorriso e da autoconfiança, nós queremos ajudar essas mulheres a se reerguer e a superarem o trauma da violência”, explica Adelino Junior.

Para participar do projeto há um perfil específico, explica Roberta Mara, a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia. Somente mulheres que tiveram comprometimento nos dentes provenientes da violência podem ser beneficiadas. Para isso, elas precisam ser encaminhadas pelo Creg, que faz uma triagem e um acompanhamento psicossocial das vítimas. O tratamento odontológico é totalmente gratuito e pode durar até dois anos, dependendo da complexidade de cada caso.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
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CREG acolhe mulheres vítimas de violência sexual; saiba como acessar o serviço

Na segunda-feira (10), o arquiteto, empresário e ex-bbb Felipe Prior foi acusado pelo crime de estupro, podendo pegar condenação de até 6 anos de prisão, de acordo com a justiça de São Paulo, Prior poderá cumprir pena em regime inicial semiaberto. O caso ocorreu em 2014 e nesta semana, voltou à tona com a divulgação da sua condenação. Casos de violência sexual, como estes, representam cerca de 33,4% dos crimes cometidos contra mulheres no Brasil, segundo dados do Agência Brasil.

Em Teresina, mulheres vitimas de abuso ou violência sexual podem procurar o Centro de Referência Esperança Garcia, CREG um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos

“O CREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentir acolhidas e seguras” aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza

A coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara complementa: “É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência.
Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta.
“Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

 

Em Teresina, um levantamento feito pelo Observatório Mulher Teresina aponta que 96% (1.786 casos) foram praticados contra pessoas do sexo feminino, sendo 78,5% (1.454 casos) contra meninas entre 0 a 19 anos. Os dados revelam ainda que, quanto menor a idade, maior a ocorrência da violência sexual no espaço escolar. Por outro lado, em idades maiores aumenta a ocorrência em vias públicas. O ambiente doméstico, entretanto, predomina como o local de maior ocorrência de violência sexual, com 68% dos casos. Na maioria das vezes (41% dos casos), o autor dos abusos são pessoas conhecidas.

“Isso significa que muitas vezes as vítimas sofrem caladas, com medo de denunciar ou de não serem acolhidas e apoiadas. Por isso, é fundamental que nós, como poder público, como sociedade civil e como cidadãos e cidadãs, tenhamos um olhar sensível e atento para as mulheres e as meninas que sofrem violência sexual”, reforça a secretária Karla Berger.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina. Foto (Ascom/SMPM).

As mulheres e as crianças atendidas pelo Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), tiveram um dia especial nesta quinta-feira (13). Elas encerraram a colônia de férias com uma visita aos parques ambientais da cidade, onde puderam desfrutar de momentos de diversão, aprendizado e contato com a natureza.

O Serviço Florescer tem como objetivo oferecer apoio e oportunidades para as mulheres que sofrem vulnerabilidade social em regiões descentralizadas da cidade. Além de acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, o serviço também promove atividades educativas, culturais e recreativas para as mulheres e seus filhos.

Nesta semana, a colônia de férias foi uma das atividades que acontecem no mês de julho em todas as unidades do Serviço Florescer. Foram realizadas oficinas de criatividade, banhos de piscina e momentos de interação entre as famílias. A ideia era estimular a criatividade, a autonomia e a autoestima das mulheres, além de fortalecer os vínculos afetivos entre as atendidas e seus filhos.

Para encerrar a colônia, as mulheres e as crianças foram levadas para conhecer os parques ambientais da cidade, como o Parque da Cidade, o Parque das Crianças, Praça do Promorar, Parque da Cidadania. Nos espaços, as mulheres puderam brincar, aprender e se conectar com a natureza, propiciando um momento de lazer, integração e conscientização ecológica.

Uma das participantes da colônia foi Pamela Oliveira, que é atendida pelo Serviço Florescer há mais de um ano. Ela conta que as atividades oferecidas pelo serviço foram fundamentais para ela pudesse empreender no seu negócio de bolos enquanto o seu filho fica em um local seguro. Ela também destaca a importância de compartilhar os momentos oferecidos pelo Florescer com seu filho de um ano e dez meses.

“Apesar das dificuldades em que algumas mães têm de comparecer por causa do trabalho, é muito importante a participação desses momentos com seu filho”, comenta Pamela. “Hoje, nessa atividade, nos divertimos bastante e vivemos momentos únicos”, finaliza.

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger, ressalta que a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma lúdica e divertida. Ela também elogia o trabalho das equipes do Serviço Florescer, que se dedicaram para realizar as atividades com criatividade e carinho.

“A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atraente”, destaca Karla. “Parabenizo todas as mulheres que participaram dessa experiência incrível e todas as profissionais que se empenharam para tornar isso possível”, conclui.

Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta

das 7hh:30 às 17h

Unidades: Florescer Norte

Rua Antônio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

 

Atendimentos às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8% comparado ao ano passado

Atendimentos às mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foto (Ascom/SMPM).

Comparado ao ano de 2022, os atendimento às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8%. Entre janeiro a julho de 2022 foram contabilizados 886 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, enquanto que no mesmo período de 2023 foram de 1.176, destacando um aumento de 310 atendimentos. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM).

Roberta Mara, coordenadora do Serviço, explica a importância dessa informação: “Entendemos que as mulheres estão buscando o atendimento por sentirem confiança e credibilidade no Centro de Referência Esperança Garcia”. Roberta ainda destaca que desde o funcionamento da unidade, em 2008, nenhuma mulher que passou pelo serviço foi vítima de feminícidio. “Esses dados são positivos para que a gente possa prevenir casos de violência mais sérias que resultem na morte das mulheres”, finaliza.

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

SMPM informa como identificar cada etapa da violência contra mulher

É importante compreender quais os ciclos da violência Fotos(Ascom/SMPM)

A violência doméstica contra a mulher é uma realidade que atinge milhares de brasileiras todos os anos. Muitas vezes, essa violência se manifesta de forma repetitiva e previsível, seguindo um padrão conhecido como ciclo da violência. O ciclo é composto por quatro etapas: encantamento, aumento da tensão, agressão e arrependimento.

Na primeira etapa, o homem se mostra gentil e atencioso, mas já demonstra sinais de descontrole e ciúme, afastando a mulher da família, dos amigos, impondo restrições ao seu modo de vestir e às suas redes sociais.

Na segunda etapa, ocorre o aumento das discussões, das irritações, das humilhações e das ameaças. A mulher tenta acalmar o companheiro e evitar situações que possam desencadear sua raiva. Muitas mulheres acreditam que o comportamento violento é culpa delas ou resultado de algum problema externo.

Na terceira etapa, há a intensificação das agressões físicas, morais, psicológicas, sexuais e patrimoniais. O agressor explode em fúria e concretiza as ameaças feitas nas etapas anteriores.

Na quarta etapa, o homem se arrepende e pede perdão. Ele se torna carinhoso e promete mudar. A mulher acredita nas suas palavras e perdoa. Um breve período de tranquilidade se instala na relação, mas logo o ciclo se repete.

Muitas mulheres vivem esse ciclo por anos sem conseguir rompê-lo, correndo risco de vida. Diante disso, a secretária da SMPM, Karla Berger, destaca a importância dos serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência oferecidos pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT).

“A violência doméstica contra a mulher é um problema grave e complexo, que exige uma atuação integrada e articulada de diversos setores da sociedade. A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, tem o compromisso de oferecer serviços de qualidade e humanizados para as mulheres que sofrem esse tipo de violência, buscando garantir seus direitos e sua dignidade. O CREG é um exemplo disso, pois além de acolher e orientar as mulheres, também contribui para o seu empoderamento e emancipação. Nós queremos que as mulheres saibam que elas não estão sozinhas e que podem contar com o nosso apoio para romper o ciclo da violência”, disse a secretária.

Um desses serviços é o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero. O CREG presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferece Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Além disso, o CREG promove a autonomia financeira e produtiva das mulheres, por meio de cursos de capacitação profissional. O acesso ao serviço pode ser feito diretamente pelas mulheres ou por meio da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. O CREG atende mulheres de 18 a 59 anos com uma equipe multiprofissional. O equipamento é seguro e não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa a coordenadora do espaço, Roberta Mara.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451